Há muitos leitores no Brasil. Há cada dia mais. Mesmo assim, segue urgentemente necesssidade da ampliação e combinação de de possibilidades entre literatura e educação.
Muitas crianças a adolescentes saem das escolas com alfabetização precária, sem a compreensão de texto ideal. E se tornam adultos que leem pouco, com potenciais limitados.
Após o contato inicial desestimulante, é raro o despertar da paixão pela arte literária. Num contexto de atraso e dificuldades estruturais, a literatura não é algo para adornar a aula: precisa ser vista como o principal instrumento pedagógico para atrair, envolver e manter alunas e alunos na descoberta de si e do mundo, unindo o aprendizado à imaginação e expandindo as fronteiras do conhecimento.
Escritores, editores, ilustradores, demais profissionais do livro, quem faz contação de histórias e mediação de leitura – todos poderiam estar mais dentro das escolas, participando na linha de frente para a melhoria da educação.
A formação de leitores daria um salto com a presença maciça da gente dos livros no ambiente escolar. Em palestras, bate-papos, oficinas, aproximando os estudantes, a partir do contato direto com quem vive a literatura. Na expansão do ensino em tempo integral, por exemplo, caberia aproveitar melhor o repertório literário desses profissionais.
In UOL
Sem comentários:
Enviar um comentário