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domingo, 18 de agosto de 2024

GARCIA LORCA lutou até ao fim pela liberdade e foi fuzilado em Espanha


O poeta GARCIA LORCA foi preso na casa de um amigo, perto de Granada, Espanha, no dia 18 de agosto de 1936, e fuzilado, no dia seguinte, pela Guarda Civil Espanhola.

Federico GARCIA LORCA foi morto por ser revolucionário, por criticar o patriarcal em defesa do matriarcal; por reconhecer o valor da cultura muçulmana na Península Ibérica; por defender os direitos do homem contra a alienação de estados autoritários; por igualar classes e raças, como fez com a população cigana; por ter perdido a sua força na mesa contra o capitalismo e a mais inútil burguesia; ou por igualar a homossexualidade e a heterossexualidade. 

GARCIA LORCA foi assassinado por enfrentar a extrema direita que logo derrubaria a Segunda República Espanhola.

Leiam hoje um poema do LORCA.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Natal: Joaquim de "Alpiarça" numa época de luta pela liberdade



Joaquim “de Alpiarça “ não  era um homem qualquer sobre o disfarce e modo de vida transparente, ocultava-se a sua atividade antifascista, membro ativo de uma organização política.

Os “ferro velho” tinham uma atividade livre, circulavam por todos os lugares, aldeias, vilas e cidade, sem que os implacáveis olhos ativos do regime, e os denunciantes a soldo, lhes adivinhassem manobras subversivas.

Era época de Natal, mas foi mais um dia, mais uma noite de luta pela igualdade e liberdade para Joaquim “de Alpiarça”.

Às quatro da madrugada, num local recondido da charneca ribatejana, uma menina com cerca de 10 anos aguardava, sem medo, na escuridão, junto a uma ombreira velha de um edifício em ruínas, o seu “passador”.

O “Ti Jaquim de Alpiarça” chegou irrepreensivelmente a horas.

“Umas poucas de horas” de viagem e chegariam a Peniche, ao forte de Peniche.

Joaquim estacionou, como sempre, numa ruela onde a penumbra da madrugada  ocultava a caminoneta, e a saída da criança.

A criança dirigia-se a um largo em frente ao forte e prisão. À hora certa e combinada, um lenço branco agitava-se numa janela gradeada do presídio.  

A criança sorriu aquele era o sinal. Aquele era o “olá “. Aquele era o “Feliz Natal” do seu pai.

Do rosto vivido do “Tí Jaquim”, matreiramente,  evadiram-se duas lágrimas.

Um assobio curto como sinal e a criança regressaria à camioneta  para ser levada pelo camarada Joaquim  “de Alpiarça” ao mesmo local de onde partiu.

Brilhavam já os primeiros raios de luz do dia de Natal.

A criança  já  estava com a restante família.
Joaquim, refletiu sobre a vida e a época, para muitos pouco festiva. Afinal mesmo na reversa

Subdiretor José João Canavilhas