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segunda-feira, 24 de julho de 2023

"MISERICÓRDIA", DE LÍDIA JORGE, VENCE GRANDE PRÉMIO DA APE

 LÍDIA JORGE  
GRANDE PRÉMIO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCRITORES

Com o romance Misericórdia, publicado pela Dom Quixote em Outubro de 2022, a escritora Lídia Jorge acaba de ser anunciada vencedora do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

Presidido por José Manuel Vasconcelos e constituído por Isabel Cristina Rodrigues, Maria de Lurdes Sampaio, Mário Avelar, Paula Mendes Coelho e Salvato Teles de Menezes, o júri, num total de 86 livros submetidos a concurso, resolveu, por unanimidade, distinguir Misericórdia. E justificou a deliberação deste modo: «O romance Misericórdia, de Lídia Jorge, é um hino à leitura, à literatura e ao poder transformador de ambas na vida do humano, mas também ao poder da literatura para levantar do chão os desvalidos do tempo e do nosso imaginário social comum. Romance de uma rara maturidade discursiva, não deixa de nos surpreender pela sua aparente simplicidade, a qual exige do leitor um certo modo de afinação ou adestramento capaz de lhe permitir captá-lo na malha da sua discreta complexidade.»

Criado em 1982 e atribuído, até ao momento, a 31 escritores, esta é a segunda vez que o Grande Prémio da APE é entregue a Lídia Jorge, que em 2002 já o havia vencido com O Vento Assobiando nas Gruas.

Misericórdia, um livro que Lídia Jorge escreveu a pedido de sua mãe, personagem em torno da qual toda a acção do romance se desenrola, vai actualmente na 4.ª Edição e tem já em preparação várias edições estrangeiras, a primeira das quais em França, onde será publicado já no próximo mês de Setembro. Seguir-se-ão Alemanha, Espanha e México.

Lídia Jorge estreou-se, em 1980, com a publicação de O Dia dos Prodígios, um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Desde então tem publicado obras nas áreas do romance, conto, ensaio, teatro, crónica e poesia. Os seus textos têm sido adaptados para teatro, televisão e cinema e têm sido distinguidos com os principais prémios literários nacionais.

Amplamente traduzida e publicada no estrangeiro, entre os prémios internacionais que recebeu contam-se o Prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara.

In D. Quixote

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva foi atribuído à escritora Lídia Jorge

Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, no valor de 20 mil euros, foi atribuído à escritora Lídia Jorge, “personalidade de invulgares méritos e reconhecimento na atividade cultural”, anunciou hoje a Associação Portuguesa de Escritores (APE).

Nesta que é a segunda edição da iniciativa conjunta da APE com a Câmara Municipal de Braga, relativa ao biénio 2022/2023, Lídia Jorge foi distinguida por unanimidade do júri, constituído pela direção, que destacou também a projeção da escritora “aquém e além fronteiras”.

Para este prémio, foi ainda considerado “o percurso notável da escritora, romancista, poeta, autora de obras marcantes nos domínios do conto e da crónica, com numerosas e aplaudidas traduções em diversas línguas”.

No início de julho de 2021, a APE lançou, em Braga, a primeira edição do Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, a ser atribuído de dois em dois anos. O primeiro vencedor foi o ensaísta e tradutor João Barrento

Vítor Aguiar e Silva viria a morrer no final do ano seguinte.

“O prémio vai distinguir poetas, ficcionistas e ensaístas de topo, de consagração plena, no quadro da cultura portuguesa”, referiu o presidente da APE, então.

O prémio não tem candidaturas, sendo o vencedor eleito pelo júri.

Anteriormente, quando se designava apenas Vida Literária, o prémio foi atribuído a autores como Miguel Torga, José Saramago, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Óscar Lopes, José Cardoso Pires, Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cesariny, Vítor Aguiar e Silva, Maria Helena da Rocha Pereira, João Rui de Sousa, Maria Velho da Costa e Manuel.

In APE

domingo, 24 de março de 2019

MemoryBook: Jardim sem Limites


Um enredo de um Portugal pós 25 de abril na Casa da Arara, onde os personagens do romance residem. A tensão entre os habitantes do primeiro e do segundo andar como espelho das tensões geracionais do povo português. 

A história de um grupo de jovens que vive na ânsia de ser reconhecido de lutar por algo. Assim num conflito constante os habitantes da Cara da Arara representam o distanciamento existente de duas gerações, a que viveu o salazarismo e aquela geração que lutou contra ele. 

Existe também alguém que tenta bater o recorde de estar mais tempo sem se mover na baixa de Lisboa e a Susana que engole uma ténia para emagrecer... e mais não digo..

Isabel Miguel