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quarta-feira, 24 de maio de 2023

Natal: Joaquim de "Alpiarça" numa época de luta pela liberdade



Joaquim “de Alpiarça “ não  era um homem qualquer sobre o disfarce e modo de vida transparente, ocultava-se a sua atividade antifascista, membro ativo de uma organização política.

Os “ferro velho” tinham uma atividade livre, circulavam por todos os lugares, aldeias, vilas e cidade, sem que os implacáveis olhos ativos do regime, e os denunciantes a soldo, lhes adivinhassem manobras subversivas.

Era época de Natal, mas foi mais um dia, mais uma noite de luta pela igualdade e liberdade para Joaquim “de Alpiarça”.

Às quatro da madrugada, num local recondido da charneca ribatejana, uma menina com cerca de 10 anos aguardava, sem medo, na escuridão, junto a uma ombreira velha de um edifício em ruínas, o seu “passador”.

O “Ti Jaquim de Alpiarça” chegou irrepreensivelmente a horas.

“Umas poucas de horas” de viagem e chegariam a Peniche, ao forte de Peniche.

Joaquim estacionou, como sempre, numa ruela onde a penumbra da madrugada  ocultava a caminoneta, e a saída da criança.

A criança dirigia-se a um largo em frente ao forte e prisão. À hora certa e combinada, um lenço branco agitava-se numa janela gradeada do presídio.  

A criança sorriu aquele era o sinal. Aquele era o “olá “. Aquele era o “Feliz Natal” do seu pai.

Do rosto vivido do “Tí Jaquim”, matreiramente,  evadiram-se duas lágrimas.

Um assobio curto como sinal e a criança regressaria à camioneta  para ser levada pelo camarada Joaquim  “de Alpiarça” ao mesmo local de onde partiu.

Brilhavam já os primeiros raios de luz do dia de Natal.

A criança  já  estava com a restante família.
Joaquim, refletiu sobre a vida e a época, para muitos pouco festiva. Afinal mesmo na reversa

Subdiretor José João Canavilhas 

terça-feira, 23 de maio de 2023

Escrever com paixão da Lezíria Ribatejana para o mundo



O autor do livro “10 em 20”, editado pela Bookmundo este ano, João Pedro Martins, é jornalista desde os 17 anos de idade. Tendo iniciado a sua carreira na imprensa escrita e na rádio (Rádio Clube Xira, e em 2003  apresentou-nos o seu primeiro livro, intitulado  "As Portas ou morte de um mito", editado pela editora Ribatejana “Garrido Editores”.

JPM, nasceu em 1967 em Vila Franca de Xira. É Membro Honorário do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, e recebeu em 2014 o Troféu Excelência, em reconhecimento pelo seu valor artístico, atribuído pela Literarte – Associação de Escritores e Artistas, que fraternalmente congrega artistas de diversas vertentes e entidades culturais do Brasil e do Mundo.  

Para além da obra "10 em 20", que autor define como «Um livro de celebração com excertos de textos dos nove livros publicados anteriormente e fotografias do próprio autor, para não passar em claro o vigésimo ano após a edição do primeiro livro», escreveu ainda, "Quando os Dias se Fizerem Frios" (Bookmundo, 2021) que é um ensaio e  peça de teatro incluída, "Conversas (Des)fiadas e Assim..." (Bookmundo, 2020) que nos fala sobre o mundo cibernético numa experiência pessoal de 10 anos  na sua descrição , «Nem tudo o que vem à rede é peixe. 

A experiência do Facebook e a recolha de dez anos de publicações». 

Editou em 2014, "Pedras Soltas" - poemas (Fronteira do Caos, 2014), com ilustrações de Ana Sofia Neves». Em 2013 edita "A Celebração do Rei Lagarto" (Fronteira do Caos), uma livro de ficção que é uma edição reescrita e aumentada e mesmo  comemorativa do primeiro livro».

 "Amor, Meu Grande Amor"  editado pela Fronteira do Caos em 2012 é um romance. Já em 2010 na mesma editora editou o romance "A Promessa". "Segredos"  é o seu livro de 2009 editado pela Fronteira do Caos, um romance/ficção. 

2008 é o ano da edição do romance que tem o prefácio do escritor  José Eduardo Agualusa, "Céu Negro", com a chancela da Fronteira do Caos.  

É ainda autor do texto "O Mundo da Lua", inserido na Antologia de Poesia e Prosa (Lua de Marfim Editores, 2014), e da peça de teatro: Paquera Cultural, levada à cena em Lisboa e em São Paulo, Brasil, integrada no Festival de Peças de Teatro de Um Minuto em 2013. 

Podemos interagir com o autor em Site:https://joaopedromartins094.wixsite.com/livros 

e  no Blog:

Subdiretor José João Canavilhas 

quinta-feira, 18 de maio de 2023

À Riba do Rio Grande e o escrevedor de bairro

Viemos a Vila Franca de Xira, ao Bairro dos Varinos, ao encontro do escritor José Bico de Matos, autor do Livro “À Riba do Rio Grande “ e de várias obras temáticas e monográficas sobre a cidade e região.

José Bico Matos, também conhecido pelo “Bica Matos”, nasceu em 21 de agosto de 1955, filho de uma Varina , a “Ti Céoa Bica” e de João Matos, marinheiro do porto de Lisboa e Varino, na então vila de Vila Franca de Xira, no Bairro dos Varinos, junto ao rio Tejo, na zona da Borda d ́Água e da Praça de touros.

Desde muito jovem que é aficionado da imagem e da escrita descritiva dos usos e costumes.

A obra é fortemente marcada pela cultura Varina e pelo autóctone gosto pela tauromaquia.

Na edição do prémio revelação do ano de 1999/2000 da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, em edição colectiva edita o texto “ A companha dos Varinos-Na confraria dos homens do mar”, texto que nos revela a vida dos Varinos e o seu bairro na antiga vila.

A edição é da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

No prémio revelação do ano de 2000/2001 vê editado em obra colectiva o livro “Retalhos da minha terra” (Vila Franca de Xira), onde encontramos a conversa na fonte do Alegrete, com Augusto Nana , arrais superior das safras do sável,  Ana Varina, vendedeira de peixe, José Rodrigues dos Santos, marçano de fazendas, e Maestro José Júlio, matador de toiros. Uma edição da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

Em 2009 e não podendo já editar como autor revelação, José Bico Matos, vê, Urbano Tavares Rodrigues, aconselhar o júri do prémio a recomendar a Câmara Municipal a editar uma nova e inédita obra do autor, o que aconteceu. 

A obra “À Riba do Rio Grande “, uma crónica romanceada que relata o dia e as vivências, dos homens e mulheres da Borda d 'Água, em Vila Franca de Xira e foi publicada pela edilidade local.

José Bico de Matos, como o próprio se intitula é um “escrevedor” de bairro, foi premiado na área de fotojornalismo. 

Publicou textos e fotos em vários jornais e revistas, onde se destacam, "Leader", (USA), “O Diário”, “Nova Gente”, Jornal de Almada", O Setubalense”, “O Tabuense”, entre outros, e atualmente é cronista na Revista CAJI do Centro de Apoio à Juventude e Infância de Vila Franca de Xira, e trabalha atualmente na obra continuada de investigação jornalística, histórica e sociológica, sobre as gentes de Vila Franca de Xira.

Subdiretor da L&L  / José João Canavilhas


domingo, 9 de abril de 2023

Da Existência de Nós ao Encontro de Ti


Da Existência de Nós  ao Encontro de Ti foi o primeiro livro de José João Canavilhas, Editor da Revista Livros & Leituras. 
Foi editado em 1985 e reportado também para formato digital, 33 anos depois, em 2018, na plataforma  ISSU:  Da Existência de Nós ao Encontro de Ti

O livro de poesia aborda o amor, numa semi angústia existencialista. Alguns poemas foram temas de músicas.

O autor conta editar, em 2023, uma nova coleção literária, cujos textos em poesia, prosa poética e contos abordam a temática liberdade, o amor à terra mater, assim como, as vivências quotidianas, na periferia da capital e na charneca ribatejana, enquanto criança e adolescente.