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domingo, 18 de agosto de 2024

GARCIA LORCA lutou até ao fim pela liberdade e foi fuzilado em Espanha


O poeta GARCIA LORCA foi preso na casa de um amigo, perto de Granada, Espanha, no dia 18 de agosto de 1936, e fuzilado, no dia seguinte, pela Guarda Civil Espanhola.

Federico GARCIA LORCA foi morto por ser revolucionário, por criticar o patriarcal em defesa do matriarcal; por reconhecer o valor da cultura muçulmana na Península Ibérica; por defender os direitos do homem contra a alienação de estados autoritários; por igualar classes e raças, como fez com a população cigana; por ter perdido a sua força na mesa contra o capitalismo e a mais inútil burguesia; ou por igualar a homossexualidade e a heterossexualidade. 

GARCIA LORCA foi assassinado por enfrentar a extrema direita que logo derrubaria a Segunda República Espanhola.

Leiam hoje um poema do LORCA.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

António Nóbre morreu uma 'Só' e muitas outras sobreviveram

Hoje, dia 16 de agosto, importa recordar ANTÓNIO NOBRE.

O poeta nasceu no Porto no dia 16 de agosto de 1867.

António Pereira Nobre, mais conhecido como António Nobre, foi um poeta português cuja obra se insere nas correntes ultra-romântica, simbolista da geração finissecular do século XIX português.

A sua principal obra, Só (Paris, 1892), é marcada pela lamentação e nostalgia, imbuída de subjetivismo, mas simultaneamente suavizada pela presença de um fio de autoironia e com a rotura com a estrutura formal do género poético em que se insere, traduzida na utilização do discurso coloquial e na diversificação estrófica e rítmica dos poemas.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Hoje, dia 19 de outubro, importa recordar MANUEL ANTÓNIO PINA


Manuel António Pina nasceu em 18 de novembro de 1943.

Tendo licenciado-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas, tendo depois permanecido como cronista do mesmo Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.

A obra de Manuel António Pina incidiu principalmente na poesia e na literatura infanto-juvenil embora tenha escrito também diversas peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e televisão e editadas em disco.

Foi premiado em 2011 com o Prémio Camões.

Faleceu a 19 de outubro de 2012, no Porto.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Rosa Fonseca: "Precisamos de boa poesia que nos leve aos caminhos das emoções"

Por que motivo optou por escrever poesia?

RF - Para mim a poesia funde-se com a própria existência. É intrinsecamente o afago maior da palavra e envolve a interlocução com o outro a partir de imagens simbólicas, de silêncios, dos sentidos e afetos que nos habitam. E porque poesia torna a realidade e a vida muito mais aceitáveis, nas suas diferentes perceções. Por isto, faz sentido para mim escrever poesia.

É difícil vingar na escrita poética em Portugal, que podemos fazer para contornar esse facto?

RF - Não será mais difícil, o que precisamos é de boa poesia que nos leve aos caminhos das emoções, da sensibilidade e da imaginação e que nos transmita conhecimento e valores humanos. E estaremos preparados para acolher a mudança? Porque a poesia muda-nos!  
A realidade é que não nos apetece mudar ou refletir. Logo, lemos menos poesia. É urgente reverter a situação, em casa, na escola e criar espaços culturais onde possa prevalecer a leitura e escrita de poesia.  

Que competências terá de ter um aspirante a poeta?

RF - Todos somos um pouco poetas, mas é a perplexidade, o espanto, a indignação e estar constantemente em inquietação para definir e construir uma linguagem que não seja comum. Ter a capacidade de diversificar as palavras e criar intimidade entre elas.

Qual o seu poeta português preferido?

RF - Não posso escolher apenas um. Mas tenho alguma preferência pelos poetas do movimento surrealista e destaco Alexandre O’Neill, Mário Cesariny, Sophia de Mello Breyner e tantos outros, Eugénio de Andrade, Herberto Hélder, este, um dos mentores da Poesia Experimental Portuguesa. Aprecio a obra de Nuno Júdice e Natália Correia.

Porquê? 

Acho que com este leque de poetas a resposta está dada: poesia que se degusta e entranha e não se pode viver sem ela.  

“Ó subalimentados do sonho!
a poesia é para comer.”

E o estrangeiro?

RF - Gosto de alguns poemas destes poetas: Federico Garcia Lorca, Paul Valéry, Elizabeth Bishop.

Porquê? 

Pela variedade dos temas e originalidade.

Se tivesse conhecido Fernando Pessoa, o que lhe diria?  

RF - A pergunta não é fácil, não consigo transportar-me à época, mas se fosse possível hoje, seria:  Se os “eus” dele fariam sentido hoje e se arriscaria a sua criação.

- E se fosse Camões?

RF - Na mesma linha de pensamento e deduzindo que ele não se iria encaixar na atualidade, quais seriam os temas que ele privilegiaria neste novo Portugal?

Projetos futuros?

RF - Continuar a aprimorar a escrita e desenvolver as minhas competências nesta área.
Acreditar que vale a pena escrever o tanto que sinto e tenho para dizer. Neste momento tenho vários trabalhos para finalizar e brevemente surgirão alguns livros, em prosa, poesia e infantis. Mantenho as crónicas em dois jornais.

Que sugestão gostaria de deixar aos jovens que gostem de escrever?

RF - Que acreditem e desenvolvam a criatividade e sentido crítico. Que leiam muito.
Também alertá-los para a realidade e os muitos obstáculos que irão encontrar.

Que opinião tem da Revista Livros & Leituras, um projeto literário sem fins lucrativos?

RF - Todos os projetos literários, quando bem organizados e credíveis são uma mais valia para todos, leitores e escritores. É uma Revista que incentiva e dá a conhecer o que se vai fazendo na literatura. Pretende-se que seja abrangente, dinâmica e eclética.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Post-Scriptum

Jorge Cândido de Sena, o português-brasileiro que faleceu cedo mas deixou uma obra espantosa. Tinha 58 anos quando partiu. No adeus, estiveram milhares de portugueses e brasileiros, os seus amigos, família, em particular os seus 9 filhos.

Está obra é uma marca do poeta, romancista e ensaísta...

Post-Scriptum
 é, nas palavras do próprio autor, «um livro de peculiar organização»: trata-se de um conjunto de poemas saídos na reunião Poesia-I, que «poderia ter entrado nas três primeiras colectâneas […], além de perto de uma vintena de dispersos e inéditos, escritos em 1950-59».

Poderá parecer a alguns um livro compósito no seu dizer e elaboração, mas Jorge de Sena refuta essa ideia sugerindo que, com estes poemas, «esta seria mais correctamente a imagem, se não direi de uma primeira fase da minha poesia, pelo menos da poesia que escrevi antes de ter deixado de viver permanentemente em Portugal […]». 

Este volume conta ainda com um prefácio de Joana Matos Frias.

Sílvia Fernandes / Diretora-adjunta 

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Hoje, dia 8 de agosto, importa recordar RUY BELO

RUI BELO nasceu, em São João da Ribeira, Rio Maior, em 1933.

Em 1951, entrou para a Universidade de Coimbra como estudante de Direito, aderindo pouco depois à Opus Dei.

No ano de 1956, partiu para Roma, onde estudou na Universidade S. Tomás de Aquino (Angelicum). 

Em 1958, com uma tese intitulada "Ficção Literária e Censura Eclesiástica", fez o seu doutoramento em Direito Canónico. 

Regressado a Portugal, foi diretor literário da Editorial Aster. A seguir foi chefe de redação da revista Rumo.

Em 1961, entrou como investigador na Faculdade de Letras de Lisboa, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. 

Exerceu, ainda que brevemente, um cargo de diretor-adjunto no então Ministério da Educação Nacional.

Ruy Belo foi casado com Teresa Belo, minha professora de Literatura Francesa na Universidade Autónoma de Lisboa - Luís de Camões. 

Foi graças à professora Teresa, viúva de Ruy Belo, que aprendi a amar a sua poesia.

O poeta faleceu no dia 8 de agosto de ...

domingo, 16 de julho de 2023

Hoje, dia 16 de julho, importa relembrar HEINRICH BÖLL

Heinrich Theodor Böll foi um tradutor e escritor alemão, um das mais emblemáticas figuras da literatura alemã do segundo pós-guerra, também chamada literatura dos escombros. 

Mais conhecido como romancista, foi também autor de contos, poesias e peças teatrais.

Foi laureado com o Prémio Nobel de Literatura de 1972.

Faleceu no dia  16 de julho de 1985, em Kreuzau, na Alemanha.

domingo, 9 de julho de 2023

Exercícios e linguagens

Exercícios e Linguagens é o novo livro de poesia do angolano João Melo e a sessão de apresentação decorrerá no dia 11 de julho (terça-feira), às 18h30, na Livraria Buchholz, em Lisboa. O livro será apresentado por António Carlos Cortez.

Exercícios e Linguagens é o título da quinta e última antologia poética temática do poeta, contista, romancista, cronista e ensaísta angolano João Melo, autor da CAMINHO, cobrindo a sua poesia produzida entre 1970 e 2020. O volume, que acaba de ir para as livrarias em Portugal, representa uma das vertentes identificadas pelos críticos na poesia do autor, a saber, a sua linha experimentalista, assente numa busca multiforme de todas as possibilidades criativas do texto.

Habitualmente referenciado pelo seu compromisso político-social, assim como pelo seu posicionamento na complexa questão identitária angolana, João Melo denota igualmente, segundo observa o professor de literaturas africanas Francisco Soares, uma assumida “preocupação com o fazer literário, a precisão, a concretude, a busca da nudez verbal, que o afastou de uma certa tendência para o discursivismo”.

Escritor permanentemente inconformado, João Melo publicou um total de 23 títulos. Em Portugal, a CAMINHO publicou até agora sete livros de contos, cinco de poesia e um romance do referido autor angolano. Está também publicado no Brasil, Cuba, Estados Unidos e Itália.

No Brasil, está neste momento no prelo mais um dos livros do autor: “O perigo amarelo e outros contos”. E acaba de ser publicado no Reino Unido pela EUROPA EDITIONS um volume dos seus contos selecionados e traduzidos pelo conhecido tradutor norte-americano Clifford E. Landers. Ainda este ano, será publicado em Espanha pela editora LIBROS DEL AIRE o seu livro de poesia “Quita la rodilla de mi cuelo” (2021), traduzido pela poeta colombiana Lauren Mendinueta.  Estão ainda em curso traduções de algumas das suas obras na República da China, França, México e Tunísia, prevendo-se a sua publicação para o ano de 2024.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

“Eu sou Bocage / Venho do Nicola / Vou p’ro outro mundo / Se dispara a pistola”

Nem uma guerra civil, o Estado Novo, a queda da monarquia ou as diversas crises financeiras o derrubaram. O Café Nicola ficou imortalizado pela mão do poeta Manuel Maria Barbosa do Bocage. Fica na Praça D. Pedro IV, no Rossio, em Lisboa. 

O Café Nicola foi um lugar de intercâmbio de ideias e tertúlias literárias e é o Café Literário mais importante da capital.

Recorde-se que, em 1787, Lisboa tentava ainda recuperar-se do terramoto, ocorrido três decadas antes.

É então que surge uma oportunidade de negócio para a empresa Nicola Breteiro. Este italiano decide abrir o Botequim do Nicola, no sítio a que hoje chamamos Praça D. Pedro IV, no Rossio.

Pelas portas do Café Nicola, entraram desconhecidos, gente da cidade e fora dela, mas também muitas figuras públicas ligadas à cultura, à literatura e à política. Todos procuravam um bom café e um ambiente cultural próprio da época. O poeta Bocage declamava neste estabelecimento sonetos improvisados e atraía centenas de pessoas. O espaço era sempre muito pequeno. Muitos tinham de ficar à porta.

“Eu sou Bocage / Venho do Nicola / Vou p’ro outro mundo / Se dispara a pistola”.

A capacidade de comunicação deste poeta natural de Setúbal era brilhante. Atraiu sempre muita gente, essencialmente, intelectuais, gente ligada à cultura e à política. Mesmo depois da sua morte, um grupo de amigos continuou a frequentar o Café Nicola e as tertúlias literárias continuaram.

Mário Gonçalves / Diretor

domingo, 4 de junho de 2023

Hungria: poesia aclamada no leste da Europa


O médico oftalmologista, escritor e membro da Academia Rio-Grandense de Letras, José Eduardo Degrazia, faz sucesso não só no Estado pampeano, como no Brasil e no mundo. 

Autor de mais de 30 obras, entre contos, poemas, novelas e traduções, é recebido por academias de escritores na Moldávia, na Roménia e noutros países do Leste Europeu.

Inclusive já ganhou prémios, como o International Aco Karamanov Poetry Award, idealizado para homenagear Karama.

In Correio do Povo

terça-feira, 30 de maio de 2023

Coimbra: Casa da Escrita acolhe o curso “Camoniando na Poesia e na Arte

A Casa da Escrita acolhe, durante o mês de junho, o curso “Camoniando na Poesia e na Arte – um percurso português pelos séculos XX e XXI”, iniciativa que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal (CM) de Coimbra e o Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos da Universidade de Coimbra (UC). 

A primeira sessão do curso, de entrada gratuita mas sujeita a inscrição, decorre já na próxima quinta-feira, dia 1 de junho, às 17h30.

In C. M. Coimbra

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Poeta e Médico ganha Prémio Fernando Pessoa


João Luís Barreto Guimarães, de 55 anos, alia a profissão de médico de cirurgia reconstrutiva no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho com a paixão pela poesia, que o levou a publicar o seu primeiro livro, Há Violinos na Tribo, aos 22 anos. 

Hoje conta com mais de uma dúzia de livros, entre os quais Movimento, editado em 2020, que chamou a atenção do júri do Prémio Pessoa, uma iniciativa conjunta do jornal Expresso e da Caixa Geral de Depósitos que tem como objetivo distinguir uma personalidade nacional que se destacou no panorama cultural ou científico. Um galardão que recebeu das mãos de Marcelo Rebelo de Sousa numa cerimónia que decorreu no Grande Auditório Emílio Rui Vilar da Culturgest, em Lisboa. “Não se trata de um nome evidente, e para muitos foi uma surpresa, mas o conhecimento da sua poesia desfaz toda a surpresa”, referiu o Presidente da República. Francisco Pinto Balsemão, presidente do júri, elogiando a obra do também professor de Introdução à Poesia para estudantes de Medicina, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto: “É poesia pura, que alia sensibilidade à inteligência.”

“Não se trata de um nome evidente, e para muitos foi uma surpresa, mas o conhecimento da sua poesia desfaz toda a surpresa.” (Marcelo Rebelo de Sousa)

O galardoado, que lançou no início do ano mais um livro de poemas, Aberto Todos os Dias, salientou no seu discurso de agradecimento que “é da ordem da improbabilidade o facto de me encontrar hoje aqui para aceitar este prémio”, porque “não foram muitas as vezes em que o mesmo foi atribuído a um escritor de poemas” que é também “funcionário de um hospital público”.

terça-feira, 16 de maio de 2023

Poeta português José Alberto Oliveira morre aos 71 anos

José Alberto Oliveira (1952-2023)  Assírio & Alvim e a Revista Livros & Leiruras manifestam profunda tristeza e pesar pelo falecimento do poeta José Alberto Oliveira. Aos seus familiares, amigos e leitores enviamos sentidas condolências  

Médico cardiologista, José Alberto Oliveira nasceu em 1952 em Souto da Casa, no Fundão.

Surge publicado pela primeira vez no Anuário de Poesia de Autores não Publicados da Assírio & Alvim, em 1984.

O seu primeiro livro de poesia, Por Alguns Dias, surge em 1992 e surpreendeu pelo seu lirismo discreto e pela diversidade temática de aproximação a aspetos do quotidiano, onde além disso são notórias as influências da poesia inglesa. 

Na Assírio & Alvim viria a publicar praticamente toda a sua obra poética nos livros O Que Vai Acontecer?, Peças Desirmanadas e Outra Mobília, Mais Tarde, Bestiário, Nada Tão Importante Que Não Possa Ser Dito, Tentativa e Erro, Como se Nada Fosse, De Passagem (considerado por alguns críticos como o melhor livro de poesia publicado em 2018).

José Alberto Oliveira faleceu na madrugada do dia 16 de maio. 

domingo, 14 de maio de 2023

Barcelhos: 90 pequenos poetas declararam poesia para os grandes

Realizou-se, no passado dia 12 de maio, mais uma edição do concurso “Pequenos Grandes Poetas”, uma iniciativa promovida pelo Município de Barcelos, através da Biblioteca Municipal e da Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares.

A edição deste ano, em que participam 91 alunos de todos os estabelecimentos concelhios nos diferentes graus de ensino (do 1.º ciclo ao secundário), inclui a modalidade de poemas inéditos declamados pelos seus autores e a declamação de poemas de outros autores.

O concurso está divido em duas sessões, ambas decorreram na Biblioteca Municipal: a primeira, destinada aos alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, inicia às 18h00; a segunda sessão conta com a participação dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário, e arranca às 21h30.
O concurso 

Pequenos Grandes Poetas” tem como objetivos promover hábitos de leitura e de escrita, incentivar o gosto pela poesia e pela escrita criativa, e estimular a manifestação artística e a criatividade.

 In Biblioteca Municipal de Barcelos

sábado, 13 de maio de 2023

Matosinhos: contos infantis no aniversário da Biblioteca Florbela Espanca

O 18.º aniversário da Biblioteca Municipal Florbela Espanca foi, ontem, assinalado com uma edição especial “LeVzinho na biblioteca”.

Integrado na programação do festival LeV- Literatura em Viagem, o LeVzinho é um conjunto de atividades para os mais novos como forma de estimular o contacto com a literatura, na Biblioteca Municipal.

A convidada especial foi a contadora de histórias e mentora do projeto “Histórias de ler e contar” Carina Novo. 

Autora de livros infantis, apresentou as suas obras “A menina que tinha medo de cães” e “Contos de Bem-querer”.

Carina Novo nasceu em Paris em 1975, filha de pais emigrantes. Com dois anos, veio viver para Portugal, mais concretamente para Viana do Castelo.

Aos 18, mudou-se para o Porto para fazer o curso de Estudos Europeus. 

Vive atualmente em Gondomar. Apesar de sempre ter trabalhado na área de eventos e comunicação, dedicou-se aos livros e contos infantis.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Brasil: livro de poesia será lançado, hoje, na 20ª Roda Literária

Os amantes da poesia terão a oportunidade de participar de um momento muito especial, o lançamento do livro ‘Páginas da nossa história’, escrito pela professora Nice de Moraes. 

A obra, que traz poemas sobre declarações de amor, será lançada na 20ª edição do Projeto Roda Literária, que acontece esta sexta-feira, 12, a partir das 19 horas, no Núcleo Integrado de Literatura e Artes, localizado no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho.

No seu livro, Nice de Moraes promete alimentar os seus leitores com amor romântico.

Além de uma admiradora da poesia, a escritora respira arte ao atuar como recitadora, cantora, compositora, escritora, musicista, atriz, professora de teatro e diretora artística. 

A Roda Literária é um projeto promovido pela Fundação Cultural de Palmas (FCP) com o objetivo de fomentar a literatura e estimular escritores iniciantes, destinando espaço para lançamento de livros, apresentações artísticas e recitais, entre outros. 

Todas as suas edições são gratuitas e acontecem no Núcleo Integrado de Literatura e Artes.

A mediação desta edição será feita por Paulo Mendes de Moraes, universitário, obreiro, compositor e voluntário social. 

O evento ontará com um momento venda, autógrafos e dedicatórias de livros. 

By Cleber Toledo

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Morreu amigo da Póvoa que se dedicou ao ténis de mesa e à poesia popular

Fernando Mesquita Peixoto, natural do Porto, mas que durante várias décadas escolheu a Póvoa de Varzim para residir, morreu este domingo aos 83 anos de idade.

Para além da sua atividade profissional, Fernando Peixoto sempre teve duas paixões. Uma no desporto, ligado ao ténis de mesa, e uma segunda dedicada à cultura, nomeadamente à poesia.

Na cultura, escreveu dezenas de poemas e sempre participou no concurso de quadras de S. Pedro, promovido por este jornal. Ainda não foi anunciado os horários das cerimónias fúnebres. À família enlutada, o MAIS/Semanário endereça sentidos pêsames.

In Mais Semanário 

domingo, 7 de maio de 2023

Livros: "Os 100 Melhores Poemas Portugueses dos Últimos 100 Anos"

Fernando Pessoa destaca-se na coletânea de José Maria Silva, que ganha uma segunda edição - cinco anos depois da primeira. A publicação é da Penguin Random House, chancela Companhia das Letras.

A coletânea assume logo no prefácio que a palavra “melhores” é um “adjetivo problemático”: “No conjunto dos muitos milhares de poemas escritos por autores portugueses num século inteiro, como escolher “os melhores? E o que significa “melhor” em poesia?”

Com essa premissa, o livro não pressupõe nenhuma ordem cronológica, o que logo à partida o desabilita a funcionar como um panorama com fundo histórico da evolução do género no país.

O autor, no entanto, propõe outra organização - quatro temas (“Retratos”, “Relatos”, “Desacataos”, “Hiatos”) de vaga conexão com os poemas selecionados.

Assim, essa longa sucessão de poemas organizados de forma aleatória introduz o leitor num universo cuja maioria dos nomes lhe são familiares e cujas escolhas servem como ponto de partida para começar a se interessar por um autor. 

O livro também aproveita para dar a conhecer autores que tiveram menos atenção dos “media” ou não constam nos manuais escolares.

A regra de um poema por autor só é quebrada por Fernando Pessoa, cujos três heterónimos ganham cada um texto. Aos poetas desaparecidos até os anos 30 constam, além de Pessoa, Florbela Espanca, Camilo Pessoa e Ângelo de Lima - mas a maioria sobreviveu a longa noite do Estado Novo - muitos dos quais enfrentando prisões, proibições e exílio.

In Sapo Mag

sexta-feira, 5 de maio de 2023

TotoPoetry, uma aplicação baseada em regras que alcança feitos significativos na criação de poesia

Pesquisadores da INSEAD desenvolveram o TotoPoetry, uma aplicação de inteligência artificial que utiliza uma abordagem baseada em regras para criar poesia com precisão na rima e na estrutura poética. 

O objetivo é produzir poesia confiável e precisa em termos de estrutura e rima. A aplicação alcançou três feitos significativos, incluindo a criação do poema mais longo do mundo, o primeiro dicionário sem abreviaturas com definições escritas em verso em mais de 20 gêneros de poesia e a maior coleção de poesia escrita por uma única fonte.

A abordagem baseada em regras utilizada pelo TotoPoetry é diferente de outros enfoques de IA, como o aprendizado profundo, porque se concentra na aplicação de regras explícitas para gerar poesia de alta qualidade. Segundo Philip M. Parker, professor de Ciências da Gestão na INSEAD e fundador do laboratório de IA TotoGEO, a aplicação é capaz de produzir resultados superiores aos de outros enfoques de IA ao escrever poesia sobre temas específicos, como o amor.

In Tech

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Cuba com Biblioteca Aberta para a poetisa Fina García Marruz

A Biblioteca Nacional José Martí de Cuba dedicou seu espaço Biblioteca Aberta para homenagear a poetisa Fina García Marruz, reconhecida hoje como uma voz incontornável da literatura.

O espaço abriu as portas na véspera com palavras escritas pelo diretor da BNCJM, Omar Valiño, enquanto o intelectual Rafael Acosta de Arriba lia e comentava um poema de Fina (1923-2022), em homenagem ao seu centenário.

Um painel dedicado à análise e estudo da vida e obra da poetisa e ensaísta reuniu-se no Hart Theatre da instituição.

No dia foi inaugurada a exposição Fina na Biblioteca Nacional José Martí de Cuba, composta por objetos museológicos e material bibliográfico como fotos e cartas da escritora com Cintio Vitier, seu marido, pertencentes à instituição.

In Prensa Latina