Quase toda a gente já ouviu falar
no Bocage. José Maria Barbosa do Bocage. Porém, poucos o associam a uma
expressão que ouvimos regularmente: “É pior a emenda do que o soneto”. É
verdade, a frase é deste grande poeta português.
Vem isto a propósito da jumenta livrólica que volta a dar uma bazucada nas suas pantufas bolorentas. Depois de ter aprendido com o mestre a distinguir o “demais” do "de mais", para falar apenas deste erro, e de fazer questão de incluir os lexemas, desta vez bem escritos, nos seus textos da web, ex que esta “prof” de meia tigela veio a público e quis dar missa ao padre.
A sua “aula” de hoje foi sobre pontuação. Numa tentativa
indireta de corrigir o mestre, lembra a jumenta que nunca se deve separar o
sujeito do verbo com uma vírgula. Até tem algum fundamento, mas, como não há regra
sem exceção, a limitada livrólica esqueceu-se deste clássico da gramática e vai
de arremessar calhaus.
Então é assim. Não sei se
conheces a melhor gramática portuguesa? Ou pelo menos o seu nome. É a dos linguistas
Celso Cunha e Lindlay Cintra. Foi, é e será a minha bíblia. E a tua, qual é? A
páginas tantas, pode ler-se o seguinte: “use a vírgula para separar o lugar, o
tempo ou o modo que vier no início da frase…”.
Exemplos:
Algures por cá (lugar), a jumenta tem
mesmo de regressar à escola;
Na travessa (lugar), coloca um
clarinete e sopra, profusamente (modo);
Amanhã (tempo), dou-te mais umas
aulinhas, minha alfarroba.
Meu Deus. Ai da escola, dos
alunos ou encarregados de educação que tiverem de levar com este cromo!
A acompanhar a sua burra e absurda
retórica tem estado a sua parceira de ócio. A madame, hoje, voltou a dormir.
Anda sempre muito cansada. Acho que já nasceu assim. Ou então é do excesso de peso nas canetas… Desta vez, dormiu à sombra de uma alfarrobeira.
Alfarrobeira? Por que será?
Gostaram? Não?! Olhem que várias centenas de leitores estão a adorar as vossas loucas aventuras!...
Mário Gonçalves

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