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quinta-feira, 15 de junho de 2023

Cinco escritores centenários homenageados no Festival Literário Palavras de Fogo

O festival literário Palavras de Fogo vai homenagear com mais de 50 atividades em dez concelhos dos distritos de Coimbra e Leiria, de quinta-feira a domingo, os escritores Eduardo Lourenço, Eugénio de Andrade, Mário Cesariny, Natália Correia e Urbano Tavares Rodrigues.

Os centenários dos nascimentos daqueles cinco autores portugueses estão em destaque na programação da sexta edição do Festival Literário Internacional do Interior Palavras de Fogo, que este ano surge subordinado ao tema "Pensamento, palavras, poesia, língua de fogo na imensa boca dessa angústia".

Dez concelhos que foram afetados pelos incêndios de 2017, naqueles dois distritos do Centro, recebem o festival que, segundo comunicado da Arte-Via Cooperativa, com sede na Lousã, Coimbra, inclui "mais de cinquenta atividades a decorrer em simultâneo num território de 1.600 km2 e uma população de mais de 200 mil pessoas", correspondente aos municípios de Alvaiázere, Ansião, Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Pedrógão Grande e Tábua.

In Sapo

sábado, 18 de março de 2023

Biografia de Natália Natália Correia


"O dever de deslumbrar”, biografia de Natália Correia escrita por Filipa Martins, traça o retrato do Portugal daquela época, tanto ou mais que a vida da escritora, e chega hoje às livrarias, nos 30 anos da sua morte.

Pré-lançada em fevereiro, no Correntes d’Escritas, festival literário da Póvoa de Varzim, a biografia de Natália Correia, editada pela Contraponto, tem quase 700 páginas e demorou seis anos a escrever, como foi assinalado na altura, numa conversa entre o jornalista João Gobern e a escritora Filipa Martins.

sexta-feira, 8 de março de 2019

News: Casa de Manuel de Arriaga, um lugar a visitar nos Açores


Objetos pessoais de Manuel de Arriaga

Há dias, tive o prazer de visitar a casa onde nasceu o escritor e filósofo Manuel de Arriaga. Para muitos portugueses, ele ficou para a História de Portugal pelo fato de ter sido o primeiro Presidente da República de Portugal.

Ao visitar o espaço, que recomendo vivamente, facilmente se percebe que foi muito mais do que isso.

Manuel de Arriaga nasceu na Casa do Arco, numa antiga zona histórica da Ilha do Faial, nos Açores. O advogado, professor, deputado, vereador na Câmara Municipal de Lisboa e excelente orador deixou-nos um espólio muito interessante.

No local, além de alguns objetos pessoais, documentos e obras publicadas, encontramos muito bem documentado o percurso de uma vida dedicada à causa pública, à literatura e à cultura, no sentida mais lato do termo.

Nos quatro dias que permaneci nas ilhas (Faial, Pico e São Jorge), posso dizer que fui um privilegiado. Fiquei hospedado num pequeno e modesto lugar a poucos metros onde nasceu o escritor. Da varanda do meu quarto, via-se a entrada da porta da Casa do Arco.

Sempre que saio de casa, é quase uma obrigação procurar esses lugares que nos transportam no tempo literário. Ajudam-nos a melhor perceber o autor e a sua obra. Fiz o mesmo quando estive em São Miguel. Procurei o banco de jardim onde Antero de Quental se suicidou com tiro de pistola e onde Natália Correia tem uma avenida gigante e a biblioteca municipal com o seu nome. Na Terceira, visitei a casa onde nasceu Vitorino Nemésio, o pai de Mau Tempo No Canal. Espetacular!

Aliás, estas duas viagens de barco, principalmente a ligação São Jorge/Faial ajudaram-me a perceber o Mau Tempo No Canal de Nemésio, que o digam os meus filhos (a Joana e o Pedro), que só não engodaram os peixes do Atlântico, porque as embarcações estavam altamente equipadas para prevenir os enjoos dos mais indispostos. E acreditem foram mesmo muitos ao longo de uma viagem de uma hora e meia.

Recomendo!  
Mário Gonçalves