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quarta-feira, 28 de junho de 2023

ANGOLA: Insuficiência de bibliotecas públicas embaraça leitores



O Jornal de Angola publicou ontem, dia 27 de junho, um suplemento especial sobre o facto de existir muita falta de livros em Angola.

Aliás, no passado dia 9, o Secretário de Estado da Reinserção Social de Angola, Lúcio do Amaral, destacou isso mesmo, numa reunião, em Lisboa, com os diretores da REVISTA LIVROS & LEITURAS: Mário Gonçalves, Pedro Nogueira Simões e Leonel Guilherme.

O ideia seria alargar o projeto BOOKS ON THE WAY em Angola. 

Recorde- que o projeto BOOKS ON THE WAY visa colocar os livros em MOVIMENTO pelo MUNDO.

A lógica é deixar no local, onde exista um ponto BOOKS ON THE WAY (numa empresa, escola, autarquia local, estabelecimento comercial...), um LIVRO que já leu e levar consigo um que gostaria de LER.

TRAGA UM E LEVE OUTRO...Take One a Leave Another...

***

"A província do Uíge tem apenas uma biblioteca pública, instalada num dos compartimentos do Museu Etnográfico do Uíge, onde os estudantes e outros leitores têm afluído em busca de novos conhecimentos e resultados de temas académicos e científicos.

Segundo o chefe do departamento da Biblioteca Central do ISCED do Uíge, Custódio Faria, a área que dirige atende em média mensal 1.600 leitores.

A escassez tem preocupado a classe acadêmica e a juventude em geral, interessada na pesquisa bibliográfica. Manuel Pedro, um dos jovens leitores, disse, segunda-feira, ao Jornal de Angola, que a falta de bibliotecas públicas que facilitam a ocupação dos tempos livres da juventude, bem como a investigação de vários temas científicos, tem sido preocupação, uma vez que o mundo está em constante evolução e a ciência segue a dinâmica e exige dos homens a investigação constante.

O responsável da biblioteca pública no museu etnográfico do Uíge, Aguinaldo Kalanga, disse que  diariamente a biblioteca regista mais de 50 leitores e pela procura que se verifica, quase que já não corresponde à demanda. "A biblioteca é de acesso público e tem diversos manuais desde a literatura académica, livros infantis em formatos físico e digitais, bem como outras obras científicas. O acesso é gratuito mas lamentamos, por ser o único espaço público de leitura, nos últimos momentos já não corresponde à demanda dos leitores”, disse.

Aguinaldo Kalanga referiu que, recentemente, a biblioteca beneficiou de alguns livros doados pelas madres da Igreja Católica e do governo provincial, gesto que ajudou bastante a enriquecer as obras, por isso, solicitou às demais instituições públicas e pessoas singulares para que sigam o mesmo exemplo. 

A insuficiência de bibliotecas públicas na cidade do Uíge tem levado vários estudantes e investigadores a percorrem longas distâncias à procura, muitos deles, têm estado a recorrer às bibliotecas das Instituições do ensino superior, como o ISCED e Kimpa Vita na cidade do Uíge. 

O chefe do departamento da biblioteca central do ISCED do Uíge, Custódio Faria, indicou que a procura tem sido maior, mensalmente são atendidos mais de 1.600 leitores,  tendo disponíveis 8.594 obras científicas diversas.  O também docente da instituição, justificou que a procura é maior, pelo facto da província do Uíge não possuir mais bibliotecas públicas com obras de qualidade desejada.

"A biblioteca tem estado a minimizar naquilo que é mais importante em obras científicas, os livros têm normas de aquisição que muitas vezes baseia-se em compras, ofertas,  em permutas com outras universidades, no caso de doações muitas das vezes chega-se a ter em posse material que é de outras especialidades como no caso de livros de economia”, disse.

A propósito, grande parte dos livros que se encontram na instituição, é requisitada por cada área do saber através dos vários departamentos que a instituição tem, como o das ciências da natureza, exactas, ciências sociais e letras modernas. "Temos como ambição, atingir até 50 mil obras científicas, por isso, solicitamos o auxílio de várias instituições ministeriais para satisfazermos a demanda dos leitores”, disse.O director  do gabinete provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos no Uíge, Manuel Domingos, considerou ser uma preocupação a insuficiência de biblioteca no Uíge, mas avançou que projectos estão em carteira e outros em curso para a construção de bibliotecas públicas tendo em conta a necessidade no mercado literário.

(...)

Responsaveis locais reconheceram haver também insuficiência de livros na biblioteca pública, por isso, incentivou os estudantes, docentes e investigadores científicos a produzirem mais obras para enriquecer o músico literário do Uíge, uma vez que na actualidade, o público leitor está cada vez mais exigente.

Face a essa insuficiência, apontou a construção da mediateca provincial, cujas obras encontram, se a bom caminho, como sendo uma solução para começar a mitigar a procura de bibliotecas. "Neste momento, o Uíge, não tem uma biblioteca virtual como tal, mas temos alguns ciber  que têm servido de recurso na pesquisa de vários temas, mas estamos em crer que bons dias estão para breve”, disse"

In Jornal de Angola

Com Leonel Guilherme  / Angola 

terça-feira, 23 de maio de 2023

Urgente: ampliar a combinação de possibilidades entre a literatura e a educação

Há muitos leitores no Brasil. Há cada dia mais. Mesmo assim, segue urgentemente necesssidade da ampliação e combinação de de possibilidades entre literatura e educação.

Muitas crianças a adolescentes saem das escolas com alfabetização precária, sem a compreensão de texto ideal. E se tornam adultos que leem pouco, com potenciais limitados.

Após o contato inicial desestimulante, é raro o despertar da paixão pela arte literária. Num contexto de atraso e dificuldades estruturais, a literatura não é algo para adornar a aula: precisa ser vista como o principal instrumento pedagógico para atrair, envolver e manter alunas e alunos na descoberta de si e do mundo, unindo o aprendizado à imaginação e expandindo as fronteiras do conhecimento.

Escritores, editores, ilustradores, demais profissionais do livro, quem faz contação de histórias e mediação de leitura – todos poderiam estar mais dentro das escolas, participando na linha de frente para a melhoria da educação. 

A formação de leitores daria um salto com a presença maciça da gente dos livros no ambiente escolar. Em palestras, bate-papos, oficinas, aproximando os estudantes, a partir do contato direto com quem vive a literatura. Na expansão do ensino em tempo integral, por exemplo, caberia aproveitar melhor o repertório literário desses profissionais.

In UOL

domingo, 14 de maio de 2023

Barcelhos: 90 pequenos poetas declararam poesia para os grandes

Realizou-se, no passado dia 12 de maio, mais uma edição do concurso “Pequenos Grandes Poetas”, uma iniciativa promovida pelo Município de Barcelos, através da Biblioteca Municipal e da Rede Concelhia de Bibliotecas Escolares.

A edição deste ano, em que participam 91 alunos de todos os estabelecimentos concelhios nos diferentes graus de ensino (do 1.º ciclo ao secundário), inclui a modalidade de poemas inéditos declamados pelos seus autores e a declamação de poemas de outros autores.

O concurso está divido em duas sessões, ambas decorreram na Biblioteca Municipal: a primeira, destinada aos alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, inicia às 18h00; a segunda sessão conta com a participação dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário, e arranca às 21h30.
O concurso 

“Pequenos Grandes Poetas” tem como objetivos promover hábitos de leitura e de escrita, incentivar o gosto pela poesia e pela escrita criativa, e estimular a manifestação artística e a criatividade.

 In Biblioteca Municipal de Barcelos