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FERNANDO PESSOA foi internado no hospital de S. Luís dos Franceses, no Bairro Alto, em Lisboa, no dia 29 de novembro de 1935, e veio a falecer no dia seguinte, pelas 20 horas.
Segundo relatam os seus biógrafos - embora muita háainda por descobrir - FER NANDO PESSOA opôs-se ao internamento.
As suas últimas horas foram passadas praticamente sozinho no seu quarto do hospital, apenas na companhia da enfermeira, do médico e do capelão.
As suas últimas palavras foram “dê-me os óculos” e " Não sei o que amanhã me trará. Escreveu em inglês: "I know not what tomorrow will bring."
PESSOA nunca foi talhado para o seu, tempo, espaço e para a sociedade que o recebeu. Pedir os óculos foi resignar-se - teve mesmo de ser!
Alguns pessoanos defendem que o facto de FERNANDO PESSOA se ter oposto ao internamento, sabendo muito bem o seu estado grave de saúde, que quis apressar a morte, pois segundo o seu mapa astral teria de morrer no dia 30/11/1935.
O diagnóstico médico indicava “cólica hepática” associada a cirrose, muito provavelmente causada pelo consumo excessivo e prolongado de álcool, mas alguns estudos contestam esta ideia e defendem que a causa de morte poderá ter sido uma inflamação aguda no pâncreas.
Lado "piadolas" do autor deste texto
Fernando Pessoa já me confirmou que não morreu de cirrose: "Foi o pâncreas, Mário". E continuou: "C'est vrai, Mariô". Atenção, isto é verdade. Fui eu que assim o quis. Coloquei no seu copo de vinho uma prosopopeia. Até contou as voltas que deu com a Ofélia na...
Lado "seriolas" do autor do texto...
Sim. Bebia muito e tinha inflamação no Fígado, mas não morreu de cirrose. Mais tarde, os estudos apontaram como causa da morteuma inflamação aguda no pâncreas.
- E?
- E? O pâncreas não é o figado. O meu olho direito não é o esquerdo. Ok? No entanto, morreu de uma pancriatite.
- O que é isso?
- É uma inflamação aguda no pâncreas! Causada devido ao que? Devido ao álcool.
Ah!...
- Ah ou houve? Não há cirrose no pâncreas, assim como nunca houve garrafas de aguardente congelada em Casa de Fernando Pessoa por dois motivos.
Bebia antes?
Sim!
E o outro motivo?
- O álcool nunca congelou!
Terá feito questão de se despedir com duas frases: "
"Amanhã, não sei onde estarei"... "e dê-me os óculos"...
Imaginem que volvidos quase 70 anos, quem tiver problemas graves no pâncreas é bom que dê descanso à família e trate das suas próprias cerimónias fúnebres.
Considerando que o Hospital de São Luís dos Franceses está inserido numa zona, o Bairro Alto, que é Conjunto em Vias de Classificação pelo IGESPAR (Despacho de 11/11/2004);
Propomos que a CML, ao abrigo das suas competências descritas nos termos das alíneas v) do ponto 1 e m) do ponto 2 do artigo 64º da Lei 169/91 de 18 de Setembro, na redacção em vigor conferida pela Lei 5-A/2002, de 11 de Janeiro, encete as diligências necessárias à colocação de uma placa evocativa da morte de Fernando Pessoa na fachada do Hospital de São Luís dos Franceses, no muro junto ao portão principal, com alusão à frase de Pessoa, «I know not what tomorrow will bring», escrita a lápis pouco antes de morrer.
ESPAÇO FERNANDO PESSOA
Existe na Estrada dos Almocreves, nos Foros de Salvaterra, distrito de Santarém, o Espaço Fernando Pessoa.
Assim é denominada a biblioteca de Mário Gonçalves. Tem cerca de 7 mil livros e é uma homenagem ao poeta, "o melhor do mundo e o maior de todos os tempos", defende o professor e jornalista.
O Espaço Fernando Pessoa é a sede da Revista Livros & Leituras. Recebe quase, semanalmente, alguns amigos e familiares.
Brevemente, será também palco para algumas entrevistas, em suportes digitais, através da L&L TV.
Porque o objetivo é que alguns conteúdos cheguem também às escolas, muitos serão transmitidas in sito, nomeadamente, em Luanda, graças a uma parceria já estabelicida com a empresa de formação e comunicação Pedro Nogueira Simões & MG70 - Communications @ Society e com o governo angolano.
Há muita gente que não sabe, mas existem cerca de 10 escritores angolanos que nasceram em Portugal, depois mudaram-se para Angola.
"Não faltarão conteúdos para as escolas", foi o que garanti ao Dr. Lúcio do Amaral, Secretário de Estado da Reinserção Social de Angola, à sociedade de advogados N&S IBERIAN LAWYER, ao meu sócio da Pedro Nogueira Simões & MG70 - Communications @ Society e ao empresário português, em Angola, Leonel Guilherme.
A Revista Livros & Leituras será apenas um pequeno contributo para difundir a obra de um grande poeta, muito há ainda por descobrir.
Mário Gonçalves / Diretor da L&L
A Casa Fernando Pessoa foi palco do lançamento do livro “A Homossexualidade de Fernando Pessoa” do conhecido Escritor e Investigador Pessoano Vitor Correia.
A apresentação do livro esteve a cargo de Fernando Dacosta e de Helder Bertolo, ambos profundos conhecedores da vida e da obra de Fernando Pessoa.
No final a lauta assistência aplaudiu de pé a obra e o autor, terminando com a habitual sessão de autógrafos.
Depois deste evento o autor vai estar:
Na Feira do Livro de Lisboa no pavilhão F02 no dia 8 de junho pelas 19 horas.
No dia 12 de setembro pelas 18,30 horas, vai estar também no Fórum da Livraria FNAC de Santa Catarina no Porto.
in Edições Vieira da Silva
O investigador Victor Correia defende em livro que o escritor viveu a sua homossexualidade através da literatura.
O investigador, doutorado em Filosofia Política e Jurídica pela Universidade da Sorbonne, considera, em "A homossexualidade de Fernando Pessoa", que a questão da homossexualidade do autor de "Mensagem" (1934) tem sido de certa forma ignorada por investigadores pessoanos, que acusa de "silêncio" sobre o tema.
Quanto "à homossexualidade de Fernando Pessoa, existe explicitamente nuns e implicitamente noutros a negação da mesma, que por vezes tem subjacente preconceitos homofóbicos, que se manifestam de modo indireto, subtil e sinuoso", escreve o autor, referindo que "existe uma grande falta de conhecimento sobre Fernando Pessoa" entre o grande público.
"O silêncio de vários estudiosos de Fernando Pessoa, as suas omissões ou os seus rodeios, têm sido a tónica dominante sobre o tema da sexualidade em Fernando Pessoa", escreveu.
Para o investigador, a recusa de Pessoa em publicar a sua obra em vida "não terá sido inocente e despropositada, pois continha muita coisa que só com o tempo viria a ser descoberta, que só hoje pode ser lida, e que a leitura atenta sem preconceitos permite concluir que Fernando Pessoa era homossexual".
In DN / Lusa
O escritor Víctor Correia traz-nos mais uma obra sobre temática LGBTI+. "A homossexualidade de Fernando Pessoa" tem a chancela das Edições Vieira da Silva.
O objectivo deste livro é mostrar as formas variadas como a homossexualidade aparece tratada, implícita e explicitamente, na vasta obra de Fernando Pessoa. Por outro lado, baseando-nos na sua obra, em alguns pormenores da sua vida, em alguns textos de amigos mais próximos e conhecidos, e em alguns textos de investigadores, este livro mostra, através de uma investigação atenta e sem preconceitos, que Fernando Pessoa era homossexual.
Alguns autores e leitores, embora estando convictos disso, não lhe têm dado a devida importância.
A homossexualidade de Fernando Pessoa não é algo secundário, mas sim fundamental, pois permite compreender melhor muito da obra de Fernando Pessoa, e o próprio Fernando Pessoa enquanto indivíduo.
Apesar de ser homossexual, Fernando Pessoa reprimiu a sua homossexualidade, deixando nos seus escritos, muitos deles desconhecidos do grande público, determinados pormenores que são revelados e explicados nesta obra. "Juntámos e relacionámos tudo como peças de um puzzle, e dividimos por diversos temas, de modo a uma compreensão mais pormenorizada e profunda" pode ler-se na sinopse do livro.
No panorama editorial, tanto a nível nacional como internacional, não existe nenhum livro de análise tão específica sobre a homossexualidade de Fernando Pessoa, e portanto este é o primeiro livro que é publicado em todo o mundo, analisando exclusivamente este tema.
Este livro vai ser lançado no próximo dia 4 de Maio, às 18h30m, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. A obra será apresentada por Fernando Dacosta (jornalista), e por Hélder Bértolo (professor universitário e presidente da Opus Diversidades).
In Dezanove
"A aluna diz: "sim, eu tenho uma dúvida. Para que é que são aqueles quatro furinhos que estão no túmulo?", recorda à MAGG a professora de 50 anos.
Ninguém tinha reparado naquele pormenor. Os "furinhos", explicou a guia, serviram para inserir as cordas que moveram o túmulo. "Ah, pensei que era para eles respirarem. Como eles são quatro, achei que cada um respirava pelo seu furinho", disse a aluna do 6.º ano.
Como no túmulo estão os nomes dos heterónimos de Fernando Pessoa — Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis —, a aluna achava que repousavam ali quatro cadáveres. E que, por alguma razão, eles ainda precisariam de oxigénio para respirar.
Todos se riram!
In MAGG
Café Martinho da Arcada é o mais antigo de Lisboa, com quase 240 anos, sempre debaixo das também centenárias arcadas da Praça do Comércio.
Em dias normais, longe daqueles que vivemos no presente, quem passa perto do número 3 da principal praça lisboeta, sentirá 57avo aroma do café a vaguear por entre as suas arcadas.
Fundado a 2 de janeiro de 1782 como “Casa da Neve”, só em 1845 recebeu o nome que ainda hoje mantém, “Café Martinho da Arcada”.
Entre estes anos foi “Casa de Café Italiana”, “Café do Comércio”, “Café dos Jacobinos” e “Café da Arcada do Terreiro do Paço”.
Autêntica inovação para a época, já que na cidade predominavam as tabernas, este café-restaurante foi, durante mais de dois séculos, porto de abrigo de governantes, políticos, militares, artistas e escritores, sendo que o seu mais ilustre cliente foi Fernando Pessoa.
Para ele estava sempre reservada uma mesa, situação que ainda hoje se mantém.
Hoje em dia, o Café Martinho da Arcada é ²2gerido por António de Sousa e família, que têm visto o seu trabalho valorizado uma vez que continuam a manter as tradições históricas deste icónico espaço na baixa de Lisboa.
A cozinha continua a ser a tradicionalmente portuguesa, e continua a atrair milhares de turistas todos os anos. Em 1999 foi mesmo eleito, pelo “Guia dos Cafés da Europa” o melhor café do ano.
Na ementa vais encontrar algumas especialidades da casa, divididas por carnes e peixes como Arroz de Pato, Bacalhau à Lagareiro ou o famoso Bife à Martinho.
Mas é nos petiscos que a conselhamos a ter concentração máxima. Olhe só para estas delícias: pastéis de bacalhau, peixinhos da horta, amêijoas à “Bulhão Pato” entre outros pitéus deliciosos.
Morada: Praça do Comércio 3 (Baixa)
Horário: para almoço, das 12h às 15h; para jantar, das 19h às 22h.
A Casa Fernando Pessoa possui um tesouro único no mundo: a biblioteca particular desta figura maior da literatura.
É muito raro conseguir-se encontrar a biblioteca inteira de um escritor com a dimensão universal de Pessoa.
Os livros tendem a mover-se muito depressa: emprestam-se, perdem-se, vendem-se. Pessoa também vendeu alguns – mas deixou-nos 1142 volumes, de todos os géneros e em vários idiomas, densamente anotados e manuscritos.
Uma biblioteca desta importância é património da humanidade. Trata-se de uma biblioteca aberta ao infinito da interpretação – bela, surpreendente e instigante, como tudo o que fez o nosso Fernando ao longo dos anos.
Só uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitia uma consulta à Biblioteca pessoal do poeta.
Agora, todo esse acervo, constituído por 1140 volumes e pela coleção de manuscritos (ensaios e poemas) deixados pelo próprio poeta nas páginas desses livros passa a estar disponível online.
A inovação agora introduzida faz que esta seja a primeira biblioteca portuguesa integralmente digitalizada.
Deste modo, é facultado a todos os leitores, em qualquer parte do globo, um brilhante acesso.