Ingredientes:
1 lata pequena de leite condensado
5 colheres de sopa de chocolate
em pó
1 caneca de leite
4 ovos
10 colheres de sopa de açúcar
½ caneca de água
Confeção:
O meu pudim de chocolate é
simples de se fazer. Basta colocar todos os ingredientes num liquidificador
durante alguns minutos, untar a forma com manteiga e colocar o preparado lá
dentro. Tape com papel alumínio e leve ao forno a 180 graus durante uma hora e
meia. Deixe arrefecer, retire o pudim da forma e coloque-o no frigorífico pelo
menos uma hora para solidificar e ficar fresquinho. E depois? Depois, é chorar
por mais e ler o Peter Pan.
Desta vez, voltei a ter um brilhante
apoio na cozinha. O mini chef PP entusiasmou-se com a história do menino que
não queria crescer e fez questão de dar uma importante ajuda na confeção.
Merci, PP lindo!
História:
Toda a gente já ouviu falar no Peter
Pan, mas poucos se lembrariam da referência ao Pudim de Chocolate. Este livro é
o ex libris do escritor escocês J. M. Barrie. Em homenagem ao dramaturgo, pois
se fosse vivo teria feito 161 anos no passado dia 9 deste mês, hoje recuperamos
a receita do seu pudim, que segundo ele é a sobremesa preferida das crianças.
O livro começou por ser uma peça
de teatro. Foi apresentada em 1904 e chamava-se “Peter Pan ou O Menino Que Não
Queria Crescer”. Só sete anos mais tarde, em 1911, se tornou um romance.
A obra, com mais de duas centenas
de páginas, debruça-se sobre o crescimento. Ou melhor: sobre a vontade de não querer
crescer e manter-se sempre criança. Foi isso que pretendeu Peter Pan. Não
queria ser adulto para evitar as responsabilidades dos grandes. O impacto da
temática atingiu uma dimensão quase planetária. Dela, nasceu até a Síndrome de
Peter Pan, que levou várias psiquiatras a estudarem alguns adultos que se
recusavam a agir consoante a sua idade.
A versão original do livro está
na Biblioteca Pública de Nova Iorque. Porque já caiu no domínio público, o que acontece
às obras com mais de 50 anos de publicação, ela pode ser encontrada, em formato
pdf, na web.
Na obra Peter Pan & Wendy, a
referência ao Pudim de Chocolate aparece logo no início do livro. Ao longo da narrativa,
esta iguaria que regala miúdos e graúdos, surge apenas referida uma vez, mas
não passou despercebida junto de alguns gastrónomos:
“(...) Provavelmente essas linhas são
as estradas da ilha, pois a Terra do Nunca é mais ou menos uma ilha, com
lugares que parecem explodir de cores por todo lado, recifes de corais e barcos
prontos para zarpar, com nativos e esconderijos secretos, gnomos que na maioria
das vezes são alfaiates, rios que correm por dentro de cavernas, príncipes com
seis irmãos mais velhos, uma cabana praticamente caindo aos pedaços e uma
velhinha baixinha de nariz pontudo. Se fosse só isso, seria fácil desenhar um
mapa da ilha, mas ainda falta o primeiro dia de aula, o catecismo, os pais, o
chafariz, a aula de costura, os assassinatos, os enforcamentos, os verbos
transitivos 27 indiretos, o dia do pudim de chocolate, o modo de usar
suspensórios, os noventa e nove xelins e três centavos para arrancar seu
próprio dente que está mole e por aí vai (…)”




Sem comentários:
Enviar um comentário