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quarta-feira, 12 de julho de 2023

Pesca da Sardinha: "É uma questão entre Portugal e Espanha"


Nesta altura do ano, quando a sardinha está gorda e muito boa para consumo, volta-se à notícia das cotas de pesca e do controlo devido à preservação da espécie.

Na passada semana em Portugal, o Ministério do Mar veio garantir que esse assunto não é uma decisão da Comissão Europeia, mas sim “uma questão entre Portugal e Espanha”, disse Ana Paula Vitorino, quando se reportou à sobrepesca da sardinha.

A Ministra do Mar garantiu que este assunto deve ser tratado entre Portugal e Espanha e que a paragem por um período de 15 anos, proposto pelo a avaliação de organismos científicos está baseada em estudos antigos.

História 

Portugal e Espanha são dois dos países do mundo com a maior história na pesca da sardinha.

Há mutos séculos, que a sardinha faz parte do cotidiano português e está presente “à nossa mesa”. Além de ser uma importante fonte de proteínas e nutrientes, ela pode ser cozinhada de diversas formas e até fazer parte da indústria conserveira.

Na Idade Média, era cozinhada em caçarolas com cebola, tomate e especiarias. Já no século XVIII, a técnica da salga tornou-se popular para conservar a sardinha, o que permitiu a sua exportação para outros países.

A partir do século XIX, as sardinhas são normalmente grelhadas, tradicionalmente durante os meses de Verão. Há quem goste confecionar quiches, sopa de sardinha, cozida, escabeche…  

Em Portugal, só falta mesmo caírem sardinhas do céu. Tudo acontece em redor desta espécie: tudo se passa à volta do assador; não queremos saber dos garfos, elas são retiradas à mão, muitas vezes, ainda em brasa. Vai de chupar os dedos. Outras vezes, é no meio da rua, nas festas, noutros lugares. E até nos santos populares.

Temperos

Temperos? Só sal grosso! O cheiro não disfarça. chega a todo o lado e até à roupa. O cheiro, esse, é inigualável e também é indisfarçável.

Acompanhamos as sardinhas com batatas cozinhas, pimentos assados e.. tomate e… A forma de as comermos é simples e só nós o fazemos. Até as comemos em cima de uma fatia de pão. O bom azeite é fundamental.

Por que motivo, em Portugal, também se gosta de comer a sardinha no pão?

Julga-se que tudo terá começado num restaurante na Ribeira de Lisboa, que servia sardinhas em cima de uma fatia de pão.
Só a partir da Idade Média é que se começou a usar uma pequena placa de madeira – 'o talhador' – onde se punha a comida, até essa época era em cima de pedaços de pão que se comia o peixe e a carne.

Mais tarde, quando o uso dos pratos se tornou habitual, o povo continuou a comer as suas refeições em cima de fatias ou bocados de pão.


By Sílvia Fernandes e Pedro Nogueira Simões 

In El Obrero / Revista Livros & Leituras 

terça-feira, 27 de junho de 2023

EL OBRERO - Pesca de sardina: "Es una cuestión entre Portugal y España"

  • Escrito por Pedro Nogueira Simões y Mário Gonçalves
  • Publicado en EL OBRERO 
(Tiempo de lectura: 2 - 3 minutos)

En esta época del año, cuando las sardinas están gordas y muy buenas para el consumo, vuelven las noticias sobre las cuotas de pesca y el control por la conservación de la especie.

Esta semana, en Portugal, el Ministerio del Mar vino a garantizar que este asunto no es una decisión de la Comisión Europea, sino “un tema entre Portugal y España”, dijo la ministra del Mar Ana Paula Vitorino, al referirse a la sobrepesca de sardinas.

Esta ministra aseguró que este asunto debe ser tratado entre Portugal y España y que la paralización por un período de 15 años, propuesta por la evaluación de organismos científicos, se basa en estudios antiguos.

Portugal y España son dos de los países del mundo con mayor trayectoria en la pesca de la sardina.

Durante muchos siglos, las sardinas han sido parte de la vida cotidiana portuguesa y están presentes “à nossa mesa”. Además de ser una fuente importante de proteínas y nutrientes, se puede cocinar de diferentes formas e incluso formar parte de la industria conservera.

En la Edad Media, se cocinaba en cazuelas con cebollas, tomates y especias. En el siglo XVIII se popularizó la técnica de la salazón para conservar las sardinas, lo que permitió su exportación a otros países.

Desde el siglo XIX, las sardinas se suelen asar a la parrilla, tradicionalmente durante los meses de verano.

Hay quien le gusta hacer quiches, sopa de sardinas, potaje, “escabeche”...

En Portugal, lo único que falta son sardinas que caen del cielo. Todo sucede alrededor de esta especie: todo sucede alrededor del tostador; no nos importan los tenedores, se quitan a mano, muchas veces, todavía en las brasas de carbón. Ve a chuparte los dedos. Otras veces es en medio de la calle, en fiestas, en otros lugares. E incluso en santos populares. ¿Especias? ¡Solo sal gruesa! El olor no disimula. Llega a todas partes e incluso en la ropa. El olor, este, no tiene paralelo y tampoco está disimulado.

Acompañamos las sardinas con patatas cocidas, pimientos asados ​​y… tomates y… La forma de comerlas es sencilla y solo nosotros lo hacemos. Incluso los comemos encima de una rebanada de pan. Un buen aceite de oliva es fundamental.

¿Por qué en Portugal también les gusta comer sardinas en pan?

Se cree que todo empezó en un restaurante de Ribeira de Lisboa, que servía sardinas encima de una rebanada de pan.

Recién a partir de la Edad Media se empezó a utilizar una pequeña tabla de madera –“o talhador” – donde se ponían los alimentos, hasta que sobre los trozos de pan se comía el pescado y la carne.

Más tarde, cuando el uso de platos se hizo común, la gente continuó comiendo sobre rebanadas o trozos de pan.

Artigo EL OBRERO

sábado, 20 de maio de 2023

Tenho saudades das sardinhas de Vasco da Gama

Enquanto os sinos da Igreja Matriz do Salvador de Sines tangem, clamando pelo povo da beira-mar mais abstraido pelo passar da freca maresia, Tu sorris doce e alegremente a chegada do teu batel que desce e sobe a barra.

O Tempo entra, majestosamente, na tua baía, enquanto observas, de olhar penetrante e doce, finalmente, a tua embarcação. Afinal, ela foi, explendidamente, erguida de casco para avante e de mastro para Deus, no pulsar do coração do Pinhal de Leiria, pela sábia demanda de Dom Dinis. 

Saudades desse Tempo de conservada madeira que arde de calor.

Preparem-se os cestos tecidos de duas asas para verter as saborosas e soculentas sardinhas. É Tempo delas. Saudades!

Vai um sardinhada, de genuinas sardinhas? Regadas com o azeite virgem de oliva da terra? Umas saborosas batatinhas? É Tempo delas. E uns pimentinhos, verdes e vermelhos, bronzeados pelo apelo calmo do quente carvão? Saudades!

O avô António, a avó Antónia e o Pedro descansam, num silêncio silenciado, os cântaros de água fresca que desce tranquilamente a serra. É Tempo de fitar a chegada das sardinhas, nos altifalantes de Vasco da Gama.

Paulatinamente, o Carlitos, rapaz de poucas falas, aproxima-se do azul do mar. O ambiente embriagava o ar que se respirava. O que fora eco quase extinto, aumenta agora junto do senhor José e da dona Lisete, um clamor, cada vez mais alto e reconfortante.

A família observa alguns pescadores autóctones que outrora sacavam ao anzol alguns salmonetes da cor das laranjas Por agora, reproduzem-se no prolongado Atlântico. Há, porquanto, ser hospitaleiro e receber de erguidos braço os brilhantes cardumes de portuguesas sardinhas. 

O que é português, não é ótimo. É bótimo!

Tempo é Saudades e Saudades é Tempo!

By Pensamentos Mário Gonçalves