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terça-feira, 13 de junho de 2023

Francisco Moita Flores "morreu" em setembro do ano passado

O escritor, investigador e ex inspetor da Polícia Judiciária, Francisco Moita Flores, "morreu", em setembro de 2022, em plena Feira do Livro de Lisboa. 

Foi "morte súbita", mas esteve à conversa com Pedro Nogueira Simões, com Mário Gonçalves e com centenas de pessoas, ontem, na Feira do Livro de Lisboa.

Sofreu um enfarte agudo do miocárdio e ficou em estado de "morte súbita", refere o autor no seu mais recente livro: "Um Enfarte no Alto do Parque" (nota do editor: vale a pena ler, nem que seja para evitar o mesmo trajeto).

Foi prontamente assistido. Por sorte, teve ali de passagem, médicos do INEM que rapidamente lhe ministraram manobras de reanimação. Depois, foi transportado para o Hospital de Santa Marta.

Recorde-se que estamos a falar de um hospital publico e que é o melhor hospital de cardiologia do país e um dos melhores da Europa

Curiosamente, e num aparte, um dos grandes cirurgiões do Hospital Santa Marta é o professor Mário João Oliveira, residente no Belo Jardim, em Samora Correia. Já tirou muita gente do fundo do poço. O meu pai foi um deles.


Em convalescença,  Francisco Moita Flores decidiu escrever este pequeno, somente em tamanho (101 páginas), mas livro gigante.

Ontem, o Pedro Nogueira Simões e eu fizemos uma entrevista em papel à Francisco Moita Flores. Já editamos e vamos enviar via email.

O nosso campeão está muito debilitado, mas acredito que vou rever o meu amigo Moita Flores como vi e ouvi na (Cabana dos Parodiantes - saudades do colega e amigo Fernando Andrade), em Salvaterra de Magos, e, muitas vezes, nos colóquios da Escola Profissional do Vale do Tejo, em Santarém, onde foi autarca.

Francisco Moita Flores dedica este livro aos médicos Diogo Cavaco (autor do prefácio), Joana Golão e Joana Figueira... Dedica aos funcionários da LeYa...

E escreve logo à entrada da obra, citado o Proverbios 27.1: "Não te felicites pelo dia de amanhã, pois não sabes o que o hoje vai gerar".

Força, Moita Flores!

Mário Gonçalves com Pedro Nogueira Simões 

sábado, 20 de maio de 2023

Há 25 anos: alunos e professores de Salvaterra, Lisboa, e Santarém serviram o maior almoço do mundo

Foi há 25 anos, por ocasião da inauguração da Ponte Vasco da Gama, que alunos e professores da Escola Profissional de Salvaterra de Magos, Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa e Escola Profissional do Vale do Tejo (Santarém) serviram o maior almoço do mundo. 

Tratou-se de uma mega-feijoada servida no tabuleiro da Ponte Vasco da Gama, a 17 mil pessoas, vindas de várias regiões de Portugal e do estrangeiro. 

Nessa altura, a inédita situação mereceu grande destaque na imprensa mundial e até nalguns livros ligados ao Turismo, à Hotelaria, à Cozinha e à Restauração. 

Mais de uma centena e meia de alunos, todos em regime de voluntariado, percorreram alguns quilómetros do tabuleiro com o nome do grande navegador português, o que mereceu algumas entrevistas para a BBC, CCN, e EURONEUWS...

O super evento teve uma cobertura mediática nunca antes vista em Portugal. Afinal de contas, estávamos em cima do tabuleiro da maior ponte da Europa e sentados na maior mesa do mundo com 5 quilómetros. 


Imagine-se que o mediatismo foi de tal ordem que estava preparado para receber 15 mil pessoas, mas acabaram por aparecer 17 mil.

Recordo que à minha reportagem, todos com quem falei, garantiram que a feijoada estava deliciosa. 

O super prato gigante foi supervisionado pelo Chef Michel, que chegou a colaborar com estas três escolas selecionadas para o serviço 

Além de jornalistas e repórteres de vários países do mundo, houve vários planos de imagens no tabuleiro da ponte, de embarcações no rio e até de um helicóptero, onde dois camaramans praticaram diversos focos de imagens num autêntico rapel australiano.

Segundo informou, na altura, a direção dos três estabelecimentos de ensino de referência nacional, o grande desempenho dos alunos, aos olhos do mundo da Hotelaria e da Restauração, acabou por abrir muitas portas de estágios e futuros empregos de grande prestígio. 


Hoje, muitos dos antigos alunos destas três escolas, são chefs de referência nacional e até internacional. 

Este mega evento mundial na Ponte Vasco da Gama ficou registado no Guinness World Records.

In reportagem de Mário Gonçalves / 1998