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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

SAS - Heróis Fora de Lei

A Leia é a Lei. E quem é um Herói Fora de Lei? Recomendo esta preciosidade marcada por uma investigação autorizada com acesso a documentação até agora ultrasecreta...

A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 19 de setembro, “SAS – Heróis Fora da Lei”, do historiador britânico Ben Macintyre, que assina o primeiro livro autorizado, com acesso aos arquivos da própria Special Air Service (SAS), uma força especial do exército criada por Winston Churchill durante a II Guerra Mundial. 

O livro deu origem à série de sucesso da HBO, “Rogue Heroes” – cuja segunda temporada está já a ser gravada - sobre esta unidade que tinha carta branca para lançar ações temerárias contra as tropas italianas e o Afrika Korps, de Rommel, durante a campanha do Norte de África.

No verão de 1941, no Deserto do Saara, David Stirling, um jovem oficial aristocrata, entediado e excêntrico, aparece com um plano radical e inteiramente contrário às regras: criar uma pequena unidade clandestina capaz de provocar o caos na retaguarda das linhas inimigas. Apesar da intensa oposição, Winston Churchill deu pessoalmente autorização a Stirling para recrutar os soldados mais duros, brilhantes e implacáveis que conseguisse encontrar. Assim começou o regimento militar mais misterioso do mundo que daria origem a outras forças especiais.

Só 75 anos mais tarde o SAS decidiu contar a sua assombrosa história. Abriu pela primeira vez os arquivos, concedendo ao aclamado historiador britânico Ben Macintyre acesso total a um valioso acervo de relatórios, memorandos, diários, cartas, mapas e fotografias nunca vistos, bem como carta-branca para entrevistar os envolvidos ainda vivos e aqueles que os conheceram.

O resultado é esta história de um grupo de renegados que assumiu riscos monumentais, personagens excêntricas e desmesuradas, peripécias aparentemente inverosímeis (mas que pecam por defeito e não por excesso), missões de contornos suicidas e incríveis feitos dos membros da unidade durante a guerra no deserto. 

"Impecavelmente pesquisado, magnificamente contado. De longe o melhor livro sobre o SAS na II Guerra Mundial."

Antony Beevor

BEN MACINTYRE é colunista e editor associado do The Times em Londres. Foi correspondente deste jornal em Nova Iorque, Paris e Washington. É autor de diversos livros, incluindo Agente Sonya, Um Espião Entre Amigos, Operação Secreta e Jogo Duplo. Em 2019, O Espião e o Traidor, que conta a história do agente duplo do KGB Oleg Gordievsky, alcançou um enorme sucesso internacional e foi finalista do Ballie Gifford e do National Book Awards. Vários dos seus livros foram adaptados ao cinema e a séries de televisão, incluindo Operação Secreta, Um Espião Entre Amigos e SAS - Heróis Fora da Lei...

Pedro Nogueira Simões / Subdiretor com D. Quixote 

sexta-feira, 28 de julho de 2023

MBA

"O Meu MBA", de Josh Kaufman (Dom Quixote).

Seja um mestre da gestão sem ter de frequentar os dispendiosos cursos universitários. 

Neste bestseller mundial, o professor norte-americano ajuda os leitores a desenvolverem as suas aptidões para o negócio, a serem empreendedoras e a progredirem nas suas áreas de atividade. 

À venda a 29 de agosto.

segunda-feira, 24 de julho de 2023

"MISERICÓRDIA", DE LÍDIA JORGE, VENCE GRANDE PRÉMIO DA APE

 LÍDIA JORGE  
GRANDE PRÉMIO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCRITORES

Com o romance Misericórdia, publicado pela Dom Quixote em Outubro de 2022, a escritora Lídia Jorge acaba de ser anunciada vencedora do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

Presidido por José Manuel Vasconcelos e constituído por Isabel Cristina Rodrigues, Maria de Lurdes Sampaio, Mário Avelar, Paula Mendes Coelho e Salvato Teles de Menezes, o júri, num total de 86 livros submetidos a concurso, resolveu, por unanimidade, distinguir Misericórdia. E justificou a deliberação deste modo: «O romance Misericórdia, de Lídia Jorge, é um hino à leitura, à literatura e ao poder transformador de ambas na vida do humano, mas também ao poder da literatura para levantar do chão os desvalidos do tempo e do nosso imaginário social comum. Romance de uma rara maturidade discursiva, não deixa de nos surpreender pela sua aparente simplicidade, a qual exige do leitor um certo modo de afinação ou adestramento capaz de lhe permitir captá-lo na malha da sua discreta complexidade.»

Criado em 1982 e atribuído, até ao momento, a 31 escritores, esta é a segunda vez que o Grande Prémio da APE é entregue a Lídia Jorge, que em 2002 já o havia vencido com O Vento Assobiando nas Gruas.

Misericórdia, um livro que Lídia Jorge escreveu a pedido de sua mãe, personagem em torno da qual toda a acção do romance se desenrola, vai actualmente na 4.ª Edição e tem já em preparação várias edições estrangeiras, a primeira das quais em França, onde será publicado já no próximo mês de Setembro. Seguir-se-ão Alemanha, Espanha e México.

Lídia Jorge estreou-se, em 1980, com a publicação de O Dia dos Prodígios, um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Desde então tem publicado obras nas áreas do romance, conto, ensaio, teatro, crónica e poesia. Os seus textos têm sido adaptados para teatro, televisão e cinema e têm sido distinguidos com os principais prémios literários nacionais.

Amplamente traduzida e publicada no estrangeiro, entre os prémios internacionais que recebeu contam-se o Prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara.

In D. Quixote

terça-feira, 4 de julho de 2023

Os Meus Homens

Baseado na história da primeira assassina em série dos Estados Unidos, um romance literário fascinante sobre a queda de uma mulher na loucura. 

Nascida Brynhild Størset, em 1859, numa família modesta na Noruega, Belle Gunness, como ficou conhecida, partiu em busca do sonho americano no final do século XIX.

Com o tempo, Belle tornou-se cada vez mais alienada, implacável e perversamente atraente, e terá assassinado mais de quarenta pessoas, a maioria homens. 

É o seu incrível destino que está no centro deste romance: o de uma mulher cujas injustiças de classe, a busca pelo amor absoluto e a austeridade religiosa levam à loucura assassina. 

Da Chicago do final do século XIX a uma quinta em La Porte, no Indiana, Belle atrairá e depois matará os seus maridos, os próprios filhos, os rapazes da quinta e outros jovens escandinavos recém-chegados aos Estados Unidos, que ela seduz por meio de anúncios em jornais.

Neste romance cru, visceral e hipnótico, Victoria Kielland imagina a tumultuosa vida interior desta norueguesa que se tornou Belle Gunness – a primeira mulher assassina em série dos Estados Unidos. Escrito numa prosa de uma beleza selvagem, Os Meus Homens é um retrato radicalmente empático e inquietante de uma mulher consumida pelo desejo. 

Os Meus Homens é um texto carnal e sombriamente poético que dá voz aos tormentos de Belle, ao seu apetite erótico, à sua necessidade insaciável de ser amada e ao peso da culpa luterana que a persegue neste novo país onde ela, como tantos outros, espera reinventar-se.

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Um Ocidente Sequestrado ou a Tragédia da Europa Central

Este foi um dos mais recentes livros chegados à REVISTA LIVROS & LEITURAS

A direção da L&L pediu Milan Kundera por diferentes motivos... Talvez o facto de ter sempre em destaque, no RECANTO LITERÁRIO da TOCA DA LEBRE, A Insustentável Leveza do Ser explique quase tudo.

Milan Kundera é um escritor checo. Está exilado em França e já tem 94 anos. Nasceu no dia 1 de abril de 1929, mas continua ativo. Foram suas influência, entre outros, Miguel Cervantes e kafka

Parabéns também à D. Quixote.

UM OCIDENTE SEQUESTRO OU A TRAGÉDIA DA EUROPA CENTRAL é um pequeno e precioso livro de extraordinária atualidade para a reflexão sobre a Europa que estamos a construir e os seus fundamentos.

Este livro reúne dois textos escritos antes da Queda do Muro e do fim da Guerra Fria: o discurso de Kundera, já então uma destacada figura da literatura europeia, ao Congresso dos Escritores da Checoslováquia de 1967, em plena Primavera de Praga, que viria a ser esmagada pela invasão das tropas do Pacto de Varsóvia; e um longo artigo publicado na revista francesa Le Débat, em novembro de 1983, quando Kundera já tinha abandonado a sua pátria para viver em França.

Apresentados respetivamente por Jacques Rupnik e Pierre Nora, estes textos debatem corajosamente as ameaças que pesam sobre a Europa e a sua identidade cultural, a necessidade de liberdade e de autonomia dos criadores artísticos contra uma cultura de propaganda e contra a censura, o papel da barbárie na vida das nações e dos seus povos. 

São surpreendentemente premonitórios, como acontece muitas vezes com os grandes escritores

Passos importantíssimos foram dados na construção dessa Europa livre e democrática, e a história deu razão a Milan Kundera: as «pequenas nações» centro-europeias integram agora esse mundo fundado numa cultura livre e respeitadora das línguas e das tradições dos povos que as compõem. 

Mas as ameaças estão de novo bem à vista, com o ressurgimento das ideias censórias e autoritárias e com a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. 

As batalhas por essa Europa sonhada por Kundera voltam à primeira linha das nossas preocupações. 

Eis um livro com uma missão: a de armar o nosso pensamento ajudando-nos a travar essas batalhas.

Sílvia Fernandes  / Diretora-Adjunta 

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Novo romance de Itamar Vieira Junior – Salvar o Fogo – chega às livrarias esta quarta-feira



O novo romance de Itamar Vieira Junior – Salvar o Fogo – chega às livrarias esta quarta-feira, dia 26

Aguardado com grande expectativa, por se seguir a Torto Arado, um dos maiores sucessos da literatura brasileira das últimas décadas, vencedor dos Prémios LeYa (2018), Jabuti (2020) e Oceanos (2020), que transformou o autor numa verdadeira estrela literária de dimensão mundial, Salvar o Fogo terá uma edição simultânea em Portugal (Dom Quixote) e no Brasil (Todavia).

Neste novo livro, Itamar Vieira Junior, que estará em Lisboa em finais de Maio para o promover, conta-nos uma história que, tal como em Torto Arado, decorre no interior da Bahia, numa localidade conhecida como Tapera do Paraguaçu, um povoado cujo domínio das terras pertence à Igreja, que ali detém um mosteiro desde o século XVII. 

É onde vivem o jovem Moisés, órfão de mãe, o seu pai, Mundinho, e a sua irmã Luzia, que ao contrário dos outros irmãos, que partiram em busca de uma vida melhor, foi obrigada a ficar para cuidar do pai e do menino.

Estigmatizada pelos seus supostos poderes sobrenaturais, leva no entanto uma vida de profundo sentido religioso, trabalhando como lavadeira do mosteiro e educando Moisés rigidamente com o objetivo de o inscrever na escola dos padres e conseguir para ele a educação que nenhum deles pôde ter. Porém, a experiência dessa formação marcará o rapaz de tal modo que ele acabará por deixar intempestivamente a casa.

Salvar o Fogo é, pois, um romance que mostra que muitas vezes os fantasmas de uma família não se distinguem dos fantasmas de um país.

E que chega agora às livrarias com um rasto de sucesso poucas vezes visto: no Brasil, a editora Todavia colocou o livro em pré-venda, numa edição especial de capa dura, e, em pouco dias, vendeu perto de 37 mil exemplares.

Itamar Vieira Junior saltou para as bocas do mundo com Torto Arado, que é já um romance imortalizado, depois de ter sido incluído, no seguimento de um estudo levado a cabo por um grupo de 169 intelectuais, na lista dos 200 livros mais importantes para entendermos o Brasil, lista essa onde também constam os nomes de Jorge AmadoMachado de Assis ou Carlos Drummond de Andrade.

Publicado em mais de 24 países, o último dos quais o Japão, onde o autor esteve recentemente, nas cidades de Tóquio Quioto, participando em apresentações e conferências em universidades e livrarias, já vendeu mais de 500 mil exemplares em todo o mundo e, para além disso, motivou esta série de acontecimentos: foi incluído no Plano Nacional de Leitura no Brasil; adaptado ao teatro por Christiane Jatahy, encenadora premiada no Festival de Veneza, numa peça que já estreou na ÁustriaFrança Bélgica; vai ter uma edição em audiolivro, no Brasil, narrado por uma famosa atriz; será brevemente publicado em versão de romance gráfico; os direitos televisivos já foram igualmente adquiridos, pelo que brevemente todos vamos poder ver a história das irmãs Bibiana e Belonísia nos ecrãs da TV.

Itamar Vieira Junior nasceu em Salvador, na Bahia. É escritor, geógrafo e doutor em Estudos Étnicos e Africanos. Da sua autoria publicou a Dom Quixote, em 2018, Torto Arado, e, em 2021, o livro de contos Doramar ou a OdisseiaSalvar o Fogo é o seu segundo romance.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Os Maias – Uma Análise Ilustrada

Não, este livro não dispensa nem substitui a leitura do magistral romance de Eça de Queirós. 

No entanto, “Os Maias – Uma Análise Ilustrada” de António Gomes D' Almeida poderá facilitar a sua compreensão.

Cada capítulo foca os principais episódios, os locais da acção e cada uma das personagens, utilizando as palavras exactas do autor. 

Num elucidativo organigrama, é possível perceber as relações familiares, amorosas, de amizade e profissionais entre todas as personagens. 

Com a selecção e relevância dada ao papel de cada uma, o leitor ficará a conhecer a variedade de tipos que frequentavam e davam vida à capital lisboeta no final do século XIX, permitindo também estabelecer comparações com outras épocas. 

Em destaque, continuará sempre a estar o humor acutilante de Eça de Queirós no retrato dos lisboetas dessa altura. Quem captou e transmitiu a essência de “Os Maias” foi certamente o ilustrador Zé Manel que em muito contribui para a qualidade desta publicação da Dom Quixote.

terça-feira, 4 de abril de 2023

Indignação

Philips Roth escreveu A Indignação.

América, 1951, segundo ano da Guerra da Coreia.
Marcus Messner, um jovem estudioso, disciplinado e intenso, nascido em Newark, Nova Jérsia, inicia o seu segundo ano de universidade no campus conservador e rural da Universidade de Winesburg, Ohio. E porque é que ele está lá e não perto de casa, na Universidade de Newark, onde começou por se matricular? Porque o pai, um austero e trabalhador talhante de bairro, parece ter ficado louco - louco de medo e preocupação perante os perigos da vida adulta, os perigos do mundo, os perigos que vê em todos os cantos à espreita do seu filho querido.

Como a mãe sofredora e desesperadamente atormentada diz ao filho, o medo do pai é fruto do amor e do orgulho. Talvez seja, mas faz nascer uma tal raiva em Marcus que ele não suporta viver mais tempo com os pais. Vai-se embora de casa e, longe de Newark, na Universidade do Midwest, terá de encontrar o seu caminho no meio das tradições e restrições de uma América diferente.

Amigos até ao fim

Amigos até ao Fim é um romance penetrante que abrange cinquenta e seis anos, um teatral golpe de mestre de escrita tragicómica e uma selvagem fábula do nosso tempo, quase das nossas horas.

John Le Carré oferece-nos uma escrita mágica, personagens que são um deleite, e uma história arrebatadora que nos encanta ao mesmo tempo que nos desafia.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Sem Nunca Chegar ao Cimo


Se ler é viajar sem sair do lugar, o que se poderá dizer quando nos confrontamos com o género literatura de viagem? Mais: o que poderemos dizer quando estamos perante um autor viajante? 

Paolo Cognetti, pai de As Oito Montanhas, está de regresso para nos proporcionar uma viagem aos Himalaias. Sem Nunca Chegar ao Cimo, livro publicado em Portugal pela D. Quixote, permites uma interessante viagem, muito bem descrita, como se estivéssemos no lugar. 

O que procuramos quando embarcamos numa viagem? Talvez exista um destino ou um cume que ninguém tenha alcançado, ou talvez a razão de viajarmos seja a própria viagem. 

Este diário de viagem, muito bem escalado em termos temporais e espaciais, é a história profunda, terna e estimulante do confronto com os nossos limites físicos, da erosão de muitas certezas antigas, da beleza das pequenas coisas e de como podemos encontrar o equilíbrio interior. 

Paolo Cognetti conta-nos esta experiência inesquecível, em que o poder da amizade, a magnificência da natureza, a diversidade dos lugares que descobriu e das pessoas que conheceu, os altos e baixos dos trilhos percorridos e as diferenças de altitude são como uma viagem da mente, do corpo e do espírito.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

MemoryBook: Uma Mulher Não Chora


"Uma mulher não chora" de Rita Ferro, algo realmente bonito e.... verdadeiro, um livro pulsante, sente-se nos ossos... existe proximidade com o leitor, uma vez que retrata situações do dia-a-dia. A história de uma mulher livre, independente, emancipada, o desejo de romantismo e a dor e medo da solidão. Conseguimos sentir o padecimento das personagens.

"Ao contrário dos pesadelos, que parecem durar noites inteiras e que demoram instantes, há momentos da realidade que (...) em segundos e nos podem iludir para sempre.”

terça-feira, 2 de abril de 2019

O Sol da Meia Noite



Precisamente onde o Sol se põe, há Amor e crime. Estamos a falar da Lapónia. Estamos perante uma narrativa ímpar, ao bom estilo da genialidade de Jo Nesbø. 

Além de estarmos perante uma fabulosa história, mergulhamos em cenários raramente vistos, como, por exemplo, o planalto de Finnmark, que como refere o autor: “é um território desconhecido até para os noruegueses.” 

Nele, encontramos Jon. Sai do autocarro a meio da noite, num canto inóspito da Noruega, tão a norte que o Sol nunca se põe. É ali que espera poder refugiar-se, junto do povo da Lapónia, até traçar uma estratégia para escapar ao Pescador. Até àquele momento, limitara-se a improvisar, pois temia que qualquer plano fosse descortinado pelo seu perseguidor.
Mas não duvida de que, mais cedo ou mais tarde, o encontrarão.

Escondido numa cabana no meio da floresta, tudo o que separa Jon do seu destino é Lea e o filho, Knut… Quanto ao resto, o melhor é ser o leitor a descobrir.



domingo, 24 de março de 2019

MemoryBook: Jardim sem Limites


Um enredo de um Portugal pós 25 de abril na Casa da Arara, onde os personagens do romance residem. A tensão entre os habitantes do primeiro e do segundo andar como espelho das tensões geracionais do povo português. 

A história de um grupo de jovens que vive na ânsia de ser reconhecido de lutar por algo. Assim num conflito constante os habitantes da Cara da Arara representam o distanciamento existente de duas gerações, a que viveu o salazarismo e aquela geração que lutou contra ele. 

Existe também alguém que tenta bater o recorde de estar mais tempo sem se mover na baixa de Lisboa e a Susana que engole uma ténia para emagrecer... e mais não digo..

Isabel Miguel

quarta-feira, 20 de março de 2019

História de uma Família Decente


Estamos perante «Um retrato dramático da difícil realidade do Sul de Itália, que nos lembra os filmes neorrealistas e o cenário de A Amiga Genial, de Elena Ferrante.» lembra o Corriere della Sera 

O palco é o sul de Itália. Estávamos nos anos 80. 

Maria, de doze anos, cresce aqui com os dois irmãos mais velhos. Vive numa terra sem tempo, num bairro onde os abusos são sofridos e infligidos, e de onde é muito difícil escapar. No entanto, Marì não está disposta a submeter-se a normas que não respeita. O seu único apoio é Michele, o filho mais novo do clã Senzasagne, a gente mais decadente de Bari velha. Apesar da hostilidade entre as suas famílias, entre ambos surge uma amizade delicada, quase fraternal, que o tempo converte em amor. 

Um amor que, embora impossível, os preserva do rancor do resto do mundo. 

O livro foi editado em Portugal pela D. Quixote.

segunda-feira, 18 de março de 2019

A Noite e o Riso



Esta que nos chega às mãos é já a sua 9ª edição. Talvez isto diga muito. A Noite e o Riso teve a sua estreia em 1969. Há meio século. Foi o primeiro romance de Nuno Bragança. Trata-se de uma obra incontornável, considerada decisiva para a modernidade literária portuguesa. 

Ao longo da obra, cujas imagens surrealizantes, a história pessoal transfigurada, o erotismo, a política e a grande oficina da linguagem passam nomes como Almada Negreiros, Maria Velho da Costa ou Dinis Machado, para citar apenas estes. 

Nuno Bragança é um autor único. “Recriou a linguagem e questionou tudo”, refere João Bonifácio do Jornal O Público.

domingo, 3 de março de 2019

Uma Questão de Conveniência



Keiko foi sempre estranha - e os pais perguntam-se onde encaixará ela no mundo real. Por isso, quando a rapariga resolve ir trabalhar para uma loja de conveniência, a notícia é recebida com entusiasmo, até porque na loja ela encontra um mundo bastante previsível, que domina com a ajuda de um manual e copiando os colegas até na forma de falar. 

Mas aos 36 anos é ainda na mesma loja de conveniência que trabalha, e além disso nunca teve um namorado, frustrando as expectativas da sociedade… Embora Keiko não se importe com isso, sabe que a família e os amigos estão mais ou menos desesperados. Um dia, porém, é contratado para a loja um rapaz com o qual Keiko tem algumas afinidades. Não será então aconselhável para ambos um relacionamento?


Sayaka Murata, uma das vozes mais originais e talentosas da ficção contemporânea japonesa, capta brilhantemente a atmosfera de uma loja de conveniência e satiriza as obsessões que regem a sociedade contemporânea e a pressão exercida sobre as mulheres no sentido de cumprirem expectativas alheias, com o pretexto de terem uma vida normal


Uma Questão de Conveniência, que venceu o prémio Akutagawa e foi traduzido em mais de vinte países, é o retrato de uma heroína deliciosa que promete ser tão memorável como Amélie Poulain.

sábado, 2 de março de 2019

Os Direitos Vão à Escola



Certo dia, a turma do Manuel recebe uns visitantes muito especiais. 


Surpreendidos e entusiasmados, meninos e meninas vivem momentos inesquecíveis e escutam palavras poderosas, que guardarão como um tesouro dentro de si. Partindo do texto da Declaração Universal dos Direitos da Criança e da Convenção Sobre os Direitos da Criança, este livro convida-te à descoberta dos teus direitos, contribuindo para a divulgação, para o debate e para a reflexão sobre os mesmos. 



Aguarda-te a leitura emocionante de um livro repleto de maravilhosas ilustrações. 

Conhecer os teus direitos será um verdadeiro prazer!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Homens de Pó


No Verão Quente de 1975, um punhado de homens vindos de África busca a sua identidade num Portugal em convulsão.

Portugal, Verão Quente de 1975. A fervilhante Revolução dos Cravos deu subitamente lugar a um imenso caos social e político; o País, em plena convulsão, está à beira da guerra civil. O poder disputa-se nos quartéis, nas ruas, nos campos, nas fábricas…

O velho império de Quinhentos agoniza, com a independência das colónias e o êxodo de centenas de milhares de pessoas que regressam à velha metrópole. Entre estas, vêm também africanos num exílio forçado, imposto pela guerra e pela instabilidade, sobretudo de Angola. Esta é a história de um punhado desses homens em busca da sua identidade e de um lugar, num Portugal fragmentado que desconhecem.

Operários de estradas labutam de sol a sol; estão fora e dentro do mundo, vivendo sob o manto de uma poeira que os torna fantasmas e sombras num teatro de mudança, cujo palco é um país que também parece andar à procura de si próprio. Às vezes choram, acreditam, lutam, apaixonam-se, perguntam que será feito dos que ficaram.

Discreta e irónica, a presente narrativa interroga o leitor sobre os limites da utopia e da realidade, e a importância da palavra e do sonho na construção das nossas vidas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Pena Capital


Alyshia D’Cruz, filha do magnata indiano Francisco «Frank» D’Cruz, cresceu entre Londres e Mumbai, num meio privilegiado. Mas uma noite, depois de uma festa com muito álcool, Alyshia entra no táxi errado... 

Charles Boxer, ex-militar e ex-polícia, encontrou a sua vocação na segurança privada. A sua especialidade: raptos e resgates. Mas é uma vida sem raízes, que não impressiona a filha adolescente, Amy, nem a mãe desta, a sargento-detetive Mercy Danquah. 

Quando D’Cruz contrata Boxer para encontrar Alyshia, este percebe que o complicado império empresarial de Frank lhe valeu muitos inimigos. Apesar da imensa fortuna de D’Cruz, os raptores não querem dinheiro - preferem um jogo cruel e letal. Mas o governo do Reino Unido não quer que o seu novo grande investidor perca a filha no centro da capital. Agentes do MI6 na Índia seguem as pistas de Boxer e, quando o rasto se cruza com uma conspiração terrorista em Londres, depressa se torna aparente que não é apenas a vida de Alyshia que está em causa. 

Para salvar Alyshia, Boxer tem de fintar fanáticos religiosos, mafiosos indianos e senhores do crime londrinos. Pena Capital é uma viagem arrepiante ao lado negro de pessoas e lugares que estão escondidos, à espera do momento certo para destruir uma vida.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Guerra e Terebintina


Um romance maravilhoso sobre memórias, arte, guerra e amor. 

Urbain Martien – um soldado flamengo que sobreviveu à Primeira Guerra Mundial – deixou ao neto dois cadernos contando a sua vida desde criança. Depois de muito tempo sem conseguir abri-los, o escritor Stefan Hertmans decidiu prestar-lhe homenagem reescrevendo essas memórias. E, à medida que lia as palavras do avô, encontrou a chave de muitos quartos que até então tinham permanecido fechados. 

Da infância miserável nas igrejas a ver o pai pintar às trincheiras geladas da Flandres onde combateu; do casamento com a irmã da rapariga que amava à luta entre o que desejava ser e o que foi obrigado a tornar-se, Guerra e Terebintina é um livro com reminiscências de Sebald que cruza a biografia, o romance e a história e nos oferece o retrato de um herói anónimo pintado com a beleza de um fresco renascentista.