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terça-feira, 28 de maio de 2024

Hoje, importa recordar ANTÓNIO GALA

 


Hoje, dia 28 de maio, importa recordar ANTÓNIO GALA. 

António Gala foi um poeta, romancista e dramaturgo espanhol. Faleceu no dia 28 de maio de 2023. Tinha 93 anos.

Gala deixou-nos muitas obras que importa recordar e ler. 

Antonio Gala publicou livros de poemas e obras de teatro, mas teve grande destaque em 1990, quando o manuscrito 'Carmesim', o seu primeiro romance, ganhou o Prémio Planeta.

Três anos depois, publicou 'La Passión Turca', que ganhou uma versão no cinema por Vicente Aranda, protagonizada por Ana Belén, e foi um sucesso de bilheteria na Espanha.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

O Silêncio das Aves

 

E às vezes é de ti que aceito um diálogo mudo entre mãos

um voo rente ao amanhecer

como se a luz se apressasse a dançar-nos nos braços


e todas as fugas fossem possíveis

Como se todos os versos nos mordessem os lábios


e ao longo do nosso corpo

um canto de notas improvisadas

derramasse todos os sóis


É de ti que nasce o afluente vermelho-vivo de um rio chamado desejo

 

Porque nada existe depois de ti.


Rosa Fonseca, O Silêncio das Aves

Hoje, importa recordar Aquilino Ribeiro

 


Hoje, dia 27 de maio, importa recordar AQUILINO RIBEIRO. 

Aquilino Ribeiro nasceu na Beira Alta, concelho de Sernancelhe, no ano de 1885.

Deixou uma vasta obra, na qual cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, no dizer de Óscar Lopes, o primado das Letras portuguesas do século XX. 

Foi sócio de número da Academia das Ciências e, após o 25 de Abril, reintegrado, a título póstumo, na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado, aquando do seu centenário, pelo Ministério da Cultura.

Faleceu dia 27 de maio de 1963, em Lisboa.

Em setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.


domingo, 26 de maio de 2024

Isabel de Inglaterra de Isabel Machado

 


Escritora Isabel Machado e Manuscrito Editora, parabéns por mais um contributo para percebermos quem nos rodeia e nos faz bem. Quem ficará, ad eternum para a História universal.

A Rainha Vitória (1819-1901) foi a rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda de 1837 até a sua morte. 

Ela foi uma das monarcas mais longevas da história britânica e é conhecida por ter liderado a expansão do Império Britânico durante o século XIX.

Vitória tornou-se rainha aos 18 anos de idade e reinou por mais de 63 anos. Durante o seu reinado, a monarquia britânica passou por mudanças significativas, como a abolição da escravidão nas colónias britânicas e a unificação da Alemanha. 

Ela também foi responsável por popularizar a tradição do casamento branco, que se tornou uma prática comum em muitos países ocidentais.

A era vitoriana, como ficou conhecido o período de seu reinado, foi caracterizada por uma grande expansão económica e tecnológica, com a Revolução Industrial, transformando a sociedade britânica. 

Vitória foi uma figura influente e respeitada no seu tempo e deixou um legado duradouro na história britânica.

Mário Gonçalves 

Hoje, importa recordar Rúben A.


Hoje, dia 26 de maio, importa recordar Rúben A.

Nasceu a 26 de maio de 1920 na então Praça do Rio de Janeiro (atual Príncipe Real), freguesia das Mercês, em Lisboa. 

Era o filho mais novo de Ruben da Silva Leitão e Gardina Andresen. Como primos do lado materno contam-se a escritora Sophia de Mello Breyner Andresen e o arquiteto João Andresen; do lado paterno o pintor Ruy Leitão.

A sua vida estudantil foi atribulada, com várias mudanças de liceu e reprovações.

Aos 18 anos, em 1938, vai viajar sozinho a Berlim e Viena, ficando a conhecer a Alemanha de Hitler, durante dois meses.

Preparou-se para entrar no curso de Ciências Histórico-Filosóficas em Lisboa, tendo recebido explicações de Agostinho da Silva

Depois de ter sido reprovado na cadeira de Psicologia, desiste e muda-se para Coimbra.

Licenciou-se na Universidade de Coimbra em Ciências Histórico-Filosóficas em 1945, onde foi colega do pensador Eduardo Lourenço

Fez uma tese de licenciatura sobre os textos e correspondência inédita do rei D. Pedro V, temática que irá explorar ao longo da sua vida.

Torna-se professor de Francês num liceu. Em setembro de 1947, parte para Inglaterra para ser leitor no departamento de português no King's College de Londres, como bolseiro do Instituto para a Alta Cultura.


Apontamentos: Vemo-nos em Agosto


Apontamentos

Li há poucos dias o livro póstumo de Gabriel García Márquez, Vemo-Nos em Agosto e não me “chamou” de imediato às suas grandes obras. Gabo, que padecia de uma doença do foro mental e lapsos de memória diz-nos: “A memória é ao mesmo tempo a minha matéria-prima e a minha ferramenta. Sem ela não há nada.” 

Mas houve e há este livro que nos surpreende com a sua visão maravilhosa do mundo feminino desafiando-nos à empatia por Ana Magdalena. Magdalena assume-se de forma determinada, enquanto mulher com direito ao prazer, fora da sua situação de mulher casada.

Há nesta história a certeza sobre a vida e sobre o desejo feminino, numa personagem tão complexa e por vezes contraditória como qualquer um de nós nos seus sentimentos.  

Sou uma fiel leitora de Gabriel García Márquez e este “Vemo-nos em Agosto” é um hino à vida e será um belo testemunho da sua forte sensibilidade.

Rosa Fonseca


segunda-feira, 20 de maio de 2024

Hoje, importa relembrar Maria Lacerda de Moura

Hoje, dia 20 de maio, importa relembrar Maria Lacerda de Moura (Manhuaçu, 16 de maio de 1887 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1945).

Foi uma professora, escritora, anarquista e feminista brasileira. Filha de pais espíritas e anticlericais.

Cesceu na cidade de Barbacena, no interior de Minas Gerais, onde se formou como professora e participou dos esforços oficiais para enfrentar a questão social através de campanhas nacionais de alfabetização e reformas educacionais.

domingo, 19 de maio de 2024

Titanic na literatura, no cinema e em muitos lugares infinitamente vivos

DR

O Titanic, majestoso e imponente, foi mais do que simplesmente um navio. Ele era um símbolo do progresso tecnológico, do luxo opulento e da promessa de uma viagem sem precedentes. 

Porém, essa magnificência foi tragada pelas águas geladas do Oceano Atlântico na fatídica noite de 14 de abril de 1912, numa das maiores tragédias marítimas da história.

O Titanic, aclamado como inafundável, foi concebido como o auge da engenharia naval da sua época.

A sua tragédia ecoa como um lembrete sombrio da própria arrogância da humanidade diante das forças da natureza.

Em poucas horas, um destino de grandeza transformou-se numa história de perda, desespero e heroísmo.

A bordo do Titanic, pessoas de diferentes origens e classes sociais encontravam-se, unidas no propósito de cruzar o oceano em busca de novas oportunidades e aventuras.

Entretanto, quando o navio colidiu contra um iceberg, as divisões sociais desapareceram diante da luta coletiva pela sobrevivência.

A tragédia do Titanic tornou-se uma narrativa que transcende o tempo, um símbolo do destino e da efemeridade da vida humana. 

As lições extraídas do desastre alimentaram mudanças significativas nas regulamentações marítimas, na segurança a bordo de navios e nas atitudes em relação aos protocolos de emergência.

Além disso, a história do Titanic inspirou inúmeras obras literárias, cinematográficas e artísticas, mantendo viva a memória das vidas que se perderam naquela noite fatídica.

Ela serviu como um lembrete contínuo da vulnerabilidade humana e da necessidade de respeitar as forças imprevisíveis da natureza.

O legado do Titanic perdura como um testemunho histórico dos traços contraditórios da grandiosidade humana e de sua fragilidade perante a natureza. 

A sua história continua a emocionar e a despertar reflexões sobre a impermanência da vida, a resiliência diante da adversidade e a busca pela segurança e justiça em relação ao inesperado.

MG

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Direção

Revista Livros & Leituras continua a crescer


A Revista Livros & Leituras continua a crescer.

Depois da entrada de Pedro Nogueira Simões para diretor-adjunto; José João Canavilhas para subdiretor; Paulo Jorge Violante para designer e da escritora Rosa Fonseca para a redação, esta semana fazem igualmente parte da equipa João de Almeida Fernandes, ex jornalista da Agência de Notícias de Angola e Luís Traça, também ele com fortes ligações a Angola.

Agradeço a vossa disponibilidade para tornarmos a L&L cada vez melhor e mais transcontinental.

Diretor - Mário Gonçalves