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terça-feira, 3 de setembro de 2024

Autocracia

Nunca como agora foi tão urgente compreender o mundo. A política internacional está cada vez mais complexa, a tecnologia avança a cada segundo e a ameaça à paz mundial é constante. Atenta aos bastidores da política internacional, a historiadora e jornalista Anne Applebaum escreve Autocracia, Inc. –Os ditadores que querem governar o mundo.


Nesta obra, a vencedora de um Prémio Pulitzer mostra-nos como os líderes autocráticos e os seus regimes se estão a consolidar e como se entreajudam, independentemente das suas ideologias, utilizando novas tecnologias, propaganda sofisticada e redes internacionais de apoio para minar as instituições democráticas.


«Hoje em dia, as autocracias não são geridas por um homem mau isolado, mas por redes sofisticadas assentes em estruturas financeiras cleptocráticas, serviços de segurança – militares, paralimitares e policiais – e por peritos em tecnologia de informação e desinformação», escreve a autora na primeira página deste seu tratado. Mas as autocracias da atualidade não estão sozinhas. «Os membros destas redes encontram-se interligados não apenas no interior de uma dada autocracia, mas também com redes existentes em outros países autocráticos e mesmo em algumas democracias», alerta.


Resultado de uma vasta pesquisa, a obra revela como as autocracias modernas operam como uma corporação global, com desejo de ampliar a sua influência e destruir as normas democráticas.


Mas Applebaum também oferece possíveis caminhos de resistência e renovação política. «Podíamos, por exemplo, exigir que todas as transações imobiliárias, em qualquer parte dos Estados Unidos e Europa, sejam completamente transparentes. Podiamos exigir que todas as empresas sejam registadas em nome dos seus verdadeiros proprietários, e que todos os fundos revelem os nomes dos seus beneficiários. Podiamos proibir os nossos próprios cidadãos de guardarem o dinheiro em jurisdições que promovem o sigilo», enumera. Será que estamos prontos para isso?


A obra chega às livrarias no dia 5 de setembro.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Combater a força de um conflito insano



A Livros do Brasil publica Noite sem Lua, de John Steinbeck. Um símbolo de coragem e de patriotismo, uma ode à liberdade.

Inspirado pela resistência norueguesa à ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial, Noite sem Lua foi publicado em 1942 e circulou, muitas vezes clandestinamente, pelos vários países europeus.

Embora o texto nunca nomeie a força de ocupação como alemã, as referências ao «Líder» e às memórias de um conflito na Bélgica e em França vinte anos antes sugerem-no claramente. 

Escrita com o propósito de inspirar movimentos de resistência nos países ocupados, por esta obra John Steinbeck viria a ser condecorado com a Cruz da Liberdade pelo Rei Haakon VII da Noruega. 

Ainda assim, sobretudo no EUA, o autor foi criticado por algumas fações por humanizar demasiado o povo ocupante. Adaptada a peça de teatro e a filme, esta narrativa deve o seu título a um diálogo de Macbeth, de William Shakespeare. Esgotada em Portugal há vários anos, tem agora na coleção Dois Mundos uma nova tradução, de José Lima.

O livro já se encontra em pré-venda e estará disponível nas livrarias a 5 setembro.

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

O Dia Que Mudou Israel

"O Dia Que Mudou Israel", de Helena Ferro Gouveia (Oficina do Livro) - Resultado de uma reportagem de várias semanas no terreno, esta é a história do 7 de outubro e o massacre do Hamas contada por aqueles que o viveram e lhe sobreviveram. 

Um testemunho contra o esquecimento. 

À venda a 24 de setembro.

terça-feira, 10 de outubro de 2023

O Domínio do Poder - compreender os interesses da geopolítica mundial

Infelizmente vivemos tempos conturbados com guerras sem fim e novas guerras a começar. A situação em Israel é gravíssima. 

O Major-General, Filipe Arnaut Moreira, professor de geopolítica e geoestratégia, escreveu O DOMÍNIO DO PODER, um livro que mostra a sua visão das questões internacionais do nosso tempo, focando-se na guerra na Ucrânia, nas tensões entre Estados Unidos e China, passando pelas ameaças globais ao Planeta, ao movimento woke e à problemática das migrações. 


Um livro atual e fundamental para perceber as chaves da ordem mundial.

O livro está divido em 3 partes: a primeira apresenta as figuras centrais do mundo atual internacional, as suas motivações e interesses, e as ferramentas da geopolítica; a segunda parte debruça-se sobre os conflitos atuais e a terceira lança uma nova abordagem da geopolítica focada nas ameaças globais.

Inclui dezenas de mapas explicativos e algumas imagens de apoio às temáticas abordadas.

By Planeta

quinta-feira, 6 de julho de 2023

11 de julho: A Guerra dos Chips"


A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 11 de julho, “A Guerra dos Chips”, do professor universitário norte-americano Chris Miller, que explica como a luta pela tecnologia mais importante da atualidade, o controle dos semicondutores, pode estar a alterar o poder militar, económico e geopolítico.

Os chips dos computadores são considerados o novo petróleo, já que virtualmente tudo – desde os mísseis aos micro-ondas, dos smartphones à bolsa de valores – funciona com semicondutores. Até recentemente, os Estados Unidos desenhavam e produziam os chips mais avançados e eram a superpotência nesta área. 

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Um Ocidente Sequestrado ou a Tragédia da Europa Central

Este foi um dos mais recentes livros chegados à REVISTA LIVROS & LEITURAS

A direção da L&L pediu Milan Kundera por diferentes motivos... Talvez o facto de ter sempre em destaque, no RECANTO LITERÁRIO da TOCA DA LEBRE, A Insustentável Leveza do Ser explique quase tudo.

Milan Kundera é um escritor checo. Está exilado em França e já tem 94 anos. Nasceu no dia 1 de abril de 1929, mas continua ativo. Foram suas influência, entre outros, Miguel Cervantes e kafka

Parabéns também à D. Quixote.

UM OCIDENTE SEQUESTRO OU A TRAGÉDIA DA EUROPA CENTRAL é um pequeno e precioso livro de extraordinária atualidade para a reflexão sobre a Europa que estamos a construir e os seus fundamentos.

Este livro reúne dois textos escritos antes da Queda do Muro e do fim da Guerra Fria: o discurso de Kundera, já então uma destacada figura da literatura europeia, ao Congresso dos Escritores da Checoslováquia de 1967, em plena Primavera de Praga, que viria a ser esmagada pela invasão das tropas do Pacto de Varsóvia; e um longo artigo publicado na revista francesa Le Débat, em novembro de 1983, quando Kundera já tinha abandonado a sua pátria para viver em França.

Apresentados respetivamente por Jacques Rupnik e Pierre Nora, estes textos debatem corajosamente as ameaças que pesam sobre a Europa e a sua identidade cultural, a necessidade de liberdade e de autonomia dos criadores artísticos contra uma cultura de propaganda e contra a censura, o papel da barbárie na vida das nações e dos seus povos. 

São surpreendentemente premonitórios, como acontece muitas vezes com os grandes escritores

Passos importantíssimos foram dados na construção dessa Europa livre e democrática, e a história deu razão a Milan Kundera: as «pequenas nações» centro-europeias integram agora esse mundo fundado numa cultura livre e respeitadora das línguas e das tradições dos povos que as compõem. 

Mas as ameaças estão de novo bem à vista, com o ressurgimento das ideias censórias e autoritárias e com a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. 

As batalhas por essa Europa sonhada por Kundera voltam à primeira linha das nossas preocupações. 

Eis um livro com uma missão: a de armar o nosso pensamento ajudando-nos a travar essas batalhas.

Sílvia Fernandes  / Diretora-Adjunta 

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Amanhã: "Mulheres na Guerra"


Ana Gomes e o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Duarte da Costa, apresentam “Mulheres na Guerra”, da jornalista e comentadora Helena Ferro Gouveia, amanhã, terça-feira, 27 de junho, às 18h30, na LeYa na Buchholz. O livro faz a biografia de 18 mulheres, divididas entre guerreiras, rainhas, jornalistas e espias.

“A guerra é, também, ‘um assunto demasiado grave para ser deixado apenas aos homens’, conclui Ana Gomes, no posfácio de uma obra que Helena Ferro Gouveia escreveu porque “seja qual for a época e o conflito, quando os combates terminaram, o contributo feminino é frequentemente desvalorizado ou mesmo apagado da memória. Há muitas histórias de mulheres na guerra para contar. 

Este livro honra essas lutadoras tantas vezes esquecidas porque já se escreveram numerosos livros sobre a guerra, sobre táticas e operações militares, sobre o combate e os combatentes – obras escritas por homens e acerca de homens. 

A verdade, porém, é que as mulheres combateram em mais épocas e mais civilizações do que é geralmente reconhecido.”

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Blair, a Moral e o Poder

Com apenas 28 anos de idade, Bernardo Pires de Lima aplicou todos os seus conhecimentos adquiridos ao longo dos últimos anos na área das relações internacionais nesta obra trazida até nós pela Guerra e Paz. 

Como o próprio título indica, o tema central será a figura de Tony Blair e o período de dez anos em que a sua influência mais se fez sentir enquanto líder da política externa na Grã-Bretanha. 

Os seus reflexos na Europa e no Mundo nunca mais serão esquecidos. Com prefácio de José Lamego, fazendo uso de uma compreensão algo crítica dos acontecimentos, mas sem emitir juízos de valor, o autor explora em seis capítulos uma década de política externa dos trabalhistas a nível nacional e internacional. 

A “ousadia intelectual” do autor foi o ingrediente decisivo na construção de “Blair – A Moral e o Poder”. 

Do final da Guerra Fria a Maastricht, passando pelo Kosovo e Iraque, aqui se prova que escrever sobre a história do presente é possível e, acima de tudo, fundamental para o futuro de todos nós enquanto cidadãos do mundo.

Sílvia Fernandes  / Subdiretora 

terça-feira, 6 de junho de 2023

Os Resistentes

A Oficina do Livro edita na próxima segunda-feira, 12 de junho, “Os Resistentes”, do major-general Nuno Lemos Pires, um militar com larga experiência no terreno e conhecedor dos conflitos que grassam pelo mundo, que analisa o poder do sacrifício humano, da resistência, no combate ao invasor, da antiguidade passando por Timor-Leste e pela Ucrânia.

Testemunha direta do sofrimento causado pela guerra, mas também da capacidade de abnegação do ser humano em situações-limite.

Nuno Lemos Pires faz uma reflexão sobre o poder das ideias de nação, comunidade e família, enquanto valores defendidos pelos resistentes até às últimas consequências e, em simultâneo, um manifesto contra a indiferença generalizada pelos dramas vividos em guerras distantes.

“Falar do fenómeno da resistência, na atualidade, sustentado, na medida adequada, no passado, e norteado, também na medida do adequado, para o futuro, designadamente para a possibilidade de poder projetar e, por conseguinte, de poder criar reflexões e caminhos foi a ideia deste livro. A tese é a da resistência como ato de família (independentemente de se tratar da genética e/ou da escolhida). Porque sempre assim foi, é e continuará a ser.”

domingo, 21 de maio de 2023

Mulheres na Guerra

A Oficina do Livro edita na próxima terça-feira, 23 de maio, “Mulheres na Guerra”, da jornalista Helena Ferro Gouveia.  

Com posfácio de Ana Gomes, o livro faz a biografia de 18 mulheres divididas entre guerreiras, rainhas, jornalistas e espias.

domingo, 7 de maio de 2023

Rússia diz que atentado contra escritor pró-Kremlin é responsablidade da Ucrânia e dos aliados



O carro de Zakhar Prilepin explodiu, no sábado, na região russa de Nizhny Novgorod. O escritor ficou ferido e o condutor da viatura morreu.

As autoridades russas anunciaram a detenção do suspeito de ter feito explodir o carro do conhecido escritor pró-Kremlin Zakhar Prilepin. 

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, já tinha acusado Washington e a NATO de terem alimentado "outra célula terrorista internacional: o regime de Kiev". Disse ainda que o ataque "é da responsabilidade direta dos Estados Unidos e Reino Unido".

O carro de Zakhar Prilepin explodiu no sábado na região russa de Nizhny Novgorod. 

O escritor ficou ferido e o condutor da viatura morreu.

In Euronews

sexta-feira, 14 de abril de 2023

12 Erros que Mudaram Portugal

João Vasco Almeida e Rui Baptista reuniram neste livro doze dos mais caricatos erros de Portugal ao longo de 800 anos. 

Alguns de circunstância, outros graves e reveladores da nossa falta de jeito para a administração. Cruzam-se dados de várias fontes e comentam-se criticamente os acontecimentos, sem se ter a pretensão de se criar um livro de História. Desde os erros de D. Afonso Henriques aos da Inquisição, passando pelo deslumbramento de D. João V com o ouro do Brasil, até às influências nefastas dos portugueses na alimentação mundial, tudo é mirado pelos autores.

Os últimos capítulos são dedicados às incongruências do hino nacional, aos erros de Marcelo Caetano por não democratizar o país e do próprio Cavaco Silva, aqui apontado por não ter, desde o princípio, tomado conta dos portugueses do ponto de vista afectivo. Ilustrado por Ricardo Cabral, “12 Erros que Mudaram Portugal” surge pela Guerra e Paz.

quinta-feira, 13 de abril de 2023

Exposição "Ucrânia Insubmissa", dos jornalistas Cândida Pinto e David Araújo


A refugiada ucraniana Daria Dimitriuk e a professora universitária Sandra Fernandes apresentam "Ucrânia Insubmissa", dos jornalistas da RTP, Cândida Pinto e David Araújo, que reúne, em livro, as muitas histórias e fotos que juntaram nas reportagens que fizeram no país. 

No dia 20 de abril, às 21h00, inaugura também na estação de Metro São Bento, no Porto, a exposição “24.02.2022, o Dia Mais Longo que Nunca Mais Acabou”, que mostra os rostos e as cidades ucranianas, fotografadas por David Araújo, ao longo de vários meses de trabalho na Ucrânia.

Episódios passados na ponte de Irpin, em Kharkiv, no Donbass ou em Kiev. Relatos que acompanham a vida de Ilya que foi soldado, os noivos Anastasia e Vaicheslav que casaram numa paragem da guerra, de Vova, de 12 anos, que sobreviveu para contar uma história em voz ténue, sem verter uma única lágrima.  

“Imprevisível. Foi esta a palavra tantas vezes ouvida no início da invasão russa da Ucrânia e pelo tempo fora. A princípio duvidava. Será que iriamos mesmo entrar numa guerra? Parecia-me impossível que, em 2022, não existissem vias de entendimento suficientes para evitar um conflito de grandes proporções no continente europeu. Estava enganada.

A 24 de fevereiro de 2022 eu e o repórter de imagem David Araújo encontrávamo-nos na cidade de Kiev, alvo prioritário da invasão russa de larga escala. A nossa missão era clara: dar testemunho, apesar de todas as limitações, do que estava a acontecer. Passámos por dias de grande incerteza, silêncio, amargura, medo, exaustão. Às vezes pequenas surpresas, breves alegrias. E depois aquela súbita vertigem de um míssil a mudar o correr das vidas. E os exemplos de resistência e resiliência de um país a ser interrompido e invadido – porém, insubmisso”, escreve Cândida Pinto, na introdução.

O Piloto de Casablanca



O advogado José António Barreiros conta a história, desconhecida, do aviador José Cabral, um herói português na II Guerra Mundial, no livro “O Piloto de Casablanca”, que a Oficina do Livro edita na próxima terça-feira, 18 de abril. Nesse mesmo dia, o jornalista Carlos Fino e Luís Eloy apresentam a obra, às 18h30, na Livraria Leya na Buccholz, em Lisboa.

Durante a II Guerra Mundial, quando voar era ainda uma aventura arriscada, a ligação aérea entre Lisboa, Tânger e Casablanca, celebrizada num dos mais emblemáticos filmes de Hollywood, era exclusivamente assegurada por Portugal, enquanto país neutro no conflito. 

O piloto que fazia essa rota, por vezes em condições de grande perigo, chamava se José Cabral e era um comandante de marinha, corajoso e audaz. Graças a esta figura notável da aviação naval, com contactos nos serviços secretos britânicos e norte-americanos, refugiados de guerra salvaram-se da ameaça nazi e diplomatas e militares das forças Aliadas cumpriram missões na operação de desembarque no Norte de África, dando início ao princípio do fim do III Reich. 

Cabral viria a ser galardoado com a mais alta distinção concedida pelos Estados Unidos a militares estrangeiros, mas caíria no esquecimento no país onde nasceu. Resgatando a sua memória, José António Barreiros recorda a sua vidae bravura: “A natureza secreta das missões que desempenhou ainda está por desvendar. Este livro deu apenas o primeiro passo.”

José Cabral nasceu em Mangualde em 1897. Fizera carreira na aviação naval no rio das Pérolas em Macau, notabilizando-se pela coragem, espírito de sacrifício e vida aventurosa. Aprendera a pilotar em França, onde tirou o brevet de aviação civil. Dali, como capitão-tenente, passou para uma companhia aérea privada, a Aero Portugues, em 1938, que voou para o norte de África durante a II Guerra Mundial, a única companhia autorizada por Portugal ser um país neutral e Cabral o seu único piloto.  

JOSÉ ANTÓNIO BARREIROS nasceu em Malanje, Angola, em 1949. É advogado criminalista e autor de vários livros sobre essa área jurídica. Tem estudado a guerra secreta em Portugal no período 1939-1945, sendo autor do site 24Land. Sobre esse tema publicou O Espião Alemão em Goa e Traição a Salazar (ambos pela Oficina do Livro), além de Nathalie Sergueiew – Uma Agente Dupla em Lisboa, Rogério de Menezes – O Homem das Cartas de Londres, Leslie Howard – O 13.o Passageiro e 00 Fleming – Ensaio sobre a Imortalidade. Na ficção escreveu Contos de Desaforo e Infinito Majestoso.

quarta-feira, 12 de abril de 2023

História real da mais extraordinária espia da II Guerra Mundial

A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 18 de abril, “Agente Sonya”, do jornalista e historiador britânico Ben Macintyre, a história real da mais extraordinária espia da II Guerra Mundial. 

Ursula Kuczynski Burton (1907-2000), também conhecida como Ruth Werner, igualmente tratada por Agente Sonya, era especialista em comunicação por rádio, espiã e terminou os seus dias como escritora de grande sucesso na Grã-Bretanha do pós-guerra.

Por detrás da vida banal no campo inglês, recrutava físicos nucleares para construírem a bomba atómica para a União Soviética e dirigia algumas das operações de espionagem mais perigosas do século XX. Perseguida por nazis, chineses, japoneses, o MI5, MI6 e o FBI, nunca foi apanhada. 

Durante décadas, a coronel do Exército vermelho, Ursula Kuczynski Burton, dirigiu uma rede de espiões comunistas infiltrados no seio do programa britânico de investigação de armas atómicas, transmitindo a Moscovo informações que acabariam por permitir à União Soviética construir a bomba atómica. 

Ursula vivia numa pacata aldeia da região verdejante de Cotswolds, no centro de Inglaterra; os seus “scones” faziam inveja a todos os habitantes de Great Rollright.

Na sua vida paralela e secreta era parcialmente responsável pela manutenção do equilíbrio de poder entre o Leste e o Ocidente e (acreditava ela) pela prevenção da guerra nuclear ao roubar os dados científicos do armamento atómico de um lado e dar ao outro. Quando subia para a sua bicicleta com o bloco de senhas de racionamento e os sacos de compras, Mrs. Burton ia, afinal, à procura de segredos letais.

A mulher esbelta e elegante, que vivia com os três filhos e o marido, que trabalhava nas imediações como maquinista (e também era espião), era afetuosa, mas reservada, e falava inglês, com um ligeiro sotaque. Parecia viver uma vida simples, até humilde. Os vizinhos jamais desconfiaram que, na verdade, era uma oficial de alta patente da espionagem soviética, comunista convicta, e que ela comandava uma poderosa rede de agentes a operar na Europa.  

Através dos diários e de correspondência privada, o reputado historiador e jornalista britânico faz agora a biografia da única mulher que, durante décadas, sobreviveu e prosperou como espia num mundo de homens, mas que simultaneamente foi esposa, mãe de três filhos e coronel no exército vermelho.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Efeitos psicológicos nas crianças vítimas da guerra na Ucrânia

Pedro Nogueira Simões, nosso colaborador, publicou na revista El Obrero um artigo científico sobre os efeitos psicológicos nas crianças vítimas da guerra na Ucrânia.


Niñas y niños ucranianos en el escenario de guerra actual: ¿dónde está su interés superior?  

Los países occidentales, como Portugal, España y Alemania, fueron acusados ​​recientemente por el embajador ruso ante las Naciones Unidas de querer encubrir el hecho de que estaban tomando niños de refugiados ucranianos. Siendo que estos están siendo llevados a centros de acogida por personas extrañas y considerados por aquél como un proceso de alienación. Según el diplomático, sus madres incluso son amenazadas con procesos penales si intentan recuperarlos.

Por otro lado, esos países defienden, a través de sus Ministerios de Relaciones Exteriores, por ejemplo, que lo que están haciendo es apoyar a Ucrania en diferentes dimensiones, incluyendo la recepción y creación de estructuras adaptadas a los desplazados ucranianos, víctimas de la agresión de Rusia a su país. Por cierto, este bloque enfatiza la propia orden de detención emitida a 17 de marzo por el Tribunal Penal Internacional (TPI) contra el presidente ruso Vladimir Putin por crímenes de guerra y presunta participación en secuestros de menores en Ucrania.

Si estos aspectos son impactantes y necesariamente deben ser analizados para determinar responsabilidades, otro aspecto de igual importancia será, efectivamente, cómo podemos garantizar que, en todo este escenario, el interés superior del menor esté asegurado. Así como qué tipo de respuesta se debe utilizar en este tipo de estructuras que acogen a menores.

En realidad, el impacto de la guerra en los menores es evidente, siendo estos quizás el grupo en una situación de mayor vulnerabilidad psicológica, y en esta guerra específica lo que hemos venido observando es una constante negación de derechos, desde civiles hasta económicos, sociales y culturales, a la salud, la vivienda y la educación, poniéndolos en riesgo inminente de desprotección y fragilidad, además de una mayor tendencia de los menores a tener problemas psicológicos cuando las familias se encuentran de hecho separadas.

Adicionalmente, el riesgo de sufrir diversas formas de violencia, incluyendo violación, trata de personas y explotación sexual, es significativamente mayor y, como resultado de todas estas situaciones enumeradas, el desarrollo de traumas y marcas profundas en su desarrollo y personalidad. Toda la investigación ha demostrado que la disfunción psicológica que surge de estas situaciones críticas puede ser causada por la angustia psicológica asociada con situaciones catastróficas, incluido el trastorno de estrés postraumático, disociación, ansiedad, depresión, confusión, abuso de sustancias, aislamiento, baja autoestima, y en casos de violencia sexual, el aumento del riesgo de victimización continua.

El beneficio de intervenciones ajustadas es fundamental para que puedan afrontar todos estos problemas derivados de dicha exposición, minimizando la sensación de aislamiento, aumentando la capacidad de autonomía e integración social, ayudándoles a sentir que pueden recuperar el control de sus vidas. Asimismo, sólo se salvaguardará su interés superior cuando se aseguren los derechos que favorezcan su sano desarrollo mediante el acceso a la habitación, los servicios de salud física y psicológica y la reanudación de su trayectoria educativa.

Lamentablemente, los seres humanos tienen una tendencia a utilizar la propaganda en cualquier aspecto de sus vidas y no transmiten la información correcta de manera efectiva. Aquí, más que prestar atención a ciertas posiciones, se deben utilizar políticas y prácticas verdaderamente centradas en las características y necesidades psicológicas, valorando la variedad y complejidad de las situaciones que llevaron a estos niños y niñas a ser separados de sus familias. Dicho esto, ¿se han atendido todos estos puntos?

El enfoque debe basarse en crear condiciones y estructuras que puedan enfrentar momentos críticos de esta naturaleza, que puedan establecer lazos de confianza y previsibilidad en su actuación, con profesionales serios y con la formación adecuada para poder al menos ayudarlos a construir un futuro mejor. Y ese es nuestro trabajo como seres humanos, buscar siempre darle un aporte indiscutible a su normal desarrollo, guiados por la defensa de su dignidad de manera responsiva, pues es bien sabido que la niñez y la adolescencia son determinantes en toda la vida de una persona.

Sobre todo, el objetivo será, a través de herramientas y condiciones ajustadas, buscar siempre aumentar los momentos de bienestar y armonía, y reducir en lo posible el sufrimiento de quien aún se encuentra desamparado. Albert Camus dijo una vez “No es el sufrimiento del niño lo que subleva, sino el hecho de que no esté justificado” …

 In El Obrero

***

PEDRO NOGUEIRA SIMÕES

CEO NS Iberian Laywer Sociedade de Advogados 

Advogado membro efetivo da Ordem dos Advogados Portugueses.

Psicólogo membro efetivo Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Licenciatura em Psicologia pelo Instituto Superior Egas Moniz. 

Licenciatura em Direito pela Universidade Lusófona de Lisboa. 

Mestre em Psicologia Criminal e Forense pela Universidade de Lisboa. 

Mestre em cognição social aplicada. Mestre em Jurídico-Forenses pela Universidade Lusófona. 

Mestre em Jurídico-Política pela Universidade de Lisboa. 

Doutorando em Psicologia Social na Universidade de Lisboa - Faculdade de Psicologia.

Doutoramento europeu em psicologia clínica.

Professor Doutor e Investigador em Universidade Clássica de Lisboa.


terça-feira, 4 de abril de 2023

Ler em tempo de guerra chega a Leiria

A resposta que a poesia pode dar à guerra inspira a programação do festival Ronda Poética, que decorre em Leiria entre 20 e 25 de abril, com conversas, música, declamação, apresentação de livros, artes visuais, roteiros literários e iniciativas comunitárias.

“A poesia pode pouco [face à guerra], mas pode dar uma resposta humana, uma resposta sensível e vibrante, ao mesmo tempo, às grandes questões e àquilo que nos dilacera no nosso tempo”, explicou à Lusa o curador da iniciativa, Luís Filipe Castro Mendes, sobre o tema desta edição, “Poesia em tempo de guerra”.

Para o antigo ministro da Cultura, embaixador e também poeta, “a poesia não é um instrumento de ação”.

Para o curador, o objetivo da Ronda Poética de 2023 é, “através dos poemas, das posições e das conversas”, fazer “pensar melhor esta realidade da guerra” e “mostrar aqueles grandes poemas que reagiram às guerras e que assumiram posições”.