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sábado, 8 de julho de 2023

Uma Livraria em Tempos de Guerra


Alan Hlad, autor best-seller de Um Longo caminho para casa, traz-nos agora Uma Livraria em Tempos de Guerra, um livro baseado em factos verídicos, transformando uma história desconhecida num fascinante e cativante romance de guerra.

Passado entre Nova Iorque e Lisboa, nos anos 40, a história tem como protagonistas Maria, – uma bibliotecária americana – e Tiago – um livreiro português que ajuda judeus a obter documentos falsos para fugir dos nazis. Juntos têm a missão de mudar o rumo da Segunda Guerra Mundial.

A história leva-nos por locais como a Rua do Crucifixo, Alfama, Rossio, Praça do Comércio e porto de Lisboa, onde milhares de judeus se juntavam, sem dinheiro nem local para dormir, à espera de uma solução para as suas vidas.

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Alan Hlad vai estar em Lisboa nos dias 19 e 20 de julho para nos contar um pouco mais sobre como era Lisboa naquela época e o papel crucial que o povo português teve na ajuda de milhares de refugiados judeus. Se

segunda-feira, 17 de abril de 2023

O Anexo da Casa de Sintra



"Quando o poder de um homem o conduz cegamente tornando-o capaz de cometer as maiores atrocidades. O chefe de uma família cujo dinheiro e influências compra tudo para saciar um ego desmedido. Contudo, quando a idade lhe retira já alguma da lucidez necessária para controlar o seu império empresarial procura um jovem advogado, amigo da infância de seu filho, para este tentar localizá-lo sabendo que só aquele herdeiro poderá dar continuidade aos seus negócios. 

O recém-licenciado em Direito Gonçalo Reis aceita, deste modo, desempenhar um papel de detective por um valor muito generoso pago pelo velho Artur Marques para localizar Diogo, o seu filho... O que acontecerá a seguir?...

O romance tem autoria de Paulo Renato Silva e foi editado pelas Edições Vieira da Silva.

sexta-feira, 14 de abril de 2023

E a Noite Roda

E a Noite Roda, de Alexandra Lucas Coelho agora editado na Caminho

Regressa às livrarias no dia 18 de abril, agora editado na Caminho, E a Noite Roda, o primeiro romance de Alexandra Lucas Coelho, publicado em 2012, e que recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

Sobre E a Noite Roda, o júri do prémio APE, disse:

"Raras vezes na ficção portuguesa a sexualidade terá sido tão delicada e concretamente física como aqui."

Luís Mourão / Júri do Prémio APE

"Lirismo e dinâmica narrativa, intensidade expressiva e força evocativa, paisagem íntima e paisagem do mundo, valor documental e capacidade de efabulação (...) local e universal, excesso e delicadeza, descrição crua e refinamento."

Clara Rocha/Júri do Prémio APE

"Fulgor da Línguagem e invenção de mundos narrativos."

Manuel Gusmão /Júri do Prémio APE

ALEXANDRA LUCAS COELHO recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores com E a Noite Roda. Tem 14 livros publicados, entre romances, não-ficção e infanto-juvenis. Trabalhou dez anos em rádio e vinte no jornal Público como repórter, cronista, editora e correspondente (em Jerusalém e no Rio de Janeiro).
Recebeu vários prémios de jornalismo e de literatura, incluindo o Prémio Oceanos em 2022 por Líbano, Labirinto. Está a fazer para a RTP3 e para a Antena 2 o programa semanal Volta ao Mundo em Cem Livros.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Os Maias – Uma Análise Ilustrada

Não, este livro não dispensa nem substitui a leitura do magistral romance de Eça de Queirós. 

No entanto, “Os Maias – Uma Análise Ilustrada” de António Gomes D' Almeida poderá facilitar a sua compreensão.

Cada capítulo foca os principais episódios, os locais da acção e cada uma das personagens, utilizando as palavras exactas do autor. 

Num elucidativo organigrama, é possível perceber as relações familiares, amorosas, de amizade e profissionais entre todas as personagens. 

Com a selecção e relevância dada ao papel de cada uma, o leitor ficará a conhecer a variedade de tipos que frequentavam e davam vida à capital lisboeta no final do século XIX, permitindo também estabelecer comparações com outras épocas. 

Em destaque, continuará sempre a estar o humor acutilante de Eça de Queirós no retrato dos lisboetas dessa altura. Quem captou e transmitiu a essência de “Os Maias” foi certamente o ilustrador Zé Manel que em muito contribui para a qualidade desta publicação da Dom Quixote.

sexta-feira, 31 de março de 2023

O Piloto de Casablanca


“O Piloto de Casablanca – José Cabral, um herói português na II Guerra Mundial”, de José António Barreiros (Oficina do Livro)

Durante a II Guerra Mundial, quando voar era ainda uma aventura arriscada, a ligação aérea entre Lisboa, Tânger e Casablanca, celebrizada num dos mais emblemáticos filmes de Hollywood, era exclusivamente assegurada por Portugal, enquanto país neutro no conflito. 

O piloto que fazia essa rota, por vezes em condições de grande perigo, chamava-se José Cabral e era um comandante de marinha, corajoso e audaz. 

Graças a esta figura notável da aviação naval, com contactos nos serviços secretos britânicos e norte-americanos, refugiados de guerra salvaram-se da ameaça nazi e diplomatas e militares das forças Aliadas cumpriram missões na operação de desembarque no Norte de África, o princípio do fim do III Reich. Cabral viria a ser galardoado com a mais alta distinção concedida pelos Estados Unidos a militares estrangeiros, mas cairia no esquecimento no país onde nasceu. Resgatando a sua memória, José António Barreiros recorda a vida, a bravura e as missões. À venda a 18 de abril.

terça-feira, 14 de março de 2023

Uma Espia Americana em Lisboa

Um romance envolvente inspirado na história verdadeira de espiões bibliotecários a operar em Lisboa durante a Segunda Guerra Mundial.

Ava sempre achou que o seu emprego na Biblioteca do Congresso, em Washington, D. C., lhe traria uma existência pacata e rotineira. Mas uma inesperada proposta do exército norte-americano leva-a até Lisboa com uma missão: fazer-se passar por bibliotecária enquanto trabalha como espia, recolhendo informações secretas para os Estados Unidos. 

Enquanto isso, na França ocupada, Elaine começa a sua aprendizagem numa tipografia dirigida por membros da Resistência. Era um trabalho geralmente reservado aos homens, mas em tempo de guerra essas regras foram esquecidas.

No entanto, ela sabe que os nazis estão atrás da imprensa e das suas gráficas para silenciá-los. À medida que a batalha na Europa se agrava, Ava e Elaine, separadas por milhares de quilómetros, começam a comunicar através de mensagens codificadas, publicadas em jornais, e descobrem a esperança em tempos de guerra

Quando o Sol se põe em Machu Pichu

Luís Novais, o autor de “Quando o Sol se põe em Machu Pichu”, é um jovem e prometedor romancista no actual panorama literário português. 

A sua linguagem, sincopada mas simultaneamente visual, é capaz de aproximar a acção descrita com a reflexão das próprias personagens. E a aventura que o espera poderá vir a devolver-lhes a capacidade de sonhar, algo que há muito julgavam perdido e que todos nós, no mundo ocidental que habitamos, há muito deixámos de alimentar. 

Um grupo de pessoas parte numa expedição até à cidadela de Machu Pichu. O sonho de um deles é encontrar uma cidade perdida nos Andes, que se diz ficar dentro de uma montanha. Em destaque aparece um famoso disco solar em ouro maciço, procurado desde os tempos do colonizador Pizarro e nunca encontrado. 

A demanda devolverá aos intervenientes a capacidade de sonhar e, consequentemente, a força para agir e assim, em última instância, resistir à barbárie em que o mundo actual se tornou. Mais do que uma aventura de viagens, esta história, publicada pela Esfera do Caos, atinge o patamar do romance filosófico, apresentando uma reflexão sobre o nosso próprio percurso civilizacional.

“Os Retornados – Um Amor Nunca Se Esquece”

“Os Retornados – Um Amor Nunca Se Esquece” é o romance de estreia de Júlio Magalhães, publicado pela Esfera dos Livros. Trata-se de um regresso à sua terra natal, Angola, onde o autor terá vivido os melhores anos da sua vida. 

O leitor é conduzido através de uma história de amor que tem como pano de fundo a descolonização portuguesa dos países africanos. Em Outubro de 1975, Carlos Jorge, o protagonista, acompanhado pela sua mulher e filhos, deixa para trás parte da sua vida, rumo a um país que não via como a sua pátria e que seria completamente desconhecido para os seus filhos. 

A família de Carlos Jorge foi apenas uma dos milhares de famílias que entre 1974 e 1975 fizeram a ponte aérea entre Angola e Portugal. Foram inúmeros os portugueses que tiveram de abandonar tudo, desde as casas, o emprego e até os amigos. 

Tinham de fugir à violência, à luta entre os vários movimentos independentistas que espalhariam o caos e o terror em Angola, aquele que sempre fora considerado como a jóia do império português. Esta dura realidade espanta Joana, a hospedeira que não conseguiu esquecer o olhar determinado de Carlos Jorge durante a viagem para Portugal. A história dos dois não ficaria por ali…

terça-feira, 7 de março de 2023

O Sangue de Buganvillia


Ana Paula Tavares regressa com O Sangue da Buganvília que chega esta semana às livrarias

"Cada um dos textos do livro traz a força da metáfora da árvore a que se refere o título: «forte na sua estrutura retorcida, de metal, e [que] resiste, podendo mesmo transformar-se em tecido fino aéreo se a isso o tempo a obrigar». 

Assim, o fino tecido aéreo da poesia e a sabedoria dos provérbios tradicionais angolanos recobre, sem ocultar ou edulcorar, por exemplo, os acontecimentos, em um difícil, mas bem conseguido equilíbrio entre cotidiano e a subjetividade poética. 

Vários são os momentos em que somos convidados a lançar um outro olhar sobre a realidade, como por exemplo em «Viver nas cidades» em que o flagrar dos sobreviventes das guerras e fomes angolanas, faz-nos alargar a visão, pois nos levam a fugitivos de outras geografias e tempos: «sobreviver transformou-se na exclusiva hipótese diária de subsistir, animais-humanos de presentes envenenados e dias de descidas aos infernos».

Pança de Burro

Tendo como cenário um bairro popular no norte de Tenerife, Pança de Burro, romance de estreia de Andrea Abreu, narra uma história de amizade e desejo entre duas raparigas na fronteira entre a infância e a adolescência. Primeiro romance memorável, de grande sucesso em Espanha e agora publicado um pouco por todo o mundo, é, pela sua pujança, atrevimento e originalidade raras, uma revelação no panorama literário atual.

«Uma narrativa poderosa, onde os corpos e a fome tomam conta da história. Transporta-nos até ao limiar da porta da puberdade e confronta-nos com uma procissão de euforia. É pura vida», nas palavras de Irene Vallejo.

Disponível nas livrarias a partir de 16 de março, com tradução do castelhano de Rita Custódio e Àlex Tarradellas.

Como os Holandeses

Esta é uma história que se conta a vários tempos, e a duas ou três vozes. 

Vivíamos, em Portugal, no Estado Novo, quando J. Rentes de Carvalho – exilado na Holanda e a lidar com as diferenças culturais que distinguem os portugueses dos nórdicos – foi desafiado por um editor holandês a escrever um livro sobre o assunto. 

Um êxito nos Países Baixos que permaneceu longe dos escaparates nacionais durante algumas décadas, até que um feliz encontro com um jovem jornalista terminou na promessa de que um dia publicaria o livro em Portugal. 

Da promessa, cumprida em 2009, nasce agora a reedição de Com os Holandeses, na série Terra Incognita, em jeito de homenagem. Chega às livrarias a 9 de março, com prefácio inédito do autor, agora com 91 anos. 

Nunca um livro disse coisas tão cruas acerca do país. Nunca os holandeses gostaram tanto de um livro tão mordaz (e divertido) sobre eles próprios.

«Mostra os hábitos, vícios e virtudes dos holandeses, essa multidão sempre incompleta (como todos os povos), sem repisar “o tema dos canais, dos moinhos, das tulipas ou dos velhos mestres das pinturas”, que tanto são linhas mestras da sua identidade e da sua paisagem como bugigangas turísticas de recurso fácil.»

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Os Clandestinos


Os Clandestinos, de Fernando Namora regressa às livrarias numa edição da Caminho, que tem estado a reeditar a obra do autor.

Memória da Resistência através de jornadas que empolgam, descida ao labirinto interior do protagonista num movimento para o regresso ao compromisso político, registo do quotidiano burguês entre vulgaridade, luxo, melancolia, análise também dos círculos oposicionistas sem atos nem horizontes ou, em contraste, num jovem, com o irredutível das opções metamórficas, Os Clandestinos, 1972.

domingo, 26 de fevereiro de 2023

Um Amor em Vila Maria

Nesta fantástica aventura a bordo da Nau Medusa, Eduardo e Amélia zarparão para terras pouco civilizadas; onde os atinados garimpam – ferozmente – à procura de preciosidades. Uns, pelas riquezas; outros, pela fama. Tantos sem destino algum, arremessados pelos seus senhores, sem sua clara e devida von­tade. Poucos, como Eduardo, iam em busca da tão fantasiada probidade.

Amor para Portugal e Brasil!

O romance literário de Jeferson P. S. Neto, “Um Amor em Vila Maria”, tem corpo e vida narrativa que nos agarra com emoção, desde o primeiro capítulo até à última página. Uma obra entusiasmante e fora do vulgar. A não perder! A narrativa literária está muito bem estruturada. Capaz de atrair muitos leitores da língua portuguesa. “Um Amor em Vila Maria” demonstra que, afinal de contas, existem muitas histórias luso-brasileiras que podem atrair leitores em ambos os lados do Atlântico. E, quando o autor finaliza o romance, estonte­antemente, com a frase: “Deus ouviu nóis”, isto é o prenúncio de que, esta história, não terminará neste volume. Antevejo uma janela entreaberta, para que Jeferson P. S. Neto nos possa presentear com os seus galanteios e com a continuidade deste romance.

Prof. Dr. Jornalista e Escritor José Valentim Peixe

O romance tem ainda a colaboração do Prof. Dr. Pedro Nogueira Simões.

Dois grandes amigos!



sexta-feira, 29 de novembro de 2019

25 de Abril, Corte e Costura


“A escrita de João Cerqueira é altamente recomendável para quem gosta de histórias alternativas. A não perder!” A frase é de Reader´s Favorite. 

O romancista premiado e traduzido em várias línguas está de regresso com mais uma obra que nos prende do princípio ao fim. 

Celebram-se os 40 anos da revolução. A Direita propõe uma tourada, a Esquerda um desfile gay. 

Entretanto, chegam à cidade um antigo inspetor da PIDE decidido a acabar com a festa, um toureiro espanhol que sonha com a União Ibérica, um guru tarado sexual e as Brigadas Indignadas com a missão de fazer explodir uma bomba.

domingo, 24 de novembro de 2019

O Homem que acusou Deus


Esta história relata o dia-a-dia conturbado de um advogado. Ricardo Medeiros não é um 
advogado qualquer. Ele é o melhor advogado criminal do país, solicitado pela elite política, temido por advogados e magistrados. Todos, sem exceção, o temem. A sua fama não tem limites, tal como o seu mau feitio e preconceitos contra a Igreja. 

Casado com uma médica católica e tendo como sócio um supranumerário do Opus Dei, vive o drama diário de confrontações familiares e profissionais em torno da religião. O seu casamento está por um fio e o ambiente no escritório insuportável. Sem o querer, as suas circunstâncias pessoais e profissionais vão levá-lo para dentro dos muros secretos do Opus Dei. Conseguirá Ricardo Medeiros, o mais temido dos causídicos, manter-se afastado da teia que o rodeia?

sábado, 26 de outubro de 2019

O Diabo Foi Meu Padeiro


45 anos depois do fecho do Campo de Concentração do Tarrafal, toda a sua história num grande romance da lusofonia. António Lobo Antunes é perentório. Diz que este livro “é bom como o pão.” 

Toda a gente já ouviu falar do Tarrafal. Foi criada em Cabo verde por Salazar para silenciar os opositores do regime. A maior parte era prisioneiros políticos. Começaram a ser levados para lá em 1936. 

Nos 45 anos do encerramento do campo de concentração, Mário Lúcio Sousa, nascido no Tarrafal, toma a voz de vários prisioneiros chamados Pedro e chegados em diferentes vagas de Portugal, da Guiné, de Angola e até de Cabo Verde.

E, ao relatar a história desta prisão terrível e de quem a foi dirigindo ao longo dos anos, o presente romance homenageia simultaneamente os que ali perderam a vida e os que sobreviveram ao horror e ainda os vários modos de falar uma língua que foi, tantas vezes, a que os tramou e a que os viria a salvar.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

MemoryBook: Uma Mulher Não Chora


"Uma mulher não chora" de Rita Ferro, algo realmente bonito e.... verdadeiro, um livro pulsante, sente-se nos ossos... existe proximidade com o leitor, uma vez que retrata situações do dia-a-dia. A história de uma mulher livre, independente, emancipada, o desejo de romantismo e a dor e medo da solidão. Conseguimos sentir o padecimento das personagens.

"Ao contrário dos pesadelos, que parecem durar noites inteiras e que demoram instantes, há momentos da realidade que (...) em segundos e nos podem iludir para sempre.”

sábado, 27 de abril de 2019

O Céu Não Pode Esperar


É a história do tenente Vítor Romão, aviador da Força Aérea que enfrenta a morte nos céus de Moçambique durante a guerra, quando o seu avião se despenha abatido por um míssil.

Aprisionado pelo inimigo, Romão evade-se e descobre na costa oriental da África o rasto de um outro português, agente do rei de Portugal, que por ali passou séculos atrás. A descoberta arrasta-o do passado para o futuro, seguindo uma enigmática pista, anteriormente perseguida pela Inquisição.

Vitor Romão descobre que nos subterrâneos do mosteiro de Alcobaça se abriga um inesperado segredo: ali foi construído um extraordinário aparelho voador pretendido pelos inimigos de Portugal.

A história percorre três épocas, séculos XVI, XVII e XX, onde se cruzam a busca do sagrado e do amor infinito, da eternidade e dos segredos das organizações clandestinas, da guerra dos seis dias e da exploração do espaço, da herança judaica e da ciência oculta do voo.

O homem sempre olhou para os mistérios do céu em busca de respostas. Sempre espreitou o alto fascinado com as suas observações. Em Alcobaça, Roma, Jerusalém, abundam mistérios que Romão vai penetrando. Quando a verdade finalmente irrompe, tudo faz sentido, tudo se harmoniza com o divino, até o censurável amor entre a freira da Santa Sé e o aviador português.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Olhos de Caçador


É a história de um sobrevivente de nome Zé Fraga, soldado do Exército português mobilizado para a guerra colonial em Moçambique.

Com um passado de contrabandista e passador de emigrantes na fronteira, vivia de expedientes e pequenos golpes até ao dia em que é preso, alistado e mobilizado para África.

Tendo vivido do contrabando nas serranias das Beiras, o seu passado rústico faz dele um soldado mais adaptado que todos os outros à dureza do mato africano, sendo uma referência de coragem e liderança para os soldados da companhia. Mulherengo, brigão, malandro, é um sedutor, fazendo relacionamentos e amizades com facilidade.

A morte criminosa de um oficial português durante uma emboscada, transforma Zé Fraga na testemunha-chave para que seja feita justiça, mas também o converte em vítima de tudo o que acontecerá depois.

Gravemente ferido, encontra na enfermeira do hospital os cuidados e a dedicação que, com o tempo, se transformará em paixão, permitindo-lhe sobreviver.

segunda-feira, 18 de março de 2019

A Noite e o Riso



Esta que nos chega às mãos é já a sua 9ª edição. Talvez isto diga muito. A Noite e o Riso teve a sua estreia em 1969. Há meio século. Foi o primeiro romance de Nuno Bragança. Trata-se de uma obra incontornável, considerada decisiva para a modernidade literária portuguesa. 

Ao longo da obra, cujas imagens surrealizantes, a história pessoal transfigurada, o erotismo, a política e a grande oficina da linguagem passam nomes como Almada Negreiros, Maria Velho da Costa ou Dinis Machado, para citar apenas estes. 

Nuno Bragança é um autor único. “Recriou a linguagem e questionou tudo”, refere João Bonifácio do Jornal O Público.