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terça-feira, 31 de outubro de 2023

Prima Contradição

Este livro inédito de Júlio Pomar mostra-nos o fulguroso saber poético de um dos mais importantes pintores portugueses, autor de dois livros de poemas.

«[Júlio Pomar,] nos últimos anos de vida, dedicou-se à realização de uma terceira obra poética, que nunca recebeu versão definitiva.

Deixou-nos, assim, um espólio de milhares de poemas, alguns concebidos como letras de fados (e destes, vários já musicados), muitos aparentemente inacabados, ou constando de variações sobre o mesmo tema, sem indicação de preferência entre variantes», esclarecem-nos os organizadores do volume, José Alberto Oliveira e José António Oliveira.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Post-Scriptum

Jorge Cândido de Sena, o português-brasileiro que faleceu cedo mas deixou uma obra espantosa. Tinha 58 anos quando partiu. No adeus, estiveram milhares de portugueses e brasileiros, os seus amigos, família, em particular os seus 9 filhos.

Está obra é uma marca do poeta, romancista e ensaísta...

Post-Scriptum
 é, nas palavras do próprio autor, «um livro de peculiar organização»: trata-se de um conjunto de poemas saídos na reunião Poesia-I, que «poderia ter entrado nas três primeiras colectâneas […], além de perto de uma vintena de dispersos e inéditos, escritos em 1950-59».

Poderá parecer a alguns um livro compósito no seu dizer e elaboração, mas Jorge de Sena refuta essa ideia sugerindo que, com estes poemas, «esta seria mais correctamente a imagem, se não direi de uma primeira fase da minha poesia, pelo menos da poesia que escrevi antes de ter deixado de viver permanentemente em Portugal […]». 

Este volume conta ainda com um prefácio de Joana Matos Frias.

Sílvia Fernandes / Diretora-adjunta 

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

O Mapa Cor de Rosa

Este conjunto de «cartas», como as designa a autora, foram escritas no rescaldo do 25 de Abril, a partir de Londres, onde Maria Velho da Costa era leitora de português (King’s College) e vivia desde 1980.

Aqui, escreve sobre e para Portugal, descrevendo os hábitos, tiques e outros aspetos da portugalidade.

By Assírio & Alvim

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Introdução à Pintura Rupestre


Introdução à Pintura Rupestre é o novo livro de poesia de José Tolentino Mendonça, exercício prodigioso de escrita. 

Aqui, cruzam-se as reminiscências dos lugares da infância, a figura mítica da fala, ou a sombra dos objetos perdidos no tempo.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

75 Canções

75 Canções é um livro que reúne canções (partituras, letras e cifras) de Sérgio Godinho: num fundo, a celebração de uma carreira cheia de boas músicas para tocar ou apenas cantar.

«Foi há tantos anos que ainda me lembro: adolescente, eram livros como este que me levaram a experimentar as primeiras (e rudimentares) formas de escrita; e, desde aí, nunca me têm largado. Ou seja, tenho-os à mão e eles têm-me à perna.

O acesso prático aos mecanismos que outros usaram para criar (ou criaram para usar…) nunca deixou de me trazer luzes e dicas importantes, neste ofício intermitente da feitura de canções. Imitamos, transformamos, inventamos, emperramos e solucionamos, mas nunca a partir do nada — há sempre, num ponto de partida, de percurso ou de chegada, o que nos foi sugerido por outros saberes.

Com livro ou sem livro, com ou sem Internet. Mas é destes manuais que falamos: sabemos como, em Portugal, são, infelizmente, aves raras. Começam agora algumas a pousar, e serão cada vez mais bem-vindas. Que prenda para todos os que praticam estas coisas, ter um dia acesso a toda a música portuguesa (enfim, não exageremos…) neste formato, ou noutros que se vão inventando.

Estatisticamente, o meu contributo passaria a ser muito menor, e eu com isso no maior contentamento.» 

Sérgio Godinho

terça-feira, 16 de maio de 2023

Poeta português José Alberto Oliveira morre aos 71 anos

José Alberto Oliveira (1952-2023)  Assírio & Alvim e a Revista Livros & Leiruras manifestam profunda tristeza e pesar pelo falecimento do poeta José Alberto Oliveira. Aos seus familiares, amigos e leitores enviamos sentidas condolências  

Médico cardiologista, José Alberto Oliveira nasceu em 1952 em Souto da Casa, no Fundão.

Surge publicado pela primeira vez no Anuário de Poesia de Autores não Publicados da Assírio & Alvim, em 1984.

O seu primeiro livro de poesia, Por Alguns Dias, surge em 1992 e surpreendeu pelo seu lirismo discreto e pela diversidade temática de aproximação a aspetos do quotidiano, onde além disso são notórias as influências da poesia inglesa. 

Na Assírio & Alvim viria a publicar praticamente toda a sua obra poética nos livros O Que Vai Acontecer?, Peças Desirmanadas e Outra Mobília, Mais Tarde, Bestiário, Nada Tão Importante Que Não Possa Ser Dito, Tentativa e Erro, Como se Nada Fosse, De Passagem (considerado por alguns críticos como o melhor livro de poesia publicado em 2018).

José Alberto Oliveira faleceu na madrugada do dia 16 de maio. 

Cartas de Amor

«Não sei o nome daquele a quem foram escritas, nem o de quem as traduziu, mas parece-me que, publicando-as, não devo incorrer no seu desagrado.» 

Assim era o aviso ao leitor incauto que encontrava, pela primeira vez, este livro escrito em língua francesa e publicadťo em 1669.

A história aí contada, em cinco cartas anónimas, seria a de uma freira portuguesa enclausurada num convento de Beja, que se apaixonara por um oficial francês de passagem. 

Depois da partida do militar, a mulher escreve-lhe num misto de amor e ódio, reivindicando a sua paixão. 

Redigido numa prosa magistral e exuberante, cedo suscitou leituras em todo o mundo, especulações, novas cartas aparentemente descobertas, traduções, respostas do seu destinatário, edições pirata, um fascínio que ainda hoje encerra um mistério: que ardente paixão foi esta, real ou literária?

sábado, 13 de maio de 2023

Choupos

Escrever dias e dias, com o belo cantar dos pardais, ou à sombra de Choupos. 

Adília Lopes retoma o fio narrativo dos seus últimos livros, envolvendo-nos num novelo, sempre novo, de histórias pessoais, considerações sobre os mais variados temas: pequenos poemas com a habitual dose de realidade da poeta.

Um poema novo. Um vestido novo. Escrever à máquina. Coser à máquina. A máquina de escrever. A máquina de costura.