REVISTA LIVROS & LEITURAS

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segunda-feira, 17 de julho de 2023

Os números são apenas números


Porque nos aproximamos de mais um ano de vida, é tempo de olharmos para os números

Como se sabe, a Revista LIVROS & LEITURAS é um projeto que nasceu pelo amor à literatura. Foi no dia 20 de julho. Às 3 da manhã. Corria o ano de 2009. 

Nunca tivemos objetivos comerciais nem lucros. Aliás, considero que a cultura não tem preço e deveria ser de acesso gratuito para todos.

Os números são apenas números, mas para mim e para a minha equipa dizem muito.


Os dados estatísticos que apresento  - via Google Analitcs - são superficiais e refletem apenas os últimos três anos, porquanto fomos severamente atacados pela pirataria e perdemos milhares de conteúdos. 

É triste? Sim! Doeu? Sim! Mas o que importa é continuar. Quem me conhece bem, sabe que não baixo a guarda facilmente, principalmente, se a razão me assistir. 

O tempo é a explicação, é a razão. Tudo o resto ça dəmarche! As duras curvas da estrada ensinaram-me a ser resiliente, muito!!!

A maior parte dos nossos leitores chega do Brasil (41%). Segue-se logo a seguir Portugal (38%), depois surgem os PALOP e os países onde existem comunidades portuguesa (Suíça, França, Alemanha, Luxemburgo, Reino Unido, Canadá, EUA...).

Trabalhamos com praticamente todas editoras do país. Aliás, basta estar com a Leya, a Porto Editora e suas chancelas para sermos uma família com quase 150 membros à mesa dos livros.

No último ano, 119 726 leitores leram a L&L e visitaram os seus conteúdos. Em três anos, publicámos 1501 artigos. São essencialmente propostas de leitura, entrevistas e notícias literárias. 

A Revista LIVROS & LEITURAS passou a ter suporte de comunicação pelas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, TickTok, WhatsApp e pela "maquina" de comunicação e marketing digital, a PNS & MG70 - Communication and Education.

Criámos o Espaço Literário e as Tertúlias da Toca. Há ainda o BOOKS ON THE WAY e o Recanto Literário.

Temos sede na Estrada dos Almocreves, em Foros de Salvaterra, mas partimos à descoberta do mundo dos livros para Lisboa, Benavente, Madrid e Luanda, graças à N&S - IBERIAM LAWYER, Sociedade de Advogados de Pedro Nogueira Simões, subdiretor da Revista.Tudo para promover o nosso mundo.

Seja como for, apesar da aposta na comunicação, qualquer projeto morre na nascente, se não for credível e sério. O que importa promover o nada ou o vazio? Nada!!!

Todos os meses, recebemos novos leitores e são 4882 os que clicam aqui. Clicamos também?

Brevemente, apesar de o alojamento estar no Universo Google, pela Blogspot, voltaremos a nosso domínio de nascença:

www.revistalivroseleituras.com

Obrigad@ por nos acompanhar!!!

Agradeço - fortemente - à minha equipa.

Mário Gonçalves  / Diretor

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Brasil: com 56% de crianças analfabetas, escritor independente forma leitores

O Brasil enfrenta um grave problema de analfabetismo entre crianças do 2º ano do ensino fundamental, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quarta-feira (31). 

O índice de crianças não alfabetizadas subiu para alarmantes 56,4% em 2021, contra 39,7% no ano anterior. Este cenário preocupante demonstra a importância do incentivo à leitura e ações que fomentem a literatura, em especial, de autores independentes capazes de atingir uma camada diferenciada da população.

Incentivar a leitura desde a infância é uma das diretrizes da lei nº 13.696, de 12 de julho de 2018. Essa mesma lei afirma ainda, em seu parágrafo 5, que fica estabelecido “o reconhecimento das cadeias criativa, produtiva, distributiva e mediadora do livro, da leitura, da escrita, da literatura e das bibliotecas como integrantes fundamentais e dinamizadoras da economia criativa”. Tais figuras da cadeia criativa, no entanto, afirmam que tal reconhecimento chega apenas na condição de editais e concursos, não de políticas públicas efetivas.

Para Eduardo Kaze, escritor independente que publica e comercializa o próprio catálogo, tanto artistas quanto o governo devem se mobilizar, cada um à sua maneira. “Acredito que da parte dos autores, é necessária uma readequação das publicações, como venho fazendo, com contos e obras divididas em capítulos publicados de forma impressa, que mesmo na era da internet é um diferencial importante para a conquista de novos leitores; da parte do governo, precisamos, nós artistas independentes, de ‘fôlego’, e isso significa investimento em políticas permanentes de incentivo a nossa arte, não apenas programas sazonais, como são os editais”, afirma Kaze.

In Catraca Livre