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terça-feira, 18 de maio de 2021

Cinema Literário: 365 Dias


A Netflix continua a surpreender também a nível dos filmes que resultaram de excelentes livros. O "365 Dias" é um dos mais recentes, lançado há pouco mais de um ano. Devido às cenas mais ousadas e sensuais, a película já chegou a ser comparada com "As Cinquenta Sombras de Grey". O filme polaco tem a direção de Barbara Bialowas e Tomasz Mandes. No principais papéis, podemos encontrar Blanka Lipinska, Barbara Bialowas, Tomasz Mandes e Tomasz Klimala. 

Sinopse do filme:

Laura é uma diretora de vendas que embarca em uma viagem à Sicília para salvar seu relacionamento. Lá, ela conhece Massimo, um membro da máfia siciliana, que a sequestra e lhe dá 365 dias para se apaixonar por ele.

Sinopse do livro:

Laura Biel está a passar as suas férias de sonho na Sicília, ao lado do namorado. No segundo dia da viagem, e quando faz 29 anos, é sequestrada. O raptor é nada menos do que o jovem chefe de uma poderosa família da máfia siciliana. Chama-se Don Massimo Torricelli. É carismático e... lindo de morrer. As razões para o rapto, só ele as conhece. Mas do que Laura rapidamente se apercebe, é que ele quer tê-la, custe o que custar. Durante 365 dias, Massimo vai mantê-la presa no seu palácio, numa tentativa de lhe conquistar o coração. E promete-lhe: se até ao último dia ela não se tiver apaixonado, pode sair em liberdade. Mas até lá, ameaça, qualquer tentativa de fuga será violentamente punida. Quase sem dar por isso, Laura deixa-se fascinar pelo seu atraente, enigmático e perigoso raptor. Por trás de toda a fachada de violência, descobre nele um homem que a adora. E com quem, contra a sua vontade, começa a partilhar momentos de escaldante prazer - de uma fúria e intensidade que nunca tinha vivido antes. Mas enquanto a frágil relação entre ambos dá lugar a algo mais profundo, terríveis forças que eles não controlam ameaçam deitar tudo a perder.

Com mais de 1,5 milhões de exemplares vendidos só na Polónia, o livro de Blanka deu origem a um dos filmes mais vistos de sempre na história da NETFLIX.

A escritora polaca Blanka Lipinska publicou esta obra com o selo da Grisaldo.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Cinema Literário: Matilda

Matilda é uma comédia de 1996. Estreou no dia 11 de outubro desse ano. O filme de Danny DeVito tem nos principais papéis Mara Wilson, Danny DeVito e Rhea Perlman. A película teve tudo para ser um êxito, apesar das vendas de bilheteira terem ficado aquém das expetativas iniciais.

Estamos perante um filme baseado na obra homónima de um dos maiores escritores de sempre de literatura infantil – Roald Dahl. O autor conseguiu, ao longo da sua vida literária, vender 100 milhões de livros, traduzidos em 45 línguas. Ao seu lado, na ilustração, Roald Dahl teve o ilustre Quentin Blake. Matilda teve a sua primeira edição no dia 1 de outubro de 1988. Mal conheceu a luz do dia, revelou-se de imediato um grande sucesso junto de leitores de todo o mundo.

Brevemente, regressaremos com a Matilda para incluir o seu famoso bolo de chocolate nas Receitas Literárias da REVISTA LIVROS & LEITURAS.

Sinópse do livro:

O pai de Matilda Wormwood é um vigarista malvado e velhaco. E a mãe dela não passa de uma idiota. Os dois pensam que Matilda é uma maçadora que devia ver mais televisão e ler menos livros! Mas a menina Honey, a adorável professora de Matilda, considera-a um génio. Matilda tem alguns truques escondidos na manga, por isso, é melhor que estes pais horrorosos e a diretora da escola, mais horrorosa ainda, tenham cuidado.

Sinópse do filme:

Matilda Wormwood (Mara Wilson) é uma criança brilhante de apenas seis anos, que cresceu em meio a pais grosseiros e ignorantes. Seu pai Harry (Danny DeVito) trabalha como vendedor de carros, enquanto a sua mãe Zinnia (Rhea Perlman) é dona de casa. Ambos ignoram a filha, a ponto de esquecerem de matriculá-la na escola. Desta forma, Matilda fica sempre em casa ou na livraria, onde costuma estimular sua imaginação. Após uma série de estranhos eventos ocorridos em casa, quando Matilda descobre que possui poderes mágicos, Harry resolve enviá-la à escola. O local é controlado com mão de ferro pela diretora Agatha Trunchbull (Pam Ferris), o que faz com que Matilda apenas se sinta bem ao lado da professora Honey (Embeth Davidtz), que tenta ajudá-la o máximo possível.

O livro deste escritor britânico foi publicado em Portugal com o selo da Oficina do Livro.

terça-feira, 11 de maio de 2021

Cinema Literário: A Mulher À Janela

Depois do livro, eis que vamos ter o filme, a partir do próximo dia 14, na Netflix. A estreia promete, isto a avaliar pelo êxito da obra de A. J. Finn.

Estamos perante um thriller psicológico em redor de uma mulher que vive reclusa no seu apartamento. A ação começa a ganhar grande dimensão quando ela vê a sua vizinha ser morta pelo marido. Resolve então partir para uma investigação com o intuito de apurar o que terá efetivamente acontecido.

O filme é de 2021. Tem a direção de Joe Wright e nos principais papéis Amy Adams, Julianne Moore, Anthony Mackie e Gary Oldman.

Sinópse do livro:

Anna Fox não sai à rua há dez meses, um longo período em que ela vagueou pelos quartos da sua velha casa em Nova Iorque como se fosse um fantasma, perdida nas suas memórias e aterrorizada só de pensar em sair à rua. A ligação de Anna ao mundo real é uma janela, junto à qual passa os dias a observar os vizinhos. Quando os Russells se mudam para a casa em frente, Anna sente-se desde logo atraída por eles - uma família perfeita de três pessoas que a fazem recordar-se da vida que já teve. Mas um dia, um grito quebra o silêncio e Anna, da sua janela, testemunha algo que ninguém deveria ter visto e terá de fazer tudo para encobrir o que presenciou. Mas mesmo que decida falar, irá alguém acreditar nela? E poderá Anna acreditar em si própria?

Sinópse do filme:

Em A Mulher À Janela, Anna Fox (Amy Adams) sofre de agorafobia e passa os dias no seu apartamento em Nova Iorque a ver filmes antigos e a observar os vizinhos. Quando a família Russell passa a habitar o prédio em frente ao seu, ela não deixa de espiar esta família, até ao dia em que testemunha uma cena chocante que muda sua vida para sempre.

O romance foi escrito pelo autor e editor norte-americano A. J. Finn, em 2018. É um best Seller e chegou a fazer parte da lista dos livros mais vendidos do New York Times. Foi publicado em Portugal pela Editorial Presença.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Cinema Literário: E O Vento Levou


“E O Vento Levou” é mais um clássico da literatura que deu origem a um excelente filme. A película pode ser vista na totalidade, por exemplo, no YouTube. Tanto o livro como o filme foram um grande sucesso. Recordistas de vendas. A cena de Scarlett, a protagonista, gritando “eu nunca passarei fome novamente” é uma das mais emblemáticas da história do cinema. Tudo acontece no sul dos EUA, durante a Guerra Civil e o processo de reconstrução.

Este drama/romance é grande em tudo. Até na sua duração. São quase quatro horas de filme. Data de 1940 e teve a direção de Victor Fleming, George Cukor e Sam Wood. O seu elenco principal é constituído por Vivien Leigh, Clark Gable e Leslie Howard. Recomenda-se!

Sinópse do filme:

Uma reunião social acontece numa grande plantação na Georgia, Tara, cujo dono é Gerald O'Hara (Thomas Mitchell), um imigrante irlandês. Na mansão está Scarlett (Vivien Leigh), sua bela e teimosa filha adolescente. Os gémeos Tarleton, Brent (Fred Crane) e Stuart, imploram para serem os seus acompanhantes num churrasco, que haverá em Twelve Oaks, uma plantação vizinha. Scarlett flerta com eles enquanto tenta obter informações sobre o homem que ama obsessivamente, Ashley (Leslie Howard), o primogénito do patriarca de Twelve Oaks, John Wilkes (Howard C. Hickman).

Ela ouve algo que a desagrada muito: Ashley está comprometido, o que depois é confirmado pelo seu pai. Scarlett acha a vida em Tara monótona, mas o seu pai diz que Tara é uma herança inestimável, pois só a terra é um bem que dura para sempre. Apesar de tudo, ela só pensa no Ashley. É então que resolve usar o seu mais belo vestido para ir ao churrasco, revelando um inapropriado comportamento para um compromisso diurno, apesar das objeções de Mammy (Hattie McDowell), sua protetora escrava.

Mais tarde, Scarlett ouve os cavalheiros discutindo acaloradamente sobre a guerra eminente que acontecerá entre o Norte e o Sul, crendo que derrotarão em meses os ianques. Só Rhett Buttler (Clarrk Gable), um aventureiro que tem o hábito de ser franco, não concorda com estas declarações movidas, mais pelo orgulho do que pela lógica. Ele diz que não há nenhuma fábrica de canhões no sul e afirma que os ianques estão melhor equipados e têm fábricas, estaleiros, minas de carvão e podem matar os sulistas de fome, pois têm o domínio dos portos, enquanto os sulistas só têm algodão, escravos e arrogância.

Um jovem, Charles Hamilton (Rand Brooks), sentindo-se insultado, tenta desafiar Rhett para um duelo, mas ele esquiva-se, mesmo sabendo que o derrotaria facilmente, e se retira. Ashley tenta ir ao seu encontro para acompanhá-lo, pois Rhett é um convidado, mas é detido por Scarlett, que quer falar com ele. Os dois vão até a biblioteca e ela diz a Ashley que o ama profundamente. Mas ele responde-lhe que está noivo da prima dela, Melanie Hamilton (Olivia de Havilland). Ashley diz que ama Melanie, entretanto admite que ama Scarlett fraternalmente. Ela fica ainda mais irritada e esbofeteia Ashley, que deixa a biblioteca. Ela então lança um vaso contra a lareira e descobre que atrás de um sofá havia uma outra pessoa, Rhett. Quando Scarlett lhe diz que não é um cavalheiro, Rhett retruca dizendo que ela não é uma dama. Os homens exultam e Charles vai dizer a Scarlett que a guerra foi declarada, com todos os homens indo alistar-se. Enquanto via Ashley se despedir de Melanie, Scarlett ouve Charles lhe pedir em casamento. Movida pela mágoa, ela aceita e diz que quer casar antes que ele parta. Assim Melanie e Ashley casam-se num dia e, no seguinte, Scarlett casa-se com Charles, apesar de não sentir nenhuma atração ou amor por ele. O que Scarlett desconhecia é que o futuro lhe reservava dias muito mais amargos, pois durante a Guerra Civil Americana várias fortunas e famílias seriam destruídas.

 Sinópse do livro:

O livro foi o vencedor do Prémio Pulitzer de 1937. A sua adaptação para as telas, de 1939, foi candidata a 13 Óscares. Acabou por ganhar oito. Foi considerado um dos maiores clássicos do cinema. "E O Vento Levou", de Margaret Mitchell, traz a impressionante história da bela Scarlett O’Hara e de sua transformação, de jovem impetuosa e mimada a mulher prática e disposta a tudo para conseguir o que deseja. Frustrada por não conseguir casar com Ashley Wilkes, Scarlett Acaba por se envolver com o charmoso aventureiro Rhett Butler, com quem viverá uma das histórias de amor mais célebres e conturbadas da literatura.

A autora descreve de maneira impressionante a Guerra Civil Norte-Americana e retrata as grandes mudanças que pavimentaram a História dos Estados Unidos e enterraram para sempre um estilo de vida.

"E O Vento Levou" é da autoria da escritora e jornalista norte-americana Margaret Mitchell.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Cinema Literário: O Sol é para todos

É de facto um grande clássico. "O Sol é para todos" data de 1963. O Filme / livro aborda as injustiças e as questões raciais nos EUA. Como se pode constatar, volvidas várias décadas, o assunto continua, infelizmente, na ordem do dia. Os críticos dizem que este foi um dos maiores clássicos da literatura moderna. O livro recebeu o Prêmio Pulitzer e o filme 3 Óscares no ano da sua estreia. O livro já vendeu cerca de 30 milhões de cópias nos EUA. A película tem a direção de Robert Mulligan e o seu elenco é constituído, nos principais papeis, por Gregory Peck, Mary Badham e Phillip Alford.

Sinopse do filme:

Jean Louise Finch (Mary Badham) recorda que em 1932, quando tinha seis anos, Macomb, no Alabama, já era um lugarejo velho. Nesta época Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro, foi acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca. O seu pai, Atticus Finch (Gregory Peck), um advogado extremamente íntegro, concordou em defendê-lo e, apesar de boa parte da cidade ser contra a sua posição, ele decidiu ir adiante e fazer de tudo para absolver o réu.

Sinopse do livro:

Um livro emblemático sobre o racismo e a injustiça: A história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos EUA, em 1930. Passa então a sofrer represálias por parte da comunidade racista.

O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.

A obra foi escrita por Harper Lee e editada pela Olympia.

 

 

 

 

sábado, 1 de maio de 2021

Cinema Literário: O Rapaz do Pijama às Riscas


Este drama em tempo de guerra é, essencialmente, uma história de inocência num mundo de ignorância. Um filme muito duro. Completamente impróprio para quem tem as emoções junto à franja. O seu título original é "The Boy in the Striped Pyjamas". Trata-se de um filme de Mark Herman e tem nos principais papeis Asa Butterfield; Zac Mattoon O´Brien e Domonkos Németh. O filme data de 2008 e pode ser visto no HBO Portugal.

Sinopse do filme:

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma família alemã vai viver para perto de Auschwitz, pois o pai é um agente nazi. Bruno, o filho de oito anos, aborrecido por não ter ninguém com quem brincar naquele região despovoada, começa a explorar as redondezas e acaba por se tornar amigo de um rapaz, com um pijama às riscas, que vive do outro lado de uma vedação de arame farpado. Uma amizade que, a cada aproximação, se tornará mais e mais perigosa.

Sinopse do livro:

Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…

O livro foi escrito por John Boyne e editado em Portugal pela ASA.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Cinema Literário: O Retrato de Dorian Gray

 

Ao longo dos anos, este livro de Oscar Wilde já deu origem a várias adaptações ao cinema. A última data de 2011 e tem no seu elenco principal os atores Colin Firth, Bem Barnes e Rebecca Hall.

Quem se lembraria de vender a sua própria alma para ser eternamente bonito? Uma história que só poderia ter a marca Oscar Wilde que, uma vez mais, apresenta-nos uma ácida visão da sociedade.

Sinopse do filme

Londres. Dorian Gray (Ben Barnes) é um belo e ingénuo jovem, levado à alta sociedade local por Henry Wotton (Colin Firth), que lhe apresenta os prazeres hedonistas da cidade. Basil Hallward (Ben Chaplin), um artista que frequenta este meio, resolve pintar um retrato de Dorian, de forma a capturar sua beleza jovial. Ao ver o quadro, Dorian faz a promessa de que daria tudo, até mesmo sua alma, para permanecer sempre com o visual nele estampado. A partir de então, Dorian nunca mais envelheceu, mas todos os pecados que comete e a idade que chega são demonstrados no retrato, cada vez mais terrível. Para que ninguém mais o veja, Dorian decide esconder o retrato no sótão de sua casa.

Sinopse do livro

Dorian Gray é um jovem invulgarmente belo por quem Basil Hallward, um pintor londrino, fica fascinado. Determinado a eternizar a beleza de Dorian numa tela, Basil convence-o a posar para ele. Numa dessas sessões, o jovem conhece Lorde Henry Wotton, um aristocrata cínico e hedonista, que o desperta para a beleza e o seduz para a sua visão do mundo, onde as únicas coisas que valem a pena perseguir são a beleza e o prazer. Horrorizado com o destino inevitável que o fará envelhecer e perder a sua beleza, Dorian comenta com os amigos que está disposto a tudo, até mesmo a vender a alma, para permanecer eternamente jovem e manter a sua beleza.

Fortalecido pelo hedonismo, Dorian trata cruelmente a sua noiva, Sybil Vane, que se suicida com o desgosto. Ao saber do sucedido, o jovem começa a notar certas mudanças subtis na sua expressão no quadro, e constata que é o Dorian do quadro que envelhece e que sofre com a passagem dos anos, ao mesmo tempo que o Dorian real permanece com a juventude e beleza intacta. Um romance gótico de horror com um forte tema faustiano, O Retrato de Dorian Gray é considerado pela crítica como a melhor obra de Oscar Wilde.

O livro foi publicado em Portugal pela editora Relógio D´Água.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Cinema Literário: A Rapariga Que Roubava Livros

A REVISTA LIVROS & LEITURAS lança hoje mais uma novidade que será certamente do agrado dos nossos leitores. A nova seção da L&L chama-se Cinema Literário e visa trazer aqui alguns filmes que tiveram a sua origem em livros, a maior parte best sellers da literatura.

Abrimos a nova secção com um interessante filme que pode ser visto, por exemplo, na Netflix. Chama-se A Rapariga Que Roubava Livros. Trata-se de um drama em tempo de guerra que tem nos principais papéis Geoffrey Rush, Emily Watson e Sophie Nélisse. 

Sinopse do filme

Não recomendado a menores de 10 anos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada pelo seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não Lê ou estuda, realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

Sinopse do livro

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 9.º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito ativa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adoção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

O livro foi escrito por Markus Zusak e editado em Portugal pela Presença.