O poeta do Barreiro morreu esta segunda-feira, aos 75 anos, anunciou a editora Edições Esgotadas. Deixa mais de 30 livros publicados e poemas cantados por Carlos do Carmo, Jorge Palma ou Rui Veloso.
“É com imenso pesar que a Editora Edições Esgotadas informa que o nosso poeta, Joaquim Pessoa, partiu esta manhã. Estamos de luto, para além da família, todos os que o lemos e amamos. Um poeta nunca morre!"
Joaquim Maria Pessoa, conhecido como Joaquim Pessoa, nasceu no Barreiro, distrito de Setúbal, em 1948.
Conhecido como poeta, publicitário e artista plástico, editou o seu primeiro livro em 1975, “O Pássaro no Espelho” (Moraes Editores).
Ao longo da sua vida, publicou mais de 30 obras. Em 1981, publicou “O Livro da Noite” (Moraes Editores), prémio de poesia da associação portuguesa de escritores, e, em 1982, “O Amor Infinito”, que recebeu o prémio de literatura António Nobre.
O último título publicado é o livro infantil “Conversas com a chuva” (2019, Editora Edições Esgotadas).
Em 2015, a propósito dos 40 anos de atividade literária do poeta, a Câmara Municipal da Moita e a Editora Edições Esgotadas criaram o Prémio de Poesia Joaquim Pessoa, destinado a distinguir uma obra inédita de poesia escrita em língua portuguesa.
Poeta de canções, os seus poemas foram cantados por nomes consagrados do panorama musical português como Carlos do Carmo (“Cantiga de Maio”), Fernando Tordo (“Assim como quem morre”), Carlos Mendes (“Amélia dos Olhos Doces”), Jorge Palma (“Mar Português”), Paulo de Carvalho (“Amor sem palavras”) ou Rui Veloso (“Desconversar”). É, ainda, da sua autoria a primeira versão de “Lisboa Menina e Moça” – o tema, em 1975, foi rejeitado pelo júri do Festival da Canção
In Observador / Joana Moreira
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