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terça-feira, 8 de agosto de 2023

Em Busca da Justiça

Em busca de justiça é um romance envolto em mistério, morte e mentiras. A história centra-se em Mara, uma jovem que vive numa Vila onde não gosta de estar. Os pais procuravam desesperadamente uma maneira de a motivar a gostar da terra e das pessoas, mas Mara só pensava em viver numa grande cidade, e quando finalmente começava a ser feliz perde o pai de uma forma trágica. 

Uns meses mais tarde, encontra Miguel, por quem se apaixona loucamente e que acabava por ser o seu apoio.

Mas o destino tinha surpresas tristes para si, e é na cama de hospital que Clara confessa que afinal ela e Artur não eram os seus verdadeiros pais, e que a sua mãe biológica a tinha abandonado em bebé.

O mundo de Mara desabou naquele momento, naquele quarto de hospital, mas a morte de Clara acabou por torná-la ainda mais forte e decidida.

Depois de terminar a licenciatura, decide partir para Lisboa em busca de Justiça. Encontra a mãe verdadeira, ganha a sua confiança e vai fazendo a sua justiça, mas acaba por descobrir que afinal nem tudo era o que parecia ser. 

Afinal, as mentiras e mal-entendidos é que tinham afastado toda a família, e que ninguém era totalmente culpado ou inocente.  
Haveria lugar para segundas oportunidades e para o perdão?

By Ana de Carvalho

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Cinco Discussões que Todos os Casais Deveriam Ter


A autora, Joanna Harrison, gostaria de garantir aos leitores que não estão sozinhos quando discutem com os seus companheiros. E gostaria também de os ajudar a compreender as razões por detrás das discussões para que as possa otimizar, reduzindo a sua frequência e guardando as melhores conclusões. 

Ao invés de evitarmos discussões ou conversas difíceis, devemos agarrar o potencial de crescimento que vem com cada discussão. Ficar calado pode fazer crescer ressentimentos ou resultar em afastamento.

Por norma, existem cinco áreas de tensão que se repetem, e que são as «cinco discussões» que dão título ao livro. São elas:

- Como comunicamos um com o outro?

- Como lidamos com as famílias de cada um?

- Como lidamos com a partilha das tarefas?

- Como gerimos a distância entre nós?

- O que sentimos em relação ao corpo um do outro?

Estes são os cinco temas inevitáveis, consequência de se partilhar o espaço com outra pessoa (físico e mental). Cada um dos cinco temas tem direito a um capítulo neste livro «Cinco Discussões Que Todos os Casais Deviam Ter». O objetivo é dotar os casais com uma visão prismática para que se compreendam melhor e trabalhem para que a relação resulte.

Disponível nas livrarias a partir de dia 20 de julho, publicado pela Pergaminho.

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Pedro Nogueira Simões responde à editora Dom Quixote sobre livro de Rita Ferro


Aparentemente, perde tudo o que tinha conseguido: a proximidade da família, dos amigos, dos programas culturais, dos desafios profissionais e dos apoios urbanos.

O que perde e ganha? 

Quanto vale agora, sem os expedientes e as distrações da cidade? 

Tem 65 anos e vive sozinha - conseguirá manter a chama, a alegria, o arroubo criador?

E como ficou a sua relação com o amor?


A par dos romances que tem publicado, a escritora mantém a tradição de partilhar com os leitores a sua cronologia pessoal, através de diários que são também a sua forma de analisar os avanços e retrocessos do seu trajecto, as pulsões e contradições da sua alma.

PEDRO NOGUEIRA SIMÕES RESPONDE À EDITORA DOM QUIXOTE


Pedro Nogueira Simões, editor da Revista Livros e Leituras, esteve ontem, dia 10 de Junho, com a escritora Rita Ferro, na Feira do Livro de Lisboa 2023.

Sinopse do livro de Rita Guerra -
Os Pássaros Cantam em Grego 

Pedro Nogueira Simões, Editor da Revista L&L responde:

Dom Quixote - O que perde e ganha? 

Pedro Nogueira Simões - Creio que Rita Ferro não perde absolutamente nada. Viver nos Foros de Salvaterra, com a A13 a um quilómetro, é estar perto de Lisboa, mas longe da agitação urbana da capital... É viver no silêncio do campo, numa paz tranquilizadora, a galopar na natureza mas sempre abraçado a ela. Salvaterra de Magos é gigante amigo e bom... É estar juntinho ao Tejo e às tradições ribatejanas; poder vislumbrar grandiosas imagens, vislumbradas graças ao folitar de algumas avionetas turísticas; são as aves; os touros; os cavalos; as ovelhas; as cabras anãs e não anãs; os passeios de barco; as diversões; as festas; as enguias... as Enguias de Salvaterra e o Mês da Enguia; a Barragem de Magos; a canoagem; os passeios pelos campos; os desportos, as artes; as piscina; as fescas águas; os verdes espaços e os espaços culturais; as lindas bibliotecas; a história dos Concheiros e muito mais...

Rita, Salvaterra de Magos é muito. Eu e o Mário poderemos ser dois dos seus guias. 

Dom Quixote - Quanto vale agora, sem os expedientes e as distrações da cidade? 

Pedro Nogueira Simões - Sou um leitor atento de Rita Ferro e posso garantir que vai passar a valer muito mais. Digo-o, com testemunho de causa. Dirijo, há várias anos, com as minhas equipas, cinco escritórios de advogados, na Europa e fora dela. Todos os espaços estão em capitais, mas só me sinto bem, "numa completa harmonia comigo, quando estou no meu escritório ribatejano, junto ao rio, à flora e à fauna... É óbvio que não sou menos profissional por isso. Tenho a certeza que a nossa querida romancista Rita Ferro apoiará esta minha tese, caso contrário, será uma questão de tempo. Beijinhos, Rita!

Tem 65 anos e vive sozinha - conseguirá manter a chama, a alegria, o arroubo criador?

Pedro Nogueira Simões - Tenho a certeza absoluta que sim. A minha família vive aqui, há dezenas de anos. Eu sou daqui e o meu pequeno Gabriel também! Foi nos Foros de Salvaterra que criamos, recriados, renascemos, transformamo-nos... São os amigos e os amigos dos amigos. As novas tradições a cultura e as diferentes culturas. A Charneca. A Lezíria... os lexemas multissignificativos e os outros: os adjetivos coloridos de cores, verdadeiramente plurissinificantes. É a musicalidade a ecoar para as frases dos nossos livros. Os diários de Rita Ferro.... Os meus diários, os do Mario Gonçalves e os diários de muitos outros amigos. Estar a viver nos Foros de Salvaterra de poder ter também à mão preciosidades que trouxemosbde voyages. Eu reservo com carinho o sabor do Café da Fajã (São Jorge), o único produzido na Europa. Bebo-o quentinho, sempre pela brisa fresca da manhã. Depois, ao longo do dia, há também o sabor do Chá de Gorreana. Não por ser o único plantado em grande escala no nosso velho continente, mas porque gosto dele. Acarinhamos nos nossos jardins, mesmo com gordos botins, muitíssimas ervas aromáticas para outros chás e outros folhetins: as saborosas gastronomias. E já aqui e, já daqui a pouco, as secas cavacas de azinho vão saudar o lar e até o fumo vai marcar a chaminé e voltar a riscar o ceu do Ribatejo. É...é tanto, é tanto, viver nos Foros de Salvaterra.

Rita, por estes lugares, os pássaros não são gregos, mas,  infelizmente, às vezes veem-se gregos. Aqui, tal como nós, são livres, muito. Todavia, eu e o Mário Gonçalves, diretor da Revista Livros & Leituras, a vivermos cá há muitos anos, temos a certeza que os pássaros, com a chegada da Rita, além de livres, vão passar a terre muito mais Ferro.

Beijinhos, e seja bem-vinda, vizinha!

Os Pássaros Cantam em Grego é o terceiro volume do seu diário.

D. Quixote / Pedro Simões / Mário Gonçalves 

sábado, 20 de maio de 2023

Tenho saudades das sardinhas de Vasco da Gama

Enquanto os sinos da Igreja Matriz do Salvador de Sines tangem, clamando pelo povo da beira-mar mais abstraido pelo passar da freca maresia, Tu sorris doce e alegremente a chegada do teu batel que desce e sobe a barra.

O Tempo entra, majestosamente, na tua baía, enquanto observas, de olhar penetrante e doce, finalmente, a tua embarcação. Afinal, ela foi, explendidamente, erguida de casco para avante e de mastro para Deus, no pulsar do coração do Pinhal de Leiria, pela sábia demanda de Dom Dinis. 

Saudades desse Tempo de conservada madeira que arde de calor.

Preparem-se os cestos tecidos de duas asas para verter as saborosas e soculentas sardinhas. É Tempo delas. Saudades!

Vai um sardinhada, de genuinas sardinhas? Regadas com o azeite virgem de oliva da terra? Umas saborosas batatinhas? É Tempo delas. E uns pimentinhos, verdes e vermelhos, bronzeados pelo apelo calmo do quente carvão? Saudades!

O avô António, a avó Antónia e o Pedro descansam, num silêncio silenciado, os cântaros de água fresca que desce tranquilamente a serra. É Tempo de fitar a chegada das sardinhas, nos altifalantes de Vasco da Gama.

Paulatinamente, o Carlitos, rapaz de poucas falas, aproxima-se do azul do mar. O ambiente embriagava o ar que se respirava. O que fora eco quase extinto, aumenta agora junto do senhor José e da dona Lisete, um clamor, cada vez mais alto e reconfortante.

A família observa alguns pescadores autóctones que outrora sacavam ao anzol alguns salmonetes da cor das laranjas Por agora, reproduzem-se no prolongado Atlântico. Há, porquanto, ser hospitaleiro e receber de erguidos braço os brilhantes cardumes de portuguesas sardinhas. 

O que é português, não é ótimo. É bótimo!

Tempo é Saudades e Saudades é Tempo!

By Pensamentos Mário Gonçalves