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sábado, 6 de maio de 2023

Rei D. Dinis foi o principal pioneiro da língua portuguesa


Poeta de grande sensibilidade, D. Dinis entendeu a criatividade linguística e filológica da fala e da poesia do povo português, tomando consciência da autonomia e originalidade da nossa língua. 

Daí, sem dúvida, a sua iniciativa de ordenar que todos os documentos oficiais deixassem de ser escritos em latim para o serem em português. 

Com este édito, com a sua própria poesia (o mais importante núcleo lírico da nossa Idade Média, nas suas 138 canções de vários géneros), com o estímulo constante ao surgimento de uma literatura de língua portuguesa, de que é modelo o romance de Amadis de Gaula, de João e Vasco da Lobeira, que Cervantes considerou o melhor de todos os livros que neste género se compuseram, sendo a única obra que D. Quixote salvou da fogueira a que lançou todos os outros romances de cavalaria, o Rei deu à língua portuguesa, definitivamente, a sua personalidade  e a sua autonomia face às outras  línguas ibéricas, em especial a castelhana,  ao mesmo tempo que abria  para  o futuro as perspectivas do seu enriquecimento.

A Universidade Portuguesa, uma das mais antigas da Europa, fundada pelo rei D. Dinis, dava um maior ênfase ao aluno do que ao professor, isto é, mais no aprender e num querer aprender livre e activo do que numa atitude passiva, mais vinculativa a um ensino ex-cátedra. 

No Estudo Geral de D. Dinis, como aliás em todas as universidades europeias, se ensinavam grandes autores e filósofos de sangue luso: apontemos antes de todos Paulo Orósio, o bracarense discípulo de Santo Agostinho, autor da Primeira História Universal de sentido filosófico; depois, o lógico e aristotélico Pedro Julião ou Pedro Hispano, mestre da Summa Logicales, adoptada por todo o lado, que viria a ser o papa João XXI; e ainda, entre outros, pensadores como João de Deus, Álvaro Pais e frei João de Alcobaça. 

In Apeiron Edições 

sábado, 4 de maio de 2019

D. Dinis, o rei que fez tudo quanto quis




D. Dinis, o rei que fez tudo quanto quis, da autoria de Vanda Furtado Marques. Aqui, a autora volta a apostar, inteligentemente, em mais um capítulo da nossa história. Tinha como cognome O Lavrador e foi o responsável por mudar o rumo da nossa história. 



É aliás arrepiante a dedicatória que a Vanda faz logo na primeira página desta sua obra. Sabendo nós que foi pela mão do Rei D. Dinis que nasceu o Pinhal de Leiria para proteger as culturas das areias que surgiam das praias a oeste, a autor escreve o seguinte: “Ao pinhal, a quem cuide dele e a quem deu a vida por ele”. Bonito, Vanda. 


No prefácio, redigido pela vereadora Anabela Graça da Câmara Municipal de Leiria, a certa altura, pode ler-se: “Com a sua escrita, a autora Vanda Marques cria uma atmosfera que nos transporta para um tempo especial da História de Portugal…há uma dimensão mágica que desempenha um papel fundamental na criação de universos imaginários tão importantes para o desenvolvimento da criança…” 

Sobre a obra de D. Dinis, ficam as mais importantes: o pinhal de leiria, a universidade, a intervenção no Mosteiro de Alcobaça e muito mais. 

A ilustração não é bonita. É bela! A lustradora chama-se Olga Panteley Caetano.