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sábado, 4 de maio de 2019

D. Dinis, o rei que fez tudo quanto quis




D. Dinis, o rei que fez tudo quanto quis, da autoria de Vanda Furtado Marques. Aqui, a autora volta a apostar, inteligentemente, em mais um capítulo da nossa história. Tinha como cognome O Lavrador e foi o responsável por mudar o rumo da nossa história. 



É aliás arrepiante a dedicatória que a Vanda faz logo na primeira página desta sua obra. Sabendo nós que foi pela mão do Rei D. Dinis que nasceu o Pinhal de Leiria para proteger as culturas das areias que surgiam das praias a oeste, a autor escreve o seguinte: “Ao pinhal, a quem cuide dele e a quem deu a vida por ele”. Bonito, Vanda. 


No prefácio, redigido pela vereadora Anabela Graça da Câmara Municipal de Leiria, a certa altura, pode ler-se: “Com a sua escrita, a autora Vanda Marques cria uma atmosfera que nos transporta para um tempo especial da História de Portugal…há uma dimensão mágica que desempenha um papel fundamental na criação de universos imaginários tão importantes para o desenvolvimento da criança…” 

Sobre a obra de D. Dinis, ficam as mais importantes: o pinhal de leiria, a universidade, a intervenção no Mosteiro de Alcobaça e muito mais. 

A ilustração não é bonita. É bela! A lustradora chama-se Olga Panteley Caetano.



domingo, 28 de abril de 2019

A Padeira de Aljubarrota


A Padeira de Aljubarrota, um livro do infanto-juvenil, da autoria de Vanda Furtado Marques, com uma brilhante ilustração de Susanne Estêvão da Silva, é espantoso. 

A autora baseia-se numa histórica verídica de Portugal e consegue com palavras simples explica-la aos mais pequenos. O livro é altamente didático e abre caminho, como se fosse um precursor para futuras aprendizagens de matérias que terão de assimilar noutros níveis de ensino, até chegarem a Camões. Recorde-se que o príncipe dos poetas portugueses faz alusão a Brites de Almeida (Padeira de Aljubarrota), no Canto IV de Os Lusíadas. 

É verdade que, como em tudo, também aqui, para enaltecer os nossos feitos, mistura-se a história com lenda enfeitada aos nossos intentos, mas não há dúvida que estamos perante uma mulher forte, corpulenta, talvez alta, destemida, determinada e com forte amor à sua pátria. 

Se tinha cinco ou seis dedos em cada mão, é possível, mas não se consegue confirmar. Pouco importa. Não terá sido isso certamente que fez dela a coragem de anular os castelhanos invasores e a expulsão de pelos menos sete intrusos na sua quinta.