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quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Desertar

O muito aguardado novo romance de Mathias Enard, um dos mais reputados escritores franceses da atualidade, observa como a guerra mexe com os aspectos mais íntimos das nossas vidas.

Desertar alterna a história de um soldado desconhecido – que, à margem de um campo de batalha indeterminado, tenta fugir da sua própria violência – com a de um genial matemático da Alemanha Oriental, tragicamente desaparecido, desde a ascensão do nazismo até ao colapso dos Estados comunistas.

Duas narrativas que estabelecem um diálogo entre si através de diferentes guerras, como se a Europa ainda não tivesse acabado de pagar o preço do seu imperialismo e das suas ideologias.

Mathias Enard desenvolve aqui uma economia do silêncio e da vibração, produzindo uma densidade romanesca inversamente proporcional ao número de palavras empregues.

Se partirmos do pressuposto de que a guerra é a História em marcha, ontem como hoje, Desertar arma-nos com imagens e conjeturas para decifrar as equações aleatórias que ela contém.

«Mathias Enard justapõe dois destinos aparentemente sem relação um com o outro. Como de costume, combina o estilo e a sabedoria, uma escrita virtuosa e o amor dos arquivos.»

Le Monde

«Um romance rico, complexo e hipnótico.»

Le Figaro Littéraire

«O talento, a inteligência e a originalidade que distinguem este romance são um reflexo genuíno do que pode ser a riqueza da literatura.»

France Inter

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Os Dias Do Ruído

 


"Os Dias do Ruído", de David Machado

Nas livrarias a 3 de Setembro

Uma história que explora as complexas dimensões do mundo contemporâneo, profundamente dominado pelas redes sociais, em que as vozes se sobrepõem quase sempre numa estridência incompreensível, revelando todas as contradições e incoerências não apenas de uma mulher, mas de qualquer ser humano.

Dois anos depois de ter matado um terrorista islâmico evitando um atentado num café de Paris, Laura viaja pelo mundo contando a sua história e promovendo o livro em que relata o acontecimento. A fama em torno do seu nome espalha-se por toda a parte mas, nas redes sociais, o debate acerca do que fez levanta questões sobre feminismo, racismo, xenofobia e todo o tipo de extremismos.

Laura é glorificada por muitos, mas também alvo de ameaças de morte que, se a princípio prefere desvalorizar, acabam por obrigá-la a fugir e procurar refúgio no único lugar onde, contrariamente a tudo aquilo em que acreditava, se sente segura.

É então nas pausas desse ruído virtual que enche o mundo, e de que ela também depende inexoravelmente, que Laura compreenderá as implicações do seu acto.

Os Dias do Ruído é o quinto romance publicado pela Dom Quixote de David Machado, vencedor do Prémio da União Europeia para a Literatura, em 2015, com Índice Médio de Felicidade.

«Deixem Falar as Pedras reivindica de forma convincente o regresso à narratividade, pois revela uma notável segurança narrativa.»

Pedro Mexia

«Depois de ter dissecado um Portugal salazarista em Deixem Falar as Pedras, o escritor volta-se, agora, para os filhos e netos da Revolução de Abril. O resultado é um (excelente) manifesto: unidos, venceremos.»

Sílvia Souto Cunha sobre Índice Médio de Felicidade

«Debaixo da Pele confirma aquilo que já se adivinhava, uma grande capacidade de escrita.»

José Riço Direitinho

«Força-nos, sem condenações morais, a indagar das razões porque a maioria dos cidadãos prefere ser formiga a gafanhoto.»

Miguel Real sobre A Educação dos Gafanhotos

terça-feira, 27 de agosto de 2024

Os Dias do Ruído



Dois anos depois de ter matado um terrorista islâmico evitando um atentado num café de Paris, Laura viaja pelo mundo contando a sua história e promovendo o livro em que relata o acontecimento. 

A fama em torno do seu nome espalha-se por toda a parte mas, nas redes sociais, o debate acerca do que fez levanta questões sobre feminismo, racismo, xenofobia e todo o tipo de extremismos.

Laura é glorificada por muitos, mas também alvo de ameaças de morte que, se a princípio prefere desvalorizar, acabam por obrigá-la a fugir e procurar refúgio no único lugar onde, contrariamente a tudo aquilo em que acreditava, se sente segura.

É então nas pausas desse ruído virtual que enche o mundo, e de que ela também depende inexoravelmente, que Laura compreenderá as implicações do seu acto.

Numa narrativa pessoal e emotiva, Os Dias do Ruído – o muito ansiado novo romance de David Machado, vencedor do Prémio da União Europeia para a Literatura – explora as complexas dimensões do mundo contemporâneo, profundamente dominado pelas redes sociais, em que as vozes se sobrepõem quase sempre numa estridência incompreensível, revelando todas as contradições e incoerências não apenas de uma mulher, mas de qualquer ser


A Selva Dentro de Casa

 




A Selva Dentro de Casa

Possidónio Cachapa



Dom Quixote
Literatura Lusófona

Nas livrarias a 10 de Setembro

Possidónio Cachapa passa a integrar o catálogo da Dom Quixote com um livro sobre a infância e sobre a guerra, onde tudo é verdade e tudo é literatura.

Com um forte pendor autobiográfico, A Selva Dentro de Casa conta-nos, pela voz de uma criança, a história de um homem jovem que é enviado para a guerra em África deixando o sobrinho enredado na sua selva pessoal. Enquanto o tio e a lembrança dos dias felizes o abandonam, esta criança-narrador enfrenta o desafio de sobreviver num país marcado por outras formas de violência, a começar pela que existe no seio da sua própria família. O medo e os perigos estendem-se muito para lá das ervas altas e do rugir dos animais selvagens… a selva pode encontrar-se até mesmo dentro de casa.

Partindo da experiência pessoal do tio do autor, este romance procura ir mais além, tentando iluminar o mistério do que se passou com milhares de jovens portugueses arrancados às suas casas e atirados para um continente desconhecido, na tentativa de salvar o que restava do sonho de um império.
Os que sobreviveram regressaram diferentes, com a selva dentro de si, e passaram o resto das suas vidas a tentar recuperar a pessoa que um dia foram. Mas nem as famílias nem as noivas que os aguardavam sabiam como receber alguém transformado pela violência da guerra.


Ao dar voz ao que esses homens nunca conseguiram verbalizar, esta narrativa pode contribuir para que se compreendam as causas do trauma. E, talvez, ajudar as famílias que sofreram os danos colaterais desse conflito a encontrar alguma paz nessa reconciliação com a sua presença ou memória.

Emocionante e repleto de ternura, eis um romance que confirma a voz especial e única de um grande escritor.

Possidónio Cachapa é escritor, professor e realizador.
Doutorado em Ciências da Comunicação – na área de Estudos de Adaptação Cinematográfica – é autor de diversos romances, contos, livros de crónicas e argumentos de longas e curtas-metragens.


Nascido no Alentejo, viveu nos Açores e em várias partes do mundo.
É um viajante incansável, e gosta de pensar em si como alguém que vive permanentemente entre o mar e o campo.


A sua obra encontra-se traduzida em vários países, nomeadamente Espanha, Itália, Bulgária ou Suécia, sendo objeto de estudo em universidades estrangeiras.


Além de alguns dos seus livros terem sido adaptados ao cinema e ao teatro, escreveu, produziu e realizou diversos filmes de ficção e documentais, premiados em festivais nacionais e internacionais.


Entre as dezenas de títulos publicados, destacam-se os romances Materna Doçura (1998), O Mar por Cima (2002) e A Vida Sonhada das Boas Esposas (2019).

Deus e a Ciência, as Provas


"Deus e a Ciência, as Provas", de Michel-Yves Bolloré e Olivier Bonnassies (Dom Quixote) - Deus existe? 

Com prefácio do Prémio Nobel da Física, Robert W. Wilson, aqui se apresentam os avanços científicos que provam a existência de Deus e o milagre de Fátima após três anos de investigação e entrevistas com mais de 20 cientistas.

Os autores estarão em Lisboa entre 20 e 23 de setembro disponíveis para entrevistas

À venda a 17 de setembro.

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Marques Mendes assina o prefácio desta obra


A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 5 de setembro, o livro “Portugal: Porquê o País do Salário Abaixo de Mil Euros?”, dos economistas Luís Valadares Tavares e João César das Neves, no qual os dois conversam sobre a evolução do país nas últimas décadas e os grandes bloqueios que impedem a realização das reformas indispensáveis ao progresso e ao crescimento económico. Os autores chamam-lhe o “novo livro do desassossego”, “um sobressalto cívico indispensável e uma importante pedrada no charco”.  

domingo, 27 de agosto de 2023

Portugal: Porquê o País do Salário Abaixo de Mil Euros?

“Portugal: Porquê o País do Salário Abaixo de Mil Euros?”, de Luís Valadares Tavares e João César das Neves (Dom Quixote) Com prefácio de Luís Marques Mendes, os dois economistas chamam, a esta conversa sobre a evolução do país nas últimas décadas e os grandes bloqueios que impedem a realização das reformas indispensáveis ao progresso e ao crescimento económico, “o novo livro do desassossego”. 

«Quase 50 anos depois do 25 de Abril, mudámos muito, mas podíamos e devíamos ter mudado muito mais; tivemos ciclos relevantes de transformação e mobilização da sociedade, mas desde o início deste século que andamos sistematicamente a baixar de divisão na Europa; a maior e mais preocupante consequência prática deste nivelamento por baixo está nos salários médios de mil euros que este livro cruelmente recorda e que atormenta milhões de portugueses”, escreve Luís Marques Mendes. 

À venda a 31 de agosto.

By Dom Quixote

quinta-feira, 6 de julho de 2023

11 de julho: A Guerra dos Chips"


A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 11 de julho, “A Guerra dos Chips”, do professor universitário norte-americano Chris Miller, que explica como a luta pela tecnologia mais importante da atualidade, o controle dos semicondutores, pode estar a alterar o poder militar, económico e geopolítico.

Os chips dos computadores são considerados o novo petróleo, já que virtualmente tudo – desde os mísseis aos micro-ondas, dos smartphones à bolsa de valores – funciona com semicondutores. Até recentemente, os Estados Unidos desenhavam e produziam os chips mais avançados e eram a superpotência nesta área. 

terça-feira, 27 de junho de 2023

A Guerra dos Chips

A guerra dos chips e um guia emocional de 


"A Guerra dos Chips" é  uma obra de Chris Miller (Dom Quixote).

O combate pelo controle da tecnologia dos semicondutores – os chips dos computadores são considerados o novo petróleo - entre os Estados Unidos e a China pode alterar o poder militar, económico e geopolítico. 

Virtualmente tudo – desde os mísseis aos micro-ondas, dos smartphones à bolsa de valores – funciona com semicondutores

Aqui se conta história como os minúsculos chips de silício surgiram para redefinir o mundo.


sábado, 24 de junho de 2023

A Arca Perdida da Aliança




Para muitos conhecido como o “Indiana Jones britânico”, o professor Tudor Parfitt tem dedicado toda a sua vida a encontrar tribos perdidas em lugares remotos, em expedições que vão desde a Israel à Papua Nova Guiné. 

Neste livro, Parfitt consegue aliar os princípios rigorosos que pautam a sua vida académica com o drama e o detalhe da sua veia de escritor. 

O resultado é um romance policial lúcido, hipnotizante e de excelência. Quanto ao assunto em questão, como o título indica, trata-se da história da Arca da Aliança, que se pensava perdida há mais de 2500 anos.

Aquele que se pensava ser apenas um mito bíblico foi finalmente descoberto após uma aventura que ocupou cerca de 20 anos da vida de Tudor Parfitt.

O resultado é um romance policial lúcido, hipnotizante e de excelência. Quanto ao assunto em questão, como o título indica, trata-se da história da Arca da Aliança, que se pensava perdida há mais de 2500 anos. Aquele que se pensava ser apenas um mito bíblico foi finalmente descoberto após uma aventura que ocupou cerca de 20 anos da vida de Tudor Parfitt.

Com traços indiscutíveis de guia de viagens, tédio é termo que o estilo de “A Arca Perdida da Aliança” recusa liminarmente. Inegável é também o carácter controverso do lugar apontado para a localização da arca. A ilustrar esta aventura temos, na parte central, um conjunto de fotografias da expedição do autor. 

Sílvia Fernandes  / Diretora-Adjunta 

sábado, 17 de junho de 2023

Snobs

O novo livro de Rita Ferro, um inteligente e divertido retrato dos snobs. O snob caracterizado neste livro é alguém pobre ou rico, de condição social elevada – ou que assim se considera –, pertencente à alta sociedade e com raízes na nobreza, a quem qualquer outra forma de estar pode causar reserva, enfado ou desdém, e cujos hábitos, predilecções, comportamento e léxico se constituem por um conjunto de regras e códigos vitalícios muito exclusivos, imediatamente reconhecidos pelos pares, que podem abespinhar outras «tribos» pela presunção de excelência.

Em Portugal, como em todo o mundo, o grupo é fechado, sóbrio e discreto, situando-se nos antípodas, por exemplo, do jet set, de que em regra se demarca, horrorizado pelo espalhafato da sua conduta, a vulgaridade do seu gosto e o alarde dos seus bens.

Para caracterizar o exemplar português, a escritora Rita Ferro, criada nos mesmos ambientes e sempre provocadora, oferece-nos agora um retrato cirúrgico de como fala e se comporta um verdadeiro snob, sob a forma de um dicionário, ilustrado por Sérgio Condeço, revelando os segredos e mistérios de um tipo de vida que sobrevive, quase incólume, a toda a modernidade.

terça-feira, 30 de maio de 2023

“Uma Vida Dada a Deus”, homenagem ao cónego João Seabra

A Dom Quixote edita hoje, 30 de maio, “Uma Vida Dada a Deus”, homenagem ao cónego João Seabra (1949-2022), numa altura em que passa um ano da sua morte (3 de Junho de 2022). 

O Presidente da República recorda “uma amizade fraternal que nasceu, cresceu e nunca morreu uma amizade fraternal de bem mais de meio século” do amigo de infância na Estrela, no primeiro capítulo de um livro que inclui depoimentos de D. Manuel Clemente, a análise da obra pelo economista João César das Neves e as quatro últimas homílias proferidas pelo padre.

Chamava-se João Seabra. Era, já naquela dúzia ou pouco mais de anos, o Homem que marcaria a Igreja Católica, a Educação e Portugal. 

Como Presidente da República Portuguesa, tive a honra de lhe testemunhar o reconhecimento por essa vida ao serviço de Portugal. Mas essa honra, sendo justíssima, não é o mais importante que lhe devo. Tive o privilégio de ele me ter aceitado como seu amigo, na nossa adolescência. E, com essa amizade, ter mudado, para sempre, a minha vida”, escreve Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto D. Manuel Clemente prefere destacar uma vida particularmente “fecunda e criativa”.  

“Pela convicção, pela ação e pela cultura. faz-nos falta em todo o lado: na Igreja, na sociedade e na cultura, bem como na agradabilíssima companhia pessoal. Supero a inevitável saudade dele com a herança que nos deixou para o futuro que construímos. Ainda com ele.”

terça-feira, 23 de maio de 2023

Montevideu


Novo romance de um dos maiores escritores espanhóis que regressa ao catálogo da Leya. Passado entre Paris e Cascais, Montevideu, Reiquiavique, St. Gallen e Bogotá. 

O narrador, um escritor de Barcelona não consegue escrever, com um bloqueio criativo, só quando deixa de dar importância à literatura é que ela regressa verdadeiramente à sua vida. 

Considerado um dos melhores livros do ano passado, segundo o El Mundo.

Tradução de José Teixeira de Aguilar. 

À venda a 27 de Junho.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Liderança


A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 23 de maio, “Liderança”, do ex-secretário de Estado norte-americano e Prémio Nobel da Paz, Henry Kissinger, que completa 100 anos a 27 de maio.

No livro analisa as vidas de seis líderes à luz das estratégias políticas distintas que considera terem adotado.

No pós-II Guerra Mundial, Konrad Adenauer recuperou a Alemanha derrotada e moralmente falida para a comunidade internacional através da «estratégia da humildade». 

Charles de Gaulle integrou a França nas potências aliadas vitoriosas e renovou a sua grandeza histórica com a «estratégia da vontade».

Durante a Guerra Fria, Richard Nixon deu vantagem geoestratégica aos Estados Unidos, concebendo a "estratégia do equilíbrio". Após 25 anos de conflito, Anwar Sadate criou um cenário de paz para o Médio Oriente com a «estratégia de transcendência».

Contra todas as expetativas, Lee Kuan Yew criou uma poderosa cidade-Estado, Singapura, seguindo a "estratégia da excelência". 

Apesar do Reino Unido ser «o homem doente da Europa», quando chegou ao poder, Margaret Thatcher renovou a posição moral e internacional do país, seguindo a "estratégia da convicção". 

Em cada um destes estudos, Kissinger conjuga reflexão histórica, experiência pública e – porque conheceu cada um destes estadistas – memórias pessoais.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Dom Quixote: A Alma Está no Cérebro

Eduardo Punset é advogado, economista, jornalista e professor universitário. 

A sua vasta experiência permitiu-lhe desempenhar funções ao mais alto nível europeu, tendo tido um papel fundamental no processo de transformação económica dos países do Leste, após a queda da cortina de ferro. 

O seu livro “Viagem à Felicidade” tinha já surpreendido pela revelação das mais recentes descobertas científicas sobre as emoções, bem como pela fórmula que propunha para a felicidade. 

Desta vez, a Dom Quixote propõe-nos “A Alma Está no Cérebro”, uma radiografia da nossa máquina de pensar.

O cérebro é um enigma que sempre atraiu cientistas, filósofos e artistas pela infinita quantidade de questões que suscita: se a alma é apenas resultado de reacções químicas, se o amor depende só de ligações neuronais, se os cérebros são todos iguais…

Este livro ajudará a desvendar os segredos deste labirinto que a todos define e distingue.

By Propostas Literárias  / Sílvia Fernandes 

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Revista L&L foi ao encontro da vencedora da 8ª edição do Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce

O livro “Assim Como Tu”, da autoria de Raquel Salgueiro, é ilustrado  por Jorge Margarido,  foi o vencedor da 8ª Edição do Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce, com edição da Dom Quixote.

Viemos a Castelo de Vide visitar Raquel Salgueiro e na excelente leitura e interpretação do Rui fizemos uma incursão ao mundo de descobertas de Antónia, a protagonista da obra, que acompanhámos na sua viagem de descobertas e autoconhecimento em família. 

"Antónia ainda não sabe que é pessoa. Para já o que faz melhor é sonhar. Ah! As pessoas conseguem sonhar. Acho que foi em sonhos que a Antónia viu as cores pela primeira vez.

E as cores podem ser pessoas. A pessoa azul, a pessoa amarela ou a pessoa vermelha. Nos sonhos da Antónia as pessoas misturam-se e fazem uma paleta de pessoas. Há pessoas primárias e pessoas secundárias. Há pessoas frias e pessoas quentes. 

Nos sonhos da Antónia também há luz. Mas quando o escuro invade os sonhos, a Antónia tem medo. E mesmo quando está acordada e não há luz, a Antónia tem medo do escuro. As pessoas têm medo. Ainda bem que tens a luz acesa...."

A autora, RAQUEL SALGUEIRO, nasceu em Lisboa, no ano de 1972. Depois dos 11 anos descobre os livros policiais e lê todos os que conseguiu ter. Desde essa idade que muitos livros se abrem aos  seus olhos e sempre ávida, devora-os . 

Em 2010, criou o projecto CABEÇUDOS. Desde então, é livreira, responsável pela programação cultural, motorista de itinerâncias e coautora do programa Fábrica de Histórias. 

"Em 2017, mudou-se para aquela que é, na sua opinião, a vila mais bonita do país - Castelo de Vide -, onde o tempo se estende pelas pessoas. 

Guarda na memória algumas frases de muitas conversas que escuta aqui e ali, e entusiasma-se a contar histórias. Acredita em fadas e bate palmas. Já plantou, pelo menos, cinco árvores e tem uma filha e um filho.

O livro “Assim Como Tu”, da autoria de Raquel Salgueiro,  teve na ilustração Jorge Margarido.

Foi o vencedor da 8ª Edição do Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce, com edição da Dom Quixote.

Revista L&L  / José João Canavilhas






quinta-feira, 11 de maio de 2023

Regresso da URSS

A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 16 de maio, num único volume, com prefácio, póstumo, do filósofo Paulo Tunhas, as obras de “Regresso da URSS” e “Apontamentos ao meu ‘Regresso da URSS’”, do escritor francês André Gide (1869-1951), vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1947.

Publicados pela primeira vez em, 1936 e 1937, respetivamente, os dois livros mantêm-se um testemunho fundamental.

Entusiasmado com o comunismo, o escritor visitou a União Soviética, em 1936, a convite das autoridades do país, integrado num grupo de outros intelectuais. 

Desiludido com o que viu, escreveu logo após voltar a França, estes dois testemunhos polémicos, que causaram vivo debate na época. Demonstrou desta forma a sua desilusão com a censura dos seus discursos e o estado geral da cultura no país.

“Ah! Porque não vim eu simplesmente como turista! Ou como naturalista, encantado por ali encontrar uma série de plantas novas, por reconhecer nos planaltos a ‘escabiosa do Cáucaso’ do meu jardim... Mas não foi isso que vim procurar na URSS.

O que me interessa é o homem, os homens, e o que pode ser feito com eles, o que tem sido feito com eles. A floresta que me atrai, terrivelmente densa, e onde me perco, é a das questões sociais.  Na URSS estas questões interpelam-nos, pressionam-nos e oprimem-nos em toda a parte”, escreve André Gide.

No prefácio, o filósofo Paulo Tunhas considera esta uma leitura fundamental: “A ilusão do comunismo continua ainda poderosa hoje, embora mais latente do que manifesta. 

quarta-feira, 3 de maio de 2023

9 de maio: A Liberdade Como Tradição

A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 9 de maio, “A Liberdade como Tradição”, do professor universitário João Carlos Espada, director e fundador do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, um olhar euro-atlântico sobre a cultura política de língua inglesa.

Através da descrição dos percursos e das ideias de 14 pensadores, procura clarificar o significado de «liberal», «conservador», «trabalhista», e faz uma defesa persuasiva da democracia liberal.

“Embora o tema central deste livro não seja a Aliança marítima entre Portugal e Inglaterra (que remonta a 1372/73, a mais antiga aliança do mundo, ainda em vigor), este pode ser um legítimo ponto de partida para ilustrar o seu propósito central: um olhar euro‑atlântico sobre a cultura política marítima de língua inglesa, em que a liberdade é entendida sobretudo como tradição e não como rutura”, escreve João Carlos Espada, no prefácio desta “viagem pessoal, perspicaz e esclarecedora de um europeu continental admirador da tradição de liberdade do mundo anglo‑americano”, considera Timothy Garton Ash, professor de Estudos Europeus, Universidade de Oxford, Inglaterra, e investigador sénior da Hoover Institution, Universidade de Stanford, EUA.

JOÃO CARLOS ESPADA é diretor e fundador (1996) do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, bem como da revista Nova Cidadania (1998).

Fundou a International Churchill Society of Portugal (2003), da qual é presidente, integrando também o International Board of Academic Advisers da instituição. Mantém uma crónica regular na imprensa desde 1985 (Jornal de Notícias, Expresso, Público), escrevendo no Observador desde 2016.

Doutorou-se em Estudos Políticos na Universidade de Oxford (1990‑1994), sob orientação de Lord Ralf Dahrendorf, tendo leccionado nas Universidades de Brown, Stanford e Georgetown, nos EUA, bem como no Colégio da Europa, em Varsóvia.

Foi consultor para assuntos políticos nos primeiros mandatos do Presidente Mário Soares (1986-1990) e do Presidente Aníbal Cavaco Silva (2006‑2011). Em 2018 foi distinguido com o título de Honorary Officer of the British Empire (OBE) pela Rainha Isabel II.

In Dom Quixote 

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Está quase a "Liberdade Como Tradição"


"A Liberdade como Tradição", de João Carlos Espada (Dom Quixote).

Provocadora meditação sobre um conjunto de pensadores políticos euro-atlânticos, servindo-se de conceitos atuais para clarificar o significado de «liberal», «conservador» e «trabalhista»,  fazendo uma defesa persuasiva da democracia liberal. 

À venda a 9 de maio.

“Regresso da URSS” e “Apontamentos ao meu Regresso da URSS”, de André Gide, agora com a Dom Quixote

“Regresso da URSS” e “Apontamentos ao meu Regresso da URSS”, de André Gide (Dom Quixote).

Publicados pela primeira vez em 1936 e 1937, respetivamente, os dois livros mantêm-se um testemunho fundamental e a Dom Quixote volta a colocar os livros no mercado, num único volume, com prefácio do Paulo Tunhas. 

À venda a 16 de maio.