REVISTA LIVROS & LEITURAS
sexta-feira, 30 de junho de 2023
Sasha Marianna Salzmann
terça-feira, 6 de junho de 2023
Os Resistentes
A Oficina do Livro edita na próxima segunda-feira, 12 de junho, “Os Resistentes”, do major-general Nuno Lemos Pires, um militar com larga experiência no terreno e conhecedor dos conflitos que grassam pelo mundo, que analisa o poder do sacrifício humano, da resistência, no combate ao invasor, da antiguidade passando por Timor-Leste e pela Ucrânia.
Testemunha direta do sofrimento causado pela guerra, mas também da capacidade de abnegação do ser humano em situações-limite.
Nuno Lemos Pires faz uma reflexão sobre o poder das ideias de nação, comunidade e família, enquanto valores defendidos pelos resistentes até às últimas consequências e, em simultâneo, um manifesto contra a indiferença generalizada pelos dramas vividos em guerras distantes.
“Falar do fenómeno da resistência, na atualidade, sustentado, na medida adequada, no passado, e norteado, também na medida do adequado, para o futuro, designadamente para a possibilidade de poder projetar e, por conseguinte, de poder criar reflexões e caminhos foi a ideia deste livro. A tese é a da resistência como ato de família (independentemente de se tratar da genética e/ou da escolhida). Porque sempre assim foi, é e continuará a ser.”
sexta-feira, 21 de abril de 2023
Artistas Unidos leem poemas de poetas ucranianos em Leiria
quinta-feira, 13 de abril de 2023
Exposição "Ucrânia Insubmissa", dos jornalistas Cândida Pinto e David Araújo
A refugiada ucraniana Daria Dimitriuk e a professora universitária Sandra Fernandes apresentam "Ucrânia Insubmissa", dos jornalistas da RTP, Cândida Pinto e David Araújo, que reúne, em livro, as muitas histórias e fotos que juntaram nas reportagens que fizeram no país.
No dia 20 de abril, às 21h00, inaugura também na estação de Metro São Bento, no Porto, a exposição “24.02.2022, o Dia Mais Longo que Nunca Mais Acabou”, que mostra os rostos e as cidades ucranianas, fotografadas por David Araújo, ao longo de vários meses de trabalho na Ucrânia.
Episódios passados na ponte de Irpin, em Kharkiv, no Donbass ou em Kiev. Relatos que acompanham a vida de Ilya que foi soldado, os noivos Anastasia e Vaicheslav que casaram numa paragem da guerra, de Vova, de 12 anos, que sobreviveu para contar uma história em voz ténue, sem verter uma única lágrima.
“Imprevisível. Foi esta a palavra tantas vezes ouvida no início da invasão russa da Ucrânia e pelo tempo fora. A princípio duvidava. Será que iriamos mesmo entrar numa guerra? Parecia-me impossível que, em 2022, não existissem vias de entendimento suficientes para evitar um conflito de grandes proporções no continente europeu. Estava enganada.
A 24 de fevereiro de 2022 eu e o repórter de imagem David Araújo encontrávamo-nos na cidade de Kiev, alvo prioritário da invasão russa de larga escala. A nossa missão era clara: dar testemunho, apesar de todas as limitações, do que estava a acontecer. Passámos por dias de grande incerteza, silêncio, amargura, medo, exaustão. Às vezes pequenas surpresas, breves alegrias. E depois aquela súbita vertigem de um míssil a mudar o correr das vidas. E os exemplos de resistência e resiliência de um país a ser interrompido e invadido – porém, insubmisso”, escreve Cândida Pinto, na introdução.