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quinta-feira, 13 de abril de 2023

Novela gráfica inspirada no "Diário de Anne Frank" retirada de biblioteca escolar na Flórida



"O Diário de Anne Frank — Diário Gráfico", de Ari Folman e de David Polonsky, foi retirada da biblioteca de uma escola secundária na Flórida por ter passagens sexualmente explícitas.

O Diário de Anne Frank, com texto do argumentista e realizador Ari Folman e ilustrações de David Polonsky, foi publicado em 2017, ano em que assinalaram os 70 anos da publicação do diário pelo pai de Anne, Otto, o único membro da família Frank que sobreviveu ao Holocausto. 

O livro foi a primeira adaptação gráfica da história da jovem judia, que morreu em março de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha.

Jennifer Pippin argumentou que, ao contrário da adaptação gráfica, o diário original não inclui as entradas sobre sexo e que o trabalho de Folman e Polonsky apresenta “um ponto de vista diferente” da história original. 

A líder do Moms for Liberty no condado de Indian River defendeu ainda que o livro viola os padrões de ensino e que não apresenta o Holocausto com precisão.

Em declarações à Fortune, a porta-voz da escola secundária, Cristen Maddux, garantiu que o livro foi verificado duas vezes antes de ter sido retirado por ordem da direção, que decide sobre estas matérias. Maddux esclareceu que a história do Holocausto não vai ser retirada do currículo escolar. 

“Trata-se apenas de um livro que foi questionado e que o diretor decidiu remover”, disse.

A Associação de Bibliotecas Americanas revelou no mês passado que, em 2022, foram censurados mais de 1.200 livros em bibliotecas nos Estados Unidos da América. Este é o número mais elevado dos últimos 20 anos, referiu a Fortune.

In Observador 

segunda-feira, 13 de março de 2023

Luís Represas fala de livros em Oeiras

São muitas as atividades ligadas à literatura que as Bibliotecas Municipais de Oeiras promovem ao longo do ano. Um dos projetos que tem conquistado cada vez mais destaque é o “Nós, Leitores”, que recebe mensalmente uma figura pública para falar sobre livros e leituras.

A iniciativa, promovida pelo Município de Oeiras, desafia figuras públicas, de várias áreas, a falar de um ou mais livros de que tenham gostado, contar o que estão a ler no momento e confessar quais são as leituras que andam a adiar indefinidamente. 

A estes temas juntam-se outras sugestões sobre livros, leituras e literatura, numa conversa onde cada personalidade fala do seu papel enquanto leitor.

Terra de Florbela Espanca


Esta terra viu nascer uma das melhores poetizas do nosso país, Florbela Espanca. Portanto, tem beleza natural, atrações imperdíveis, história, entre outros motivos de interesse. Esta terra viu nascer uma das melhores poetizas do nosso país, Florbela Espanca. Portanto, tem beleza natural, atrações imperdíveis, história, entre outros motivos de interesse. Fique a conhecer todos os encantos de Vila Viçosa. Não faltam razões para conhecer este destino encantador.

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Morreu Kenzaburo Oe, Nobel da Literatura



A notícia só foi revelada esta segunda-feira, já depois de se ter realizado o funeral onde apenas a família marcou presença, segundo a AFP.

Kenzaburo Oe "morreu de idade avançada às primeiras horas do dia 3 de março", revelou a editora japonesa Kodansha.

domingo, 12 de março de 2023

Literatura Policial na Amazon

Se está à procura das melhores dicas de livros de suspense e mistério, faça uma visita à loja do Literatura Policial na Amazon.

Na página, vai encontrar uma grande variedade de sugestões de leitura, bem como muitos outros itens para os fãs de livros como móveis, dispositivos e dicas de presente.

12 de março de 1572 é publicado Os Lusíadas

No dia 12 de Março de 1572, é publicada a obra portuguesa mais conhecida: Os Lusíadas.

O poema épico de Luís de Camões, escrito numa época em que Portugal e Espanha dividiam o mundo, constitui não só a exaltação dos feitos dos portugueses, mas também a elevação da língua pátria – o português. 

A epopeia marítima publicada 70 anos depois da descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, dedicada a D. Sebastião, imortaliza os momentos marcantes da História de Portugal, segundo as regras e convenções da epopeia clássica, que Camões enriquece com o seu imenso saber e requintada criatividade, como quando coloca os heróis portugueses em confronto com os deuses, atribuindo-lhes uma condição divina. 

Uma característica fundamental do poema é de resto a existência de um herói colectivo – o povo português,  – o «peito ilustre lusitano». Dividido em dez cantos, o poema épico de Luís de Camões é internacionalmente reconhecido como uma obra-prima e está traduzido em várias línguas.

É hoje o Dia do Bibliotecário

sexta-feira, 10 de março de 2023

Leitores de sensibilidade

Os anglo-saxónicos chamam-lhes “sensitivity readers”. São pessoas que lêem livros para tentar assegurar que estes não contêm passagens equívocas, implausíveis ou ofensivas para determinados grupos de pessoas. 

Foi a estes “leitores de sensibilidade” que a editora de Roald Dahl (1916-1990) – autor de Charlie e a Fábrica de Chocolate e de outros livros para crianças que continuam a ser reeditados em dezenas de países – recorreu para expurgar as suas obras de todos os termos potencialmente ofensivos, quer simplesmente rasurando, quer reescrevendo várias passagens.

A decisão foi tornada pública no final de Fevereiro e gerou uma controvérsia internacional que continua viva na imprensa e nas redes sociais.

quinta-feira, 9 de março de 2023

Maior colecionador de manuscritos do mundo

"Vou completar 65 anos e desde os 12, 13 anos de idade, reuni a maior coleção de autógrafos do mundo", diz o brasileiro. Trata-se de assinaturas, mas principalmente de cartas, manuscritos, fotos, desenhos.

"A ambição desmedida" desta coleção com mais de 100.000 peças atualmente é "refletir a cultura ocidental dos últimos cinco séculos".

"Minha esposa chama os vendedores de manuscritos de meus traficantes", diz ele, ao descrever a obsessão de toda uma vida como "um vírus, uma doença", mas que "lhe trouxe muitas alegrias", apesar de alguma ansiedade financeira.

Filho de diplomata, que recebeu "uma educação privilegiada", Corrêa do Lago representou durante 26 anos a casa de leilões Sotheby's em São Paulo, dirigiu a Biblioteca Nacional, no Rio, e foi curador de diversas exposições sobre o Brasil.

Ele fundou com sua esposa, Bia, filha do escritor Rubem Fonseca, morto em 2020.

O início da consagração veio em 2018, com uma exposição na Morgan Library, em Nova York, de 140 documentos, "uma pequena amostra" de sua imensa coleção. "Foi a primeira vez que expuseram uma coleção privada de manuscritos", orgulha-se Corrêa do Lago.

Mais de 80.000 visitantes puderam contemplar um desenho de Michelangelo, uma carta de Flaubert a Victor Hugo, outra de Mozart a seu pai, manuscritos de Einstein, de Newton e Darwin, a capa das cantatas de Bach, um pergaminho de 1153.

E um incipit (primeiros trechos de um manuscrito) provisório de "Em busca do tempo perdido", antes do famosíssimo "Longtemps, je me suis couché de bonne heure" (Por muito tempo, me deitei cedo, em tradução livre), de Proust.

Embora tenha reunido uma coleção impressionante de originais sobre Flaubert, Baudelaire, Hugo e Toulouse-Lautrec, além do interesse por Napoleão, Van Gogh ou Picasso, Corrêa do Lago juntou uma coleção excepcional sobre Proust.

"Proust é objeto de um fetichismo absoluto, não escapo disso", admite este homem alto e barbudo, que fala um francês fluente e relê "o tempo todo" trechos de "Em busca do tempo perdido".

Foi há 20 anos que ele comprou, em Nova York, sua primeira carta de Proust, por 200 dólares, em uma loja pequena. Então, tinha 500 dólares para passar o mês. "Uma carta de uma importância extraordinária, escrita para a Grasset" pelo escritor em busca de editora.

Há dez anos, o carioca comprou fotos de uma sobrinha-neta de Proust, entre as quais os únicos registros originais de seu apartamento em Paris, em um pequeno lote, de algumas centenas de euros.

Ele conseguiu comprar 90 cartas da gigantesca correspondência do escritor, 80% da qual se perdeu. "Fico muito emocionado em ter nas mãos (...) o papel que ele mesmo tocou", explica.

'O preço de um carro grande' 

No ano passado, por ocasião do centésimo aniversário da morte de Proust, ele emprestou alguns itens à Biblioteca Nacional da França (BnF) e, antes, ao Museu Carnavalet, ambos em Paris.

Mas, principalmente, Corrêa do Lago "fez muitos amigos entre os Proustianos", ao publicar, em outubro, "Marcel Proust, uma vida entre cartas e imagens", com 450 documentos de sua coleção, a maioria inéditos.

"Um simples brasileiro desconhecido no batalhão (...), que escreveu um livro sobre Proust, eu sentia um certo temor de qualquer modo!", comenta.

 

terça-feira, 7 de março de 2023

Livros gratuitos distribuídos em Lisboa

Quartos de Final e Outras Histórias”, de Cláudia Andrade; “Luanda, Lisboa, Paraíso”, de Djaimilia Pereira de Almeida; “O Prazer”, de María Hesse; e “No Jardim do Ogre”, de Leïla Slimani, são alguns dos livros que a Junta de Freguesia de Santo António e a Penguin Random House vão oferecer, a 8 de março, para celebrar o Dia Internacional da Mulher. 

Ao todo, as entidades vão distribuir, por 232 bancos de jardins, 696 livros escritos por mulheres.

“Todos os anos celebramos a data de uma maneira única e original, com algo que não tenha sido feito, por isso, este ano decidimos dar palco à literatura”, diz Vasco Morgado, presidente da freguesia de Santo António, aqui citado pela mesma publicação.

Igualmente disponível, vai estar um cartaz com QR Code para que as pessoas recebam em casa, gratuitamente, um de mais 464 livros envolvidos na iniciativa que quer “reforçar a ideia de que a literatura escrita por mulheres não é um género 

segunda-feira, 6 de março de 2023

Novidade no Prémio Oceanos


Passa a haver duas categorias, poesia e prosa (incluindo ficcão narrativa).

As inscrições para o Oceanos – Prémio de Literatura em Língua Portuguesa 2023 começam esta segunda-feira e vão até 9 de Abril, nesta edição que terá dois vencedores, um na categoria de poesia e outro para obras em prosa e dramaturgia.

A Associação Oceanos destaca que poderão ser inscritos romances, livros de poesia, de conto, de crónicas e obras de dramaturgia, editados em qualquer lugar do mundo desde que escritos originalmente em língua portuguesa e publicados entre os dias 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2022.


Feira do Livro de Poesia está a chegar

Quatro anos depois da última edição, a Feira do Livro de Poesia está de volta a Campo de Ourique. A programação inclui desde leituras até oficinas para crianças.

A Feirra do Livro de Poesia arranca a 21 de março, Dia Mundial da Poesia, no Jardim Teófilo Braga, mais conhecido por Jardim da Parada. Promovida pela Casa Fernando Pessoa e a Junta de Freguesia de Campo de Ourique, a feira – que regressa à cidade depois de quatro anos de interregno – convida as famílias a encontrar-se ao ar livre com mais de uma dezena de editoras e livreiros.

Até 26 de março, haverá lugar para leitura de poemas, oficinas para crianças, música e apresentações várias, numa programação que deverá ser anunciada em breve na sua totalidade e que se estende do jardim à Biblioteca Espaço-Cultural Cinema Europa e ao auditório da Casa Fernando Pessoa. “

"A poesia é integral à identidade de Campo de Ourique, tal como o é Fernando Pessoa”, assegura Pedro Costa, presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique.

Em paralelo, a Casa Fernando Pessoa e a Junta de Freguesia de Campo de Ourique retomam o projecto “Poesia Estendida”, em que se convida os vizinhos do bairro a colocar bandeiras com versos à janela. A iniciativa, que nasceu na pandemia e teve desde logo uma grande adesão, quer continuar a chegar a diferentes locais da cidade.

Este ano, não só poderá recolher uma bandeira na Casa Fernando Pessoa ou na Biblioteca Espaço-Cultural Cinema Europa, como será possível pôr mãos à obra.

A. 25 de março, a Casa Fernando Pessoa promove uma oficina de impressão onde os participantes poderão fixar versos de Pessoa e dos seus heterónimos em tecido.

Ainda antes, no dia 21 de Março, a obra da poeta Ana Luísa Amaral será celebrada num encontro informal de partilha de histórias e de leitura de poemas por poetas e amigos.

"No Dia Mundial da Poesia, a entrada na Casa Fernando Pessoa é gratuita”, recorda a directora Clara Riso. “

"Na sessão do fim da tarde, dedicamos a data a Ana Luísa Amaral que tantas vezes habitou esta Casa, com a sua voz, a sua inteligência, a sua poesia, a sua alegria. Que este dia seja para ela.”