Afinal, o que sabemos nós acerca
do que não sabemos? É a resposta a estas questões que o autor Nassim Nicholas
Taleb procura dar ao leitor em “O Cisne Negro”. Partindo do princípio que o
inesperado é possível, podendo estar oculto e invisível, devemos esperá-lo a
qualquer momento. Temos, por isso, de estar preparados para qualquer situação.
Por outro lado, nem sempre o inesperado é mau. Com efeito, “a maioria dos
descobrimentos revolucionários é fruto de acontecimentos fortuitos e
imprevisíveis, mais do que do planeamento”, afirma o autor.
O mundo moderno está, assim,
dominado pelo improvável e pela incerteza como riquezas repentinas, terramotos,
guerras, ataques terroristas ou flutuações nos mercados financeiros. Taleb
confirma que temos de “aprender a conviver de forma positiva com o inesperado,
preparar as nossas empresas e profissionais para isso”.
Não fazer projeções acima dos
cinco anos, aceitar as coisas como elas são, fazer exercícios de preparação
para os possíveis inesperados e ter em mente os seus possíveis prejuízos ou
benefícios. São estas as principais recomendações deixadas nesta obra de
referência das Publicações Dom Quixote.

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