No passado dia 9 de outubro (2007), passaram 40 anos sobre a morte de Che Guevara, um homem cuja efémera mas intensa existência mostra como é possível lutar por uma sociedade mais justa.
Os ideais do guerrilheiro que saiu de si em benefício do colectivo inundam-nos a cada dia como estímulos para continuarmos a crer que é possível mudar a sociedade pela ação do homem real.
Baptista-Bastos prefacia “A Utopia Segundo Che Guevara”, livro de Viriato Teles, resultado das viagens e reportagens deste jornalista pela América Latina. Desde as mudanças operadas pela Revolução Cubana de 1959, passando pela entrevista, o livro (bem ilustrado com fotos surpreendentes) culmina com vinte e cinco canções dedicadas a Che.
Publicado pela Campo das Letras, escrito num português corretíssimo de tom apaixonadamente imparcial, como é apanágio do verdadeiro jornalista, este livro poderá ser para muitos o redescobrir de Che e dos seus ideais que têm tanto de utópicos quanto a nossa mente o permitir. Ou não tivesse o guerrilheiro dito outrora: “Sejamos realistas, exijamos o impossível”.

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