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quinta-feira, 6 de julho de 2023

A Nora e os Alcatruzes


«A vida ajuda-nos tantas vezes a subir, só para depois ficar a assistir, impassível, à descida.»

Estamos em 1483, reinado de D. João II. E no centro da trama deste romance de estreia de João Corrêa Nunes, intitulado A Nora e os Alcatruzes, está a mais importante peça da história da pintura portuguesa: os Painéis de São Vicente, também conhecidos como Painéis de Nuno Gonçalves.

Tem-se, até hoje, discutido o que significam ou quem retratam. Cinco séculos e muita polémica depois – desapareceram durante 400 anos -, como saber se a sua verdadeira história não será a que está neste livro, contada por um frade de Alcobaça?

O autor acrescenta, em nota prévia: «Afirmaram já alguns que a este conjunto de seis pinturas, que hoje se encontram no Museu Nacional de Artiga, faltariam algumas outras, entretanto desaparecidas. A crer, todavia, no que aqui é contado, estas tábuas não teriam sido, no início, mais. Parece é que começaram por ser menos.»

Um romance histórico cheio de mistério, que surpreende pela sua originalidade e escrita literária, ideal para quem se interessa por arte e pela história de Portugal.

O lançamento de A Nora e os Alcatruzes terá lugar na terça-feira, 11 de julho, às 18h00, no Auditório do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. 

A obra será apresentada por Elísio Summavielle e João Paulo Sacadura, numa conversa moderada por Raquel Abecasis.

terça-feira, 27 de junho de 2023

Recomeços


Na Sicília, todas as histórias começam com um casamento ou com uma morte. No caso de Tembi Locke, foram ambos. Quando Tembi conheceu Saro, um chef de cozinha, numa rua de Florença, foi amor à primeira vista. Mas a tradicional família siciliana não aceitava o seu casamento com uma mulher negra, norte-americana e atriz. Embora dececionados, não desistem do seu amor e constroem uma vida feliz em Los Angeles. Quando finalmente se reconciliam com a família italiana, ele enfrenta a maior prova da sua vida: um cancro, que arruína todos os sonhos do casal.

Ao longo de três verões no interior da Sicília, Tembi tenta reconstruir a sua vida. Lá, encontra apoio na sogra e descobre os poderes da comida simples, de uma comunidade unida e de tradições ancestrais.

 Ao longo dessa jornada, reflete sobre o romance que mudou a sua vida — uma história de amor que vai muito além do tempo que passaram juntos.

Recomeços é uma história sobre amor e perda, lar e família. Este livro fala de partidas, mas também de recomeços, repleto de pratos deliciosos em que a comida é sabor, recordação e fonte de alegria.

«Uma celebração do amor, da comida e da família.» - New York Post

«Uma leitura maravilhosa… A escrita é sublime.» - Associated Press

 

«Fascinante… Locke descreve as experiências únicas e os altos e baixos universais da vida de uma forma tão convincente que os leitores não vão querer largar o livro.» - Booklist

sexta-feira, 23 de junho de 2023

A Ilha




Adrian McKinty é um mestre do suspense e a A Ilha, o seu mais recente thriller, é prova disso mesmo.


Este alucinante livro, que foi considerado Melhor Thriller do Ano pelo New York Times Best Book of the Year pela Waterstones, conta-nos a história da luta de uma família pela sobrevivência
Durante umas desejadas férias, um trágico acidente numa ilha afunda a família num pesadelo absoluto. E até o impensável é válido para manter vivos quem mais amamos.

Um thriller vertiginoso sobre os nossos medos mais sombrios – e segredos profundos, para ler este verão.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

José Manuel Saraiva: "Deus não teve nenhum papel no meio disto tudo"


Entrevista: o livro "A Embaixada" de José Manuel Saraiva...

Entre a fé e a cegueira do poder, o sentido de missão e a vaidade, só o amor poderá ser redentor. Aos olhos de Deus as personalidades da história não ficarão impunes. E Deus não jogará aos dados.

Qual a importância desta união para as partes, rei e Vaticano?

Para o Rei português, a embaixada que enviou ao Papa Leão X constituiu uma afirmação do seu poder temporal e da sua riqueza como soberano de um país que, naquela época, era dono de metade do mundo; para o Papa Leão X, a embaixada que o Rei português lhe enviou serviu não só para confirmar o seu poder espiritual no seio da Cristandade, mas também para receber presentes de inestimável valor, de modo a enriquecer a Igreja e ele próprio se enriquecer ainda mais.    

Qual o papel de Deus no meio disto tudo?

Não sou crente. Portanto, para mim, Deus não teve nenhum “papel no meio de disto tudo”.  

O que despoletou o seu interesse por esta história?

Foi o facto de se tratar de uma história invulgar, pouco conhecida dos portugueses, com aspectos rocambolescos. Tratou-se de uma verdadeira aventura, que reuniu exotismo, determinação, intriga política. Noutro país, com mais recursos, já teria dado um filme.  

E pelo romance histórico?

O interesse que tenho pela riquíssima História de Portugal. E o gosto pela escrita.

Em que medida o seu cotidiano ajuda a escrever?

Não há nada no meu dia-a-dia que me ajude a escrever. De qualquer modo, só consigo escrever num ambiente tranquilo, de preferência ao som de música clássica.  

E a sua ligação ao jornalismo?

O jornalismo aconteceu muito antes de escrever e publicar romances e/ou novelas. O Jornalismo foi um acaso. Podia ter escolhido outra profissão, sem dúvida, mas o Jornalismo aconteceu-me por um conjunto de circunstâncias que muito me felicitaram e de cujo exercício muito me orgulho.  

Que impacto teve o lugar onde nasceu na sua trajetória literária?

Não teve nenhum impacto.

Qual foi a obra de que mais gostou de escrever e porquê?

Talvez seja mais fácil falar do livro que menos gostei de escrever – “A terra toda”. Se fosse hoje, se pudesse voltar atrás, não o teria escrito. Foi uma aposta num género que não era a minha “praia". Fugiu a tudo quanto tinha feito até ali e viria depois a fazer.

Como se inspira para escrever um livro?

Não tenho nenhuma maneira especial de me inspirar. Não há inspiração nenhuma. Começo por escolher um tema que considere interessante e do meu agrado e, só depois, procuro criar um ambiente de grande concentração mental e desenvolver muito trabalho de pesquisa.

Em que momentos do dia escreve habitualmente?

De manhã e à tarde. Nunca escrevo à noite.  

Quais são as suas referências literárias?


Acho que não tenho referências literárias. Obviamente, sou tocado por variadíssimos autores que muito aprecio e admiro, alguns clássicos, por exemplo, e tantos outros que me encantam e me fascinam.    

Qual o escritor de que mais gosta?

Não consigo responder a essa pergunta. Se ao longo da minha vida tivesse lido uma dúzia de autores, ou pouco mais do isso, certamente seria capaz de responder com alguma precisão. Mas como li muito e muitos escritores, tenho uma enorme dificuldade de dizer qual o meu predilecto. De qualquer modo, direi que tenho um que nunca dispenso: Stefan Zweig  

Quem já deveria ter sido laureado com o Prémio Nobel da Literatura?

Philip Roth… se ainda fosse vivo.

Qual a importância das pesquisas que faz para os factos retratados nas suas obras?

A pesquisa é absolutamente vital para a minha escrita. Sem pesquisa não teria escrito nenhum dos livros que escrevi.  

O que está a ler neste momento?

Acabei de ler “O resgate de Freud”, de Andrew Nagorski, e estou agora a ler, com muito gosto, “Causas da decadência dos povos peninsulares nos três últimos séculos”, de Antero do Quental – que aconselho vivamente.  

Qual foi o livro que "mudou" a sua vida?

Nenhum livro mudou o curso da minha vida. Mas talvez muitos livros a tenham mudado…

Que tipo de livro que gosta de oferecer como presente?

Antes de mais, só ofereço livros que já li e me agradaram. Depois, de entre esses, escolho um livro que sei poder interessar ao seu destinatário.

Quais são seus projetos literários, a partir de agora?

Não tenho nenhuns projectos, decidi não voltar a publicar nada. Tudo tem um tempo, e o meu tempo, nesta matéria, esgotou-se. Gosto de (quase) tudo quanto escrevi e acho que, a partir de agora, não iria ficar satisfeito com o meu trabalho.

Os livros em formato digital vão mesmo substituir os de papel?

Não sei. Espero bem que não.

Já tem ideias para o seu novo livro?

Não tenho ideias nenhumas, porque decidi não voltar a escrever e a publicar mais nada.

Agora que já conhece a Revista Livros & Leituras (revistalivroseleituras.blogspot.com), que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?

A minha opinião é altamente favorável. O bogue revistalivroseleituras está bem concebido, e por isso só espero e desejo ardentemente que se mantenha assim por muitos e bons anos. Em homenagem, claro está, ao amor às Letras e à Cultura.  

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Taristed Lies



O amor é uma coisa vulgar. Mundana. E tu, Stella… és extraordinária.

Sedutor, letal e inteligente o suficiente para o esconder, Christian Harper é um monstro vestido com o fato à medida de um verdadeiro cavalheiro.

Ele tem pouco espaço para a moral e menos ainda para o amor, mas não pode negar a estranha atração que sente pela mulher que vive no andar mesmo por baixo do seu. 

Ela é o objeto dos seus desejos mais sombrios, o único quebra-cabeças que não consegue decifrar.  Quando surge a oportunidade de se aproximar dela, ele quebra as suas próprias regras para lhe oferecer um acordo que ela não pode recusar.

Qualquer monstro tem a sua fraqueza.  Ela é a dele.

A sua obsessão.

O seu vício.

A sua única exceção.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

A Embaixada

A Embaixada, de José Manuel Saraiva, é um romance histórico cuja trama se passa na época dos Descobrimentos Portugueses.

Este livro conta-nos a história da comitiva que é enviada por D. Manuel I, de Lisboa até Roma, como demonstração do seu grande poder e riqueza. 

Um evento de grande relevância na nossa História e que tem sido pouco abordado.

Baseado numa rigorosa investigação histórica e com uma escrita irrepreensível, A Embaixada dá também uma perspetiva sobre o que era um relacionamento amoroso em mil e quinhentos, através do caso de amor entre D. Diogo Pacheco e a judia Raquel Aboab.

Nas livrarias a 10 de maio.

terça-feira, 2 de maio de 2023

Aquilo em que eu acredito



Helena Sacadura Cabral partilha valores, atitudes e lições inspiradoras em Aquilo em que eu acredito, um livro que acaba de chegar às livrarias.

Neste livro encontrará textos reflexivos sobre temas tão distintos como o amor, a família e a amizade ou a responsabilidade pública, política e social.

Numa altura especialmente sensível para uma das autoras mais acarinhadas de sempre, este livro relembra-nos que Helena Sacadura Cabral nunca deixou de sorrir nem de dizer o que pensa.

Uma ótima sugestão de prenda para o Dia da Mãe!

 

sábado, 29 de abril de 2023

Viradas do Avesso

Viradas do Avesso é o romance de estreia de Joana Kabuki. A editora Clube do Autor, que aposta nesta nova voz da literatura portuguesa, alerta: «não se deixe iludir pelo rosa da capa, este é um romance com muitas camadas. Está bem escrito, é sólido e original».

Fascinada pelo comportamento e pelas relações humanas, Joana Kabuki escreve, assim, sobre sentimentos universais e leva-nos a refletir sobre como, muitas vezes, vivemos aprisionados no tempo. Viradas do Avesso é um romance sobre a relatividade das memórias, o peso do passado e a derradeira escolha sobre quem queremos ser quando a vida nos vira do avesso.

«Ansiamos que a passagem dos anos nos confira alguma serenidade, mas isso exige a consciência de que não existe uma única verdade; que entre o que é e o que acreditamos ser há toda uma panóplia de sentimentos, experiências e traumas que nos fazem ver o mundo, não como ele é, mas como nós somos.»

O lançamento de Viradas do Avesso terá lugar na FNAC Chiado, na terça-feira, 9 de maio, pelas 18h30, com a presença da autora. A apresentação do livro estará a cargo de Sónia Morais Santos, criadora de conteúdos.

domingo, 23 de abril de 2023

Gerir para Vencer

Qual a sua ambição vencedora? Onde vai jogar? Como vai ganhar? Que capacidades deve ter para vencer? Que sistemas de gestão são necessários para apoiar as suas escolhas? 

A estratégia não é complexa. Mas é difícil. É difícil porque nos força a fazer escolhas específicas sobre o futuro.

Gerir para Vencer, de A. G. Lafley e Roger L. Martin, permite desenvolver uma estratégia de sucesso para empresas. De acordo com os autores, «A estratégia não precisa de ser algo misterioso.

Em termos concetuais, é algo simples e direto. Requer um pensamento claro e sério, criatividade genuína, coragem e liderança pessoal. Mas pode ser feita».

Considerado por Jack Welch, ex-presidente e CEO da General Electric, «Um livro imperdível para quem pensa em estratégia», Gerir para Vencer é um guia prático sobre estratégia empresarial de sucesso que inclui conceitos, processos e ferramentas práticas. Nele, encontram-se também casos de sucesso – e alguns falhanços – que exemplificam a estrutura de uma estratégia vitoriosa, bem como técnicas comprovadas para competir e vencer no desafiador mundo de negócios.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

O Livro do Império



A saga de uma obra proscrita que louva os feitos do passado e denuncia a corrupção dos mais poderosos. Um manuscrito resgatado pela Inquisição para redenção de Portugal.

Século XVI. Os tempos gloriosos do império português chegam ao fim. O desejado rei D. Sebastião vive para os sonhos de glória. Cego à corrupção da nobreza que prospera aquém e além-mar, permite que a Inquisição imponha o obscurantismo, acusando e julgando as mentes mais iluminadas. Contra tudo e contra todos, um poeta-soldado caído em desgraça decide contar a história épica de um povo para o relembrar da grandeza de outrora e salientar o desvirtuamento do poder que se vive no reino. Mesmo sabendo que corre perigo de vida.

Como era a vida dos portugueses de então e como interagiam com os outros habitantes nos territórios além-mar do império? Com tantos inimigos no poder, como pôde ser publicada uma obra que era provocadora aos olhos da Corte e da Inquisição?

Quem melhor do que João Morgado para nos fazer recuar no tempo? Uma viagem única e envolvente aos dias escaldantes da Inquisição.

domingo, 20 de janeiro de 2019

O Sal da Vida


Ternas, irreverentes e por vezes com final inesperado, as novas histórias de helena Sacadura Cabral revelam os diversos caminhos em busca do amor e da felicidade.

Reais ou ficcionadas, são fragmentos de vidas que mostram a riqueza do quotidiano e a importância dos afetos; são o espelho da nossa sociedade inquieta e refletem a firme convicção de que todos podem ser donos do seu próprio destino.

"Ao longo do tempo, muitos tentaram dizer-nos como devemos ser felizes. E todos nós, diariamente, lutamos para cosntruir a nossa felicidade. Estas histórias não são mais do que o reflexo desse caminho individual, de como cada um decide ser feliz ou infeliz, lutar ou entregar-se ao desgosto, caminhar em frente ou ficar, vencer ou perder, amar ou fechar-se sobre si próprio..."

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Homo Creator


Edward O. Wilson, um dos mais importantes cientistas vivos, fala nesta obra sobre a essência da natureza humana. O premiado biólogo explica por que razão a nossa espécie é altamente avançada e extremamente perigosa.

O Homo Sapiens surgiu há cerca de 100 mil anos. Mas como foi a evolução para os seres humanos? Porque é que a criatividade é a característica determinante da nossa espécie? Como surgiu? Como se manifesta? Como nos distingue das outras espécies? E qual o seu potencial destrutivo? Ao narrar as origens e a evolução da criatividade, o autor revela-nos uma outra dimensão da humanidade.

A criatividade torna-nos especialmente avançados enquanto espécie, mas também nos dá o potencial para sermos extremamente perigosos, sobretudo no que respeita ao nosso planeta. Neste livro profundo e revelador, Edward O. Wilson procura saber como surgiu esta expressão humana única e fundamental e como se manifestou ao longo da história da nossa espécie.

Revelando grande sensibilidade e misturando meditações filosóficas com factos científicos, o autor demonstra que a criatividade teve início há mais de cem mil anos e narra a sua evolução desde os antepassados primatas até aos seres humanos. Os primeiros Homo sapiens tinham um cérebro e uma memória maiores, levando à elaboração de narrativas internas e, pela primeira vez na vida, a uma verdadeira linguagem. A partir daí, surgiu a nossa criatividade e cultura sem precedentes.
Wilson aborda ainda a importância da relação entre as humanidades e as ciências: o que se oferecem mutuamente, como podem unir-se e quais são as suas lacunas.
O passado e o presente da criatividade e da humanidade, e também uma proposta de mudança, para que, no futuro, possamos aprender mais sobre a natureza humana e aperfeiçoar a nossa relação com a natureza.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

As Grandes Cidades da História


Da Mesopotâmia às megapolis, o livro de John Julius Norwich, prestigiado historiador, escritor de viagens e apresentador de televisão, visita 70 cidades, do mundo antigo à época moderna, e inclui dois cadernos de extratextos com fotografias, mapas e ilustrações de muitos destes locais.


De Uruk, a primeira cidade do mundo, a Xangai, a grande metrópole chinesa dos nossos dias, vão muitos séculos de distância e mais de 400 páginas de intervalo. Dividido por épocas (Mundo Antigo, Primeiro Milénio D.C. Mundo Medieval, Primórdios do Mundo Moderno e Idade da Cidade Moderna), As Grandes Cidades da História é um retrato histórico abrangente sobre a evolução da vida em comunidade ao longo dos milénios.