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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

SAS - Heróis Fora de Lei

A Leia é a Lei. E quem é um Herói Fora de Lei? Recomendo esta preciosidade marcada por uma investigação autorizada com acesso a documentação até agora ultrasecreta...

A Dom Quixote edita na próxima terça-feira, 19 de setembro, “SAS – Heróis Fora da Lei”, do historiador britânico Ben Macintyre, que assina o primeiro livro autorizado, com acesso aos arquivos da própria Special Air Service (SAS), uma força especial do exército criada por Winston Churchill durante a II Guerra Mundial. 

O livro deu origem à série de sucesso da HBO, “Rogue Heroes” – cuja segunda temporada está já a ser gravada - sobre esta unidade que tinha carta branca para lançar ações temerárias contra as tropas italianas e o Afrika Korps, de Rommel, durante a campanha do Norte de África.

No verão de 1941, no Deserto do Saara, David Stirling, um jovem oficial aristocrata, entediado e excêntrico, aparece com um plano radical e inteiramente contrário às regras: criar uma pequena unidade clandestina capaz de provocar o caos na retaguarda das linhas inimigas. Apesar da intensa oposição, Winston Churchill deu pessoalmente autorização a Stirling para recrutar os soldados mais duros, brilhantes e implacáveis que conseguisse encontrar. Assim começou o regimento militar mais misterioso do mundo que daria origem a outras forças especiais.

Só 75 anos mais tarde o SAS decidiu contar a sua assombrosa história. Abriu pela primeira vez os arquivos, concedendo ao aclamado historiador britânico Ben Macintyre acesso total a um valioso acervo de relatórios, memorandos, diários, cartas, mapas e fotografias nunca vistos, bem como carta-branca para entrevistar os envolvidos ainda vivos e aqueles que os conheceram.

O resultado é esta história de um grupo de renegados que assumiu riscos monumentais, personagens excêntricas e desmesuradas, peripécias aparentemente inverosímeis (mas que pecam por defeito e não por excesso), missões de contornos suicidas e incríveis feitos dos membros da unidade durante a guerra no deserto. 

"Impecavelmente pesquisado, magnificamente contado. De longe o melhor livro sobre o SAS na II Guerra Mundial."

Antony Beevor

BEN MACINTYRE é colunista e editor associado do The Times em Londres. Foi correspondente deste jornal em Nova Iorque, Paris e Washington. É autor de diversos livros, incluindo Agente Sonya, Um Espião Entre Amigos, Operação Secreta e Jogo Duplo. Em 2019, O Espião e o Traidor, que conta a história do agente duplo do KGB Oleg Gordievsky, alcançou um enorme sucesso internacional e foi finalista do Ballie Gifford e do National Book Awards. Vários dos seus livros foram adaptados ao cinema e a séries de televisão, incluindo Operação Secreta, Um Espião Entre Amigos e SAS - Heróis Fora da Lei...

Pedro Nogueira Simões / Subdiretor com D. Quixote 

sábado, 6 de maio de 2023

Entrevista: "o essencial desta obra prende-se com a aviação militar e os riscos associados"



Aos 69 anos, Carlos Marques reformado da atividade seguradora, alcança agora o mesmo estádio no sindicalismo mais ativo.

Em 1992 voltou como vice-presidente e em 1999, por falecimento do presidente, assumiu interinamente as funções até às eleições ocorridas nesse ano, nas quais foi eleito presidente. Reeleito, até hoje, em sucessivas eleições, é, por inerência, membro do secretariado da FEBASE e da UGT.

Casado, dois filhos, quatro netas e um neto, apresta-se neste momento, em que uma das páginas da sua vida será virada, a percorrer outra, a via académica, na qual prepara a conclusão da licenciatura em ciências sociais.

Carlos Marques, com base na sua mais recente obra, Voo Interno, deu uma entrevista à Revista Livros & Leituras:

Por que partilha esta sua experiência em livro?

- Trata-se de dar sequência a um antigo "bichinho" associado à aeronáutica  e, em particular, à história da aviação militar em Portugal, desde os seus primórdios até aos dias de hoje. 

Hoje, estamos mais seguros no ar. O que mudou para que isso acontecesse?

- Embora o essencial desta obra se prenda com a aviação militar e os riscos associados a este tipo de utilização, a que não faltou, no caso português, o uso num contexto de conflito, como foi o vivido durante o período da guerra colonial, é claramente percebido estarmos hoje num contexto em que a segurança dos aviões e os métodos de treino e recrutamento dos pilotos trouxe a segurança para um patamar superior ao existente, nomeadamente nas décadas de quarenta, cinquenta e sessenta do século passado. Nessas décadas, a utilização, em Portugal, de muitas e variadas aeronaves, com o recrutamento massivo de pilotos e alguma indisciplina de voo traduziu-se em centenas de acidentes com uma elevada fatia de vidas humanas perdidas.  

 O que mudará com a partilha que nos deixa?

- Moveu-me essencialmente, ao fazer este livro resultante de uma muito demorada investigação, preencher uma lacuna existente nas muitas obras que tratam da aviação militar em Portugal.  Quase sempre é dado mais destaque aos modelos de aeronaves, à organização militar que as suportou ao longo do tempo e aos feitos dos aviadores merecedores de distinção.  Com a publicação deste livro, fica preenchida essa lacuna, permitindo a quem o desejar estudar com mais profundidade, um ou outro acidente e as vidas humanas perdidas nessa ocorrência. 

 Já pensa noutro estudo a versar estas temáticas?

- É muito provável que futuramente haja a intenção de aprofundar o tema, seja do lado da aviação militar seja do lado da aviação civil. Neste momento, é ainda prematura a definição do caminho que irei trilhar.

Que opinião tem agora da Revista Livros & Leituras, um projeto literário sem fins lucrativos?

- Uma opinião bastante positiva alicerçada na comunhão que tenho da necessidade de cada vez mais darmos ao livro o espaço que merece no panorama cultural, ajudando assim à perpetuação da forma de gravação e transmissão das ideias, pensamentos e opiniões mais antiga da humanidade. 

sexta-feira, 24 de março de 2023

Voo Eterno



De 8 de fevereiro de 1917, altura em que ocorreu o primeiro acidente mortal com um avião militar português, por acaso em Moçambique, até 5 de setembro de 2019, quando um piloto militar, que se encontrava em férias, perdeu a vida tripulando um helicóptero de combate a fogos rurais no norte de Portugal, contam-se por cerca de três centenas e meia as ocorrências identificadas e cerca de seiscentas e treze vítimas militares, mas igualmente civis que, de forma exaustiva, foram identificadas ao longo desta investigação.

As décadas de 40 e 50 do século passado constituíram uma parte substancial do pesado saldo em vidas perdidas, muito por força do elevado número de aeronaves militares então existentes no país e daquilo que se pode designar por alguma indisciplina de voo, bem ilustrado no número de ocorrências em locais geograficamente ligados à vida particular dos pilotos. As décadas seguintes de 60 e 70, foram essencialmente marcadas pelas mortes ocorridas nas deslocações e nos teatros de operações africanos, nos quais os pilotos fizeram milagres perante os meios materiais colocados à disposição, em muitos casos desadequados às missões que lhes foram confiadas.

É a todos que morreram voando e, na morte alcançaram as asas da eternidade, que este livro é dedicado.