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terça-feira, 4 de julho de 2023

"Falcão Peregrino" promete chegar na sua velocidade máxima

Adoro o Falcão-Peregrino, não por ser o animal mais rápido do mundo, chegando a  atingidir cerca de 390 km/h, mas por ter ganhado o estatuto de ave protegida.

Existem desde a antiguidade, e os homens mascaravam-se em sua honra. Eram os conhecidos homens com cabeça de falcão. 

Já foram vistos no Ribatejo, na zona de Tomar. Vamos tomar também? Sim! 

Existem em todos os continentes, menos na Antártida.

O "Falcão-Peregrino" promete voar - a velocidade máxima - antes do Natal!...

Os leitores da REVISTA LIVROS & LEITURAS vão adorar... Nós, certamente!!!

Mário Gonçalves  / Diretor 

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Natal: Joaquim de "Alpiarça" numa época de luta pela liberdade



Joaquim “de Alpiarça “ não  era um homem qualquer sobre o disfarce e modo de vida transparente, ocultava-se a sua atividade antifascista, membro ativo de uma organização política.

Os “ferro velho” tinham uma atividade livre, circulavam por todos os lugares, aldeias, vilas e cidade, sem que os implacáveis olhos ativos do regime, e os denunciantes a soldo, lhes adivinhassem manobras subversivas.

Era época de Natal, mas foi mais um dia, mais uma noite de luta pela igualdade e liberdade para Joaquim “de Alpiarça”.

Às quatro da madrugada, num local recondido da charneca ribatejana, uma menina com cerca de 10 anos aguardava, sem medo, na escuridão, junto a uma ombreira velha de um edifício em ruínas, o seu “passador”.

O “Ti Jaquim de Alpiarça” chegou irrepreensivelmente a horas.

“Umas poucas de horas” de viagem e chegariam a Peniche, ao forte de Peniche.

Joaquim estacionou, como sempre, numa ruela onde a penumbra da madrugada  ocultava a caminoneta, e a saída da criança.

A criança dirigia-se a um largo em frente ao forte e prisão. À hora certa e combinada, um lenço branco agitava-se numa janela gradeada do presídio.  

A criança sorriu aquele era o sinal. Aquele era o “olá “. Aquele era o “Feliz Natal” do seu pai.

Do rosto vivido do “Tí Jaquim”, matreiramente,  evadiram-se duas lágrimas.

Um assobio curto como sinal e a criança regressaria à camioneta  para ser levada pelo camarada Joaquim  “de Alpiarça” ao mesmo local de onde partiu.

Brilhavam já os primeiros raios de luz do dia de Natal.

A criança  já  estava com a restante família.
Joaquim, refletiu sobre a vida e a época, para muitos pouco festiva. Afinal mesmo na reversa

Subdiretor José João Canavilhas