REVISTA LIVROS & LEITURAS

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sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Na Terra como no Céu


A Quetzal Editores continua a surpreender durante o mês de agosto, altura do ano em que há menos livros para apresentar. A nossa parceira acaba de fazer chegar à LIVROS & LEITURAS um conjunto de interessantes livros.

Coube-me a mim pegar nestas propostas de leitura e deixar aqui as sugestões ao longo deste mês. 

Permitam-me, desde logo, um elogio ao nome QUETZAL. Para quem não sabe, estamos perante uma linda ave, verde e vermelha, originária da América do Sul e Central. 

A etimologia onomástica advém do Grego e remete-nos para uma ave de linda plumagem e cauda longa.

A primeira proposta de leitura que apresento da Quetzal Editores é esta que destaco em título.

"Cloris Waldrip, uma texana de setenta e dois anos, é a única sobrevivente da queda de uma avioneta nas montanhas de Bitterroot, no Montana. 

É ela que conta a sua história. Enquanto luta para se manter viva no meio de uma natureza inacessível e implacável, Cloris receberá a ajuda de um homem, que foge de alguma coisa. 

Cloris conta a aventura já com noventa anos, e a forma como esta fez dela uma pessoa diferente.

Numa segunda linha narrativa, a guarda-florestal Debra Lewis - uma mulher de trinta anos, solitária e alcoólica - acredita que Cloris terá sobrevivido ao acidente e insiste, contra tudo e contra todos, em procurá-la. 

A ela juntar-se-á o FBI - que procura o rasto de uma adolescente e do seu raptor - e um excêntrico profissional em buscas com a sua filha de dezoito anos.

Clássico, original e cheio de humor, Na Terra como no Céu é um romance magnético da primeira à última página.

Sílvia Fernandes / Diretora Adjunta

terça-feira, 11 de julho de 2023

Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia

Esgotado há muito e um dos livros mais procurados de J. Rentes de CarvalhoOs Lindos Braços da Júlia da Farmácia é um título essencial na bibliografia do autor, reunindo alguns dos seus melhores contos de sempre.

Em cada história de J. Rentes de Carvalho estamos todos nós. Observadores e observados, criaturas e criadores, adoradores de enigmas, cómicos ou envergonhados. É o que somos, personagens à deriva.

«Os braços da Júlia da farmácia ainda um dia o deitam a perder. No emprego usa a bata branca do regulamento, mas na rua, mal o tempo aquece...

A reedição fica disponível a 13 de julho.

By Quetzal Editores

segunda-feira, 20 de março de 2023

Lançamento de A Trombeta Vaga


A Quetzal Editores e a Cinemateca Portuguesa têm o prazer anunciar o lançamento do livro A Trombeta Vaga, de Simão Lucas Pires, que decorre na segunda-feira, 27 de março, às 18h30, na Cinemateca Portuguesa. Com apresentação de Gonçalo M. Tavares.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

A Puxar ao Sentimento


Com este livro de fados inéditos, o génio poético de Vasco Graça Moura é recordado quatro anos após a sua morte. Na obra de Vasco Graça Moura, que escreveu vários ensaios sobre a origem deste género musical, há muitas incursões no fado e, inclusive, um livro que lhe é inteiramente dedicado: Letras do Fado Vulgar. O poeta escreveu alguns fados para as vozes de intérpretes como Mísia, Kátia Guerreiro ou Cristina Branco. 

A puxar ao sentimento inclui um bom número de fados inéditos de Vasco Graça Moura, marcados pelo seu génio melancólico e pleno de ironia - são poemas maravilhosos que, só por si, constituem uma homenagem ao fado e uma contribuição literária para abrir (ainda mais) as suas portas. 

Quatro anos depois da morte de Vasco Graça Moura, esta é uma forma de continuar a recordar uma das grandes vozes da poesia e da literatura portuguesas do nosso tempo.

sábado, 22 de dezembro de 2018

A Praia de Manhattan


Depois de A Visita do Brutamontes, Jennifer Egan regressa com um emocionante romance histórico que tem a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial em pano de fundo. Os anos 1940. Anos de guerra e de esforço de guerra nos estaleiros navais de Brooklyn.

No mesmo espaço geográfico, os sindicatos e as lutas pela supremacia das várias máfias: italiana, irlandesa, outras. Anna Kerrigan é a figura central do romance. Trabalha nos estaleiros (como centenas de outras raparigas) e deseja ardentemente ser a primeira mulher mergulhadora. Isto num tempo em que a vida das mulheres era ainda muito circunscrita. Mas Anna quer sobretudo saber o que aconteceu ao pai, que desaparecera anos antes, sem deixar rasto. A história começa com Anna pela mão do pai, numa visita a casa do encantador mafioso Dexter Styles, em Manhattan Beach, e é nessa mesma praia que, de certa forma, se encontra o seu princípio e desfecho. 

Por detrás do incrível bulício das docas e da agitada vida da cidade, a toda a volta, o mar: o mar que tudo liga, e que transforma as personagens, que destrói e dá vida, que esconde e revela. Uma narrativa extremamente cinematográfica que evoca o universo de Há Lodo no Cais - transcendendo-o em fôlego e âmbito.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Bíblia (Vol.IV)


Brilhante e imarcescível é a sabedoria! E é facilmente discernida por aqueles que a amam; E será encontrada por aqueles que a procuram. Pois há nela um espírito inteligente, santo, Único, multifacetado, subtil, Móbil, lúcido, impoluto, Claro, invulnerável, que gosta do bem, agudo, Irreprimível, benfazejo, amigo da Humanidade, Firme, seguro, despreocupado, Poderoso em tudo, que tudo vê, Que penetra através de todos os espíritos Que são inteligentes, puros e subtilíssimos. Sabedoria 6:12; 7:22-23


A literatura sapiencial, já cultivada na Mesopotâmia e no antigo Egito, constitui um dos mais antigos géneros literários. A Bíblia transmite-nos vários textos pertencentes a este género. Reunidas neste primeiro tomo do Volume IV da Bíblia traduzida por Frederico Lourenço, encontramos vozes contrastantes e complementares do antigo pensamento judaico, que nos dão a ouvir o pessimismo desassombrado de Eclesiastes, a exaltação erótica do Cântico dos Cânticos, a revolta de Job, o rasgo filósofo do livro de Sabedoria e o pensamento controverso de Ben Sira, o Eclesiástico, cujas atitudes desumanas em relação a mulheres e escravos levantam questões incómodas, que estão, ainda hoje, no centro da nossa atualidade.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Hoje Estarás Comigo no Paraíso



Bruno Vieira Amaral recebeu todos os prémios literários de prestígio em Portugal: o Prémio Saramago 2015, o Prémio Pen para Narrativa 2013, o Prémio Fernando Namora 2013 e o Prémio Time Out para Livro do Ano 2013. A 7 de abril, chega às livrarias «Hoje Estarás Comigo no Paraíso», o seu mais recente romance, que o confirma como uma das mais interessantes vozes no panorama ficcional português.

Partindo de acontecimentos reais, «Hoje Estarás Comigo no Paraíso» faz a investigação literária do homicídio do primo João Jorge, e usa essa mesma investigação para reconstruir e recuperar memórias pessoais e familiares.

«Para mim, João Jorge nasceu na noite em que o mataram, nas hortas a caminho da Vila Chã. A minha avó materna dizia que, naquela madrugada, ouviu gritos perto do cemitério e, mesmo antes de ter ido à varanda, curiosa e apavorada e sem acender a luz, soube logo que acontecera uma grande desgraça. Até ao fim da vida, quando falava de João Jorge, repetia os passos daquela madrugada distante, ia até à varanda, apontava para o lugar onde antigamente ficavam as hortas e dizia que naquela noite amarga, enquanto lavava a loiça, ouvira uns gritos assustadores, como se estivessem a matar porcos. No dia seguinte – e disto lembro-me perfeitamente – carregada com os sacos de compras, ofegantes e muito vermelha, nem esperou para entrar em casa: «Mataram aquele teu primo, o João Jorge», disse.», é o primeiro parágrafo do mais recente romance de Bruno Vieira Amaral.

Inspirado por autores como Nelson Rodrigues, W.G. Sebald e Mario Vargas Llosa, entre outros, Bruno Vieira Amaral publicou em 2014 o romance «As Primeiras Coisas», que lhe valeu a distinção dos mais importantes prémios literários e a aclamação da crítica e leitores.

Sinopse: Em Hoje Estarás Comigo no Paraíso, Bruno Vieira Amaral desenha uma investigação do assassínio do primo João Jorge – morto no bairro em que ambos viviam no início dos anos 80 – e usa essa investigação como estratégia de recuperação e construção da sua própria memória: a infância, a família, o bairro e as suas personagens, Angola antes da Independência e nos anos que se lhe seguiram, e a figura – ausente – do pai. Na reconstituição da personalidade e do percurso da vítima, da noite em que tudo aconteceu, na apropriação que o narrador faz de uma ligação com João Jorge (mais ou menos forjada pelos mecanismo da memória) – e de que faz parte essa busca mais ampla das dobras do tempo e do esquecimento – são utilizados os mais diversos materiais: arquivos da imprensa da época, arquivos judiciais, testemunhos de amigos e familiares, e a literatura, propriamente dita – como uma possibilidade de verdade, sempre.

Sobre o autor: Bruno Vieira Amaral estudou História Contemporânea e é crítico literário, ensaísta e romancista. O seu primeiro romance, «As Primeiras Coisas», foi distinguido com variadíssimos prémios e mereceu, em 2016, a nomeação de Uma das Dez Novas Vozes da Europa (Ten New Voices from Europe), escolhidas pelos jurados da plataforma Literature Across Frontiers.